Toyota prepara Hilux a hidrogênio para 2028 e coloca autonomia de 399 km e reboque de 2,5 t acima da elétrica atual

Toyota Hilux vermelha vista de frente e de lado, estacionada em um estúdio com fundo cinza.
Toyota Hilux em uma representação visual da nova geração que servirá de base para a versão a hidrogênio prevista para 2028.

A Toyota prepara uma versão inédita da Hilux para frotas europeias, combinando célula a combustível de hidrogênio, maior autonomia e capacidade superior de reboque.

Apresentada na IAA Transportation 2026, em Hannover, a Hilux FCEV tem lançamento planejado para 2028 e será direcionada inicialmente a clientes profissionais na Europa.

A meta anunciada é alcançar aproximadamente 399 km de autonomia pelo ciclo WLTP, acompanhados por capacidade de reboque de até cerca de 2.500 kg.

Outro argumento importante é o abastecimento, que poderá levar aproximadamente cinco minutos quando realizado em uma estação de hidrogênio funcionando dentro das condições normais previstas.

Esses números colocam a futura Hilux a hidrogênio acima da versão totalmente elétrica justamente em autonomia e reboque, dois aspectos especialmente relevantes para operadores de frotas.

Toyota Hilux cinza vista de frente e de lado em um ambiente interno de exposição.
Toyota Hilux cinza apresentada em um estande; o modelo terá versões com diferentes tecnologias, incluindo a futura opção a hidrogênio.

A Toyota Europe confirmou que a produção está prevista para 2028, utilizando a plataforma da nona geração da Hilux já compartilhada com configurações a diesel, gasolina e elétrica.

A nova alternativa não substituirá nenhuma dessas versões, entrando na gama como mais uma escolha dentro da estratégia de diferentes tecnologias adotada pela fabricante japonesa.

O sistema terá forte relação com a tecnologia utilizada pelo Toyota Mirai, sedã a hidrogênio que há anos serve como principal referência da marca nesse segmento.

Caso o cronograma seja mantido, a Hilux poderá se tornar a primeira picape média com célula a combustível de hidrogênio comercializada regularmente na Europa.

A tecnologia não utiliza um motor a combustão alimentado por hidrogênio, pois uma reação química entre hidrogênio e oxigênio gera eletricidade diretamente dentro do veículo.

Toyota Hilux cinza vista por trás e de lado em um estande de exposição.
Toyota Hilux exibida em um evento automotivo, com caçamba e cabine dupla; a versão a hidrogênio será destinada inicialmente ao mercado europeu.

Nesse processo, água é o resultado liberado pelo sistema, eliminando as emissões locais associadas aos motores convencionais durante o funcionamento cotidiano da picape.

Empresas, administradores de frotas e companhias de leasing aparecem como os primeiros públicos planejados, enquanto compradores particulares não são prioridade nesta fase inicial.

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A Toyota ainda não divulgou preços e também não confirmou lançamento ou cronograma para os Estados Unidos, mantendo o projeto concentrado inicialmente no mercado europeu.

A Hilux totalmente elétrica oferece atualmente cerca de 240 km a 245 km de autonomia WLTP, dependendo da configuração e das especificações adotadas em cada mercado.

Sua capacidade de reboque chega a aproximadamente 2.000 kg, deixando uma diferença de cerca de 500 kg diante dos 2.500 kg pretendidos para a Hilux FCEV.

Interior de uma Toyota Hilux com volante, painel digital e tela central de navegação.
Interior da Toyota Hilux com painel digital e central multimídia; a picape a hidrogênio manterá a base da nova geração do modelo.

Também há contraste no tempo de reposição de energia, pois o abastecimento de hidrogênio costuma exigir entre três e cinco minutos em condições adequadas.

Já a Hilux elétrica pode realizar uma recarga rápida de 10% a 80% em aproximadamente 30 minutos usando um carregador compatível de alta potência.

A principal limitação para o hidrogênio continua sendo a rede disponível, já que dados recentes apontam aproximadamente 200 postos públicos de abastecimento na Europa, incluindo o Reino Unido.

Como comparação, a União Europeia já oferece mais de 1,3 milhão de pontos públicos para recarga de EVs, criando uma diferença considerável de infraestrutura entre as tecnologias.

Para operadores que valorizam autonomia, capacidade de reboque e pouco tempo parado, a proposta pode ser atraente, desde que existam estações de hidrogênio próximas às rotas utilizadas.

A adoção em maior escala dependerá justamente da expansão dessa rede, além de acordos com frotistas, serviços adequados e condições comerciais competitivas quando o modelo chegar em 2028.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Sua rede social: Facebook