Combustíveis Híbridos Toyota

Toyota promete primeiro híbrido flex mas não será o Prius

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Steve St. Angelo, presidente da Toyota para América Latina e Caribe, revelou no Salão de Tóquio 2017, que a montadora japonesa pretende lançar no mercado nacional o primeiro híbrido movido por etanol. A tecnologia é imprescindível para redução nas emissões de poluentes no Brasil, aproveitando ainda o combustível vegetal que faz parte da matriz energética nacional.



Podendo trabalhar tanto com o derivado da cana quanto com a tradicional gasolina, o propulsor-gerador flex deverá tornar o híbrido mais eficiente em emissão no mercado nacional, mas segundo St. Angelo, essa tecnologia não estreará com o Prius. Sem dar mais detalhes, o executivo indica indiretamente o lançamento de um novo carro híbrido, que provavelmente será o crossover C-HR Hybrid, que detalhamos mais abaixo.

Apesar de não estrear a tecnologia, o Toyota Prius será responsável pelos testes com o etanol, que ocorrerão em breve. Por ora, nenhum híbrido vendido no Brasil possui tecnologia flex, que permite usar os dois combustíveis e aumentar muito a versatilidade do veículo, especialmente diante de variação de preço e oferta do produto.

O desenvolvimento do híbrido flex deverá ter a participação da Unica, a união nacional dos produtos de cana-de-açúcar, devendo assim atender às características do combustível produzido no país. A aposta da Toyota não será única no mercado nacional. Tanto governo quanto algumas montadoras entendem que a introdução da eletrificação dos automóveis no país será feita por meio da hibridização, devido a falta de infraestrutura e incentivos para o carro elétrico.

toyota-c-hr-oficial-2 Toyota promete primeiro híbrido flex mas não será o Prius

Então, para também incentivar o uso do etanol, desejo do governo e do setor sucroalcooleiro, a indústria automotiva deverá focar na flexibilização de motores dos híbridos. Além da Toyota, a Nissan também está de olho nesse combustível, mas para ser usado de outra forma, através de células de combustível na tecnologia SOFC, que usa o etanol como reagente num processo químico que produz energia e alimenta um motor elétrico e baterias do veículo, que no momento é uma van NV200 modificada.

No caso da Toyota, o candidato mais provável para ser o primeiro híbrido flex é o utilitário esportivo C-HR Hybrid, que surge como alternativa viável, visto que o mercado consome cada vez mais crossovers e SUVs. Além disso, a Toyota não possui nenhum produto no segmento de utilitários compactos.

Ele compartilha a tecnologia híbrida com o Prius, sendo feito na mesma plataforma TNGA. A produção do crossover e, quem sabe, do modelo atual, é algo já dado como certo. Outro indicador disso é a expansão da produção em Sorocaba-SP para um novo produto, que não será o compacto Yaris.

Este chega em 2018, mas o volume de produção subirá apenas em torno de 15.000 unidades por ano de forma geral. Nas contas divulgadas pela Toyota, o aumento na capacidade produtiva, especialmente de motores, indica uma diferença de 51.000 unidades quando a ampliação for terminada, em comparação com as metas de produção anunciadas. Esse volume seria suficiente para um ou dois produtos novos, que só devem aparecer em 2019. O investimento de R$ 1,6 bilhão será compartilhado também pela fábrica de motores em Porto Feliz-SP.

[Fonte: G1]

 

  • Hoffmann

    Esse C-HR vai vender MUITO aqui, podem ter certeza.
    Para desespero dos haters da Toyota e dos malvados SUVs/crossovers.

    • Antonio

      Não tenho tanta certeza, depois dessa proposta de adulterar seu sistema com etanol

    • Luciano RC

      Tbm acho que vai vender muito. E pode esperar que a próxima geração do Corola tbm vai vir com sistema Hibrido Flex.

    • Heleno

      Concordo, mas tem de vir com preço no minimo razoável. Toyota as vezes exagera nos valores, exemplo da RAV4 4×2 que custa 160mil, 10mil a mais que a Equinox,alem de mais barata, com mais eqipamentos e motor turbo e 4×4.

  • Louis

    Eu preferiria um híbrido PLUG-IN !!!!

    • Antonio

      Não temos estrutura de abastecimento dele

      • FrankTesl

        justamente por ser híbrido, a única estrutura que a maioria das pessoas precisa é da tomada de casa mesmo
        Sendo híbrido, para viagens rodoviárias, basta parar no posto de combustíveis
        Para a maior parte dos usos, a autonomia de uma bateria atende e não se faz necessários reabastecimentos, só as recargas noturnas para o dia seguinte.
        Um exemplo é o GM volt. No site gm-volt.com, os usuários falam que a maioria do uso ficam dentro da autonomia, e a gasolina só para viagens.

        Um BMW i3 só usa a gasolina do tanque para viagens rodoviárias, a autonomia atual dele (que é menor do que a nova leva de eletricos). Já é maior que o daily commute da maioria dos motoristas.

    • sigma7777777

      Inviável. Se eu pudesse abasteceria meu celular para não ser plugin kkk.

  • G.Alonso

    Próximo sucesso: C-HR!

    Toyota Prius já está mostrando boas vendas, uma versão mais simples e mais barata, e uma outra mais completa e com apelo visual mais tocante faria bem as vendas do modelo. Talvez aquelas rodas maiores que são oferecidas lá fora, considero bonitas. Uma versão 10 mil mais barata e outra 10 mil mais cara, poderia fazer o modelo vender ainda mais.

    • TT 230

      Até hoje não entendi de a Toyota não ter lançado o Prius com a roda maior. Se trocassem a menor pela maior, já facilitaria bastante as vendas do modelo.

      • Luciano RC

        Concordo… ele ficaria mais bonito e o consumidor brasileiro observa isso.

        Acho que com produção nacional, um preço mais atraente e mais marketing e essa opção flex, tanto o C-HR quanto o Prius vão vender muito bem. Problema seria o Prius engolir o Corola.

        • TT 230

          Pois é. Faltou feeling aos diretores. A roda é linda e daria um grande up.

  • TT 230

    Será mesmo que em 2 anos teremos o novo Corolla apenas com motor híbrido? Se sim, qual será o papel do Prius, então? E o desempenho desse motor híbrido é bem tímido no Prius, já os 1.8 e 2.0 são bem espertos no Corolla.

    A Toyota vai ter que pensar bem pra não comprometer as vendas.

    • tiago

      Nenhuma marca consegue ter um “full lineup” em todos os lugares.

    • sigma7777777

      Prius sempre será relevante para acostumar o público com alguma nova tecnologia, ou até mesmo design arrojado, e a mostrando como sendo economicamente viável. Claro que portanto o próximo Prius terá que ser diferente do Corolla híbrido.

      • TT 230

        Verdade. A Toyota poderia migrar o Prius para a eletricidade.

        • sigma7777777

          Talvez ela provoque os consumidores com uma motorização a hidrogênio já comercializada no Japão e EUA. Vejo assim o Prius como o modelo ousado, mas viável.

    • Edson Fernandes

      Timido? Ele tem um arranque bem forte viu. Claro que não é um esportivo, mas anda tranquilamente igual ou mais que os motores 2.0 de nosso mercado.

      • TT 230

        Baseado pelos números de testes da QR, o Prius vai de 0 a 100 em 12,1 segundos, contra 10,3 do Corolla 1.8, ou seja, O Prius é 18% pior. Nas retomadas de 40 a 80, 60 a 100 e 100 a 120, Prius teve 7,3s, 7,8s e 10,1 S, contra 4,4, 5,7 e 7,4. Sendo o Prius até 66% pior. Tudo na gasolina.

        Apesar de ser menor que o Corolla, o Prius é mais pesado, ou seja, o powertrain mais as baterias pesam bem e roubam espaço do porta malas.

        A engenharia vai ter que trabalhar bem essa questão do espaço do porta malas, peso e desempenho para o próximo Corolla. Agora o consumo é uma maravilha né. Eu aceito fácil um desempenho pior levando um consumo bem melhor.

        • Será mesmo? Não acreditei muito nesses números, pois tenho um Prius 2013 e ele anda mais que meu anterior Focus 2.0, principalmente nas retomadas. Mas o focus tinha um câmbio de 4 marchas, e o 0 a 100 era na faixa de 11s segundo algumas publicações da época. E isso depende também de estar no modo Power, pois o Prius tem 4 modos de condução e o comportamento é bem diferente em cada um. Na prática, ultrapassagens no modo Power são muito tranquilas mas dependem da carga da bateria estar disponível, o que geralmente acontece nas rodovias. Na cidade o modo Eco vai suave e confortável sem muito desempenho, mas fazendo o papel da economia. Por isso eu gostaria de saber mais sobre as condições de teste na QR.

  • Fabio Marquez

    Vem ai o primeiro híbrido com consumo ruim do mercado. Furada ainda gastarem tempo, dinheiro e energia com essa cambada de exploradores da UNICA.

    • ObservadorCWB

      Ainda não vi um FLEX bom. E fico imaginando, com a evolução tecnológica, o que um ETANOL PURO renderia. Vide algumas competições onde além do metanol o etanol também é usado (claro que com risco de chama invisível etc etc etc antes que algum “sabichão” venha reclamando). Agora as porcarias “Fréxis” são todas toscas. Tem parente louco com a BMW que chegou a pedir manutenção com mísero 4.500 Km rodados (a BM não fica as manutenções a cada 10k por exemplo, o computador de bordo vai ajustando o intervalo das manutenções conforme o uso do carro – então mijolina + águanool + start&stop ligado + trajetos curtos) e vira uma “J”osta.

      • Esquilo Tranquilo

        Até hoje de todos que vi ou dirigi, o melhor em consumo ta sendo meu New Fiesta 14/14, to fazendo 11.7 em trajeto misto cidade/rodovia andando a 120~130km/h na gasolina, carro nunca sentiu o gosto do álcool, já passei umas semanas andando de boa e cheguei a 13.5 na gasosa tbm…

        Algo muito superior aos meus carros anteriores, fluence/206/vectragtx/spacefox/etc…

        Mas sou um dos resistentes que gostaria de carros monocombustíveis novamente.

        • Rafaelprado

          Já tive peugeot 1.5 e agora um March SL 1.6.
          Ambos fazem médias incriveis na estrada, march sempre acima de 15, o peugeot cheguei a fazer 18!!! Andando sempre entre 100- 110km/hm.. Mdéias 90% estrada.

      • Rafaelprado

        Tenho parente que tem a X1 nacional. Já com 60.000km.. Não tem nada disso que voce falou ai, seu parente deve usar combustivel batizado.

        • ObservadorCWB

          Pergunte para ele QUANDO foram feitas a revisões e em qual quilometragem. Lhe garanto uma coisa: NENHUMA CHEGOU PERTO dos 10.000Km. TODAS foram com menos. Não que isto seja problema, o carro faz o papel dele de se auto-preservar. Mas além do custo tem o incômodo. Moro em capital, onde o serviço é rápido e eficiente, agora imagine o dono da BM no interior. Mas veja como seu diagnóstico é furado: Um dos casos que uso para embasar o fato é justamente de uma X1 xDrive25i Sport, o modelo mais caro da linha, que pertence a um dono de posto na esquina de onde moro. A única coisa desfavorável é que o cara não viaja com ela, só pequenos trajetos urbanos.

          • Rafaelprado

            Hahahaha, no caso da BMW a que me referi, o uso é 70% em estrada, sempre trajetos de pelo 100KM(campinas – são paulo)… Carro de mulher. A primeira revisão supostamente aos 10.000Km. passou batiada. foi feita só com 18.000 na concessionária, sem agravente algum peça extra, não foi preciso nada além de óleo/filtros. O primeiro alerta que teve foi próximo dos 50k KM para troca das pastilhas de freio.

            Mas o seu conhecido deve saber que trajetos curtos são péssimos para carros, principalmente quando o motor não entra na temperatura ideal de trabalho.

            Por isso que sempre pesno que aquele tal carro de senhor que só usa para ir ao supermercado pode não ser uma boa compra.

            • ObservadorCWB

              Olha. Encerro por aqui. Desconheço totalmente revisão de BM a cada 18.000 Km. Os vendedores até comentam possibilidade de fazer troca de óleo pelo CBS (Condition Based Service) com 12.000, mas de FATO mesmo NINGUÉM consegue. Mesmo que a BMW aceitasse, o próprio fabricante do óleo não recomendaria. Mas não sou dono das verdades além das minhas. É um carrão, e se esta mulher dirige de forma que o CBS paça uma revisão a cada 18.000 Km, ela deveria ser estudada e passar o “como” para os demais proprietários da marca.

  • Antonio

    Isso quer dizer que o de melhor mesmo, e o que já temos, Prius Híbrido, e Corola, novidade nenhuma!

  • tiago

    Acho que, nesse momento, o hibrido faz mais sentido que o elétrico puro.
    Vejamos, a bateria de um hibrido pode ter uma fração do peso e tamanho comparada a uma de veiculo elétrico.
    Oferece baixo consumo de combustível, com etanol as emissões são baixissimas e, diminuindo o consumo mais gente terá acesso ao etanol.

    • Luciano RC

      Aqui no Brasil, o Elétrico ainda vai demorar. Quem sabe para grandes cidades ele seja viável, mas uma boa parte do País é inviável.

  • yurieu

    Corrijam o texto.

    A tecnologia é imprescindível para o enriquecimento dos grandes usineiros e políticos donos da cadeia de produção de etanol que se beneficiam da Lei.

    • Ducar Carros

      Você prefere enriquecer os xeques árabes? O Brasil é importador líquido de gasolina, e o déficit tende a crescer nos próximos anos.

      • leomix leo

        Cadê o Pré-Sal que tanto falaram que seríamos auto suficientes em petróleo??? Foi só balela de campanha???? Pq do vejo a gasolina subir, subir, subir…

        • Ernesto

          Sim, foi uma das maiores mentiras propagadas pelo PT. Além disso, o custo do pré-sal é altíssimo comparado a outros meios de exploração de petróleo. Muitos países têm petróleo na camada pré-sal, mas não a exploram devido ao alto custo. Mas aqui, PT…entende, né?

        • Ducar Carros

          Estamos autossuficientes em petróleo bruto! O Brasil exporta cada vez mais petróleo bruto e importa cada vez mais derivados.

        • Rafaelprado

          nós exportamos petróleo e importamos gasolina. Esse é mais uma grande herança do PT, ops da PB nos tempos de PT.

      • yurieu

        Sim pois tudo que temos e usamos depende unica e exclusivamente dos estrangeiros. Quanto mais combustível e dólares tiverem, mais a modernidade será barateda. Eu prefiro isso que ver meu dinheiro no bolso de políticos eleitos pelo povo para viver no exterior.

  • Vattt

    Um CH-R Hibrido na faixa de preço do Honda HR-V Touring, vai ser um sucesso.

    • what_the_hell??

      Eles tem condições de colocar abaixo de 110k sim! Lembro que o Lexus CT-200h parte de 130k com o mesmo conjunto motor (pelo q sei) e mira no mercado de luxo!

  • REDDINGTON

    Já vão estragar o carro…

  • afonso200

    naoooooo, que seja gasolina e eletrico, mas nao etanol, atrasa tudo o ponto de centelhamento

  • Marcus Vinicius

    O Ford fusion híbrido poderia ter tecnologia flex !

    • leomix leo

      Não,vai matar a boa média que o carro faz na cidade. Deixa ele como está, quero comprar um daqui a 2 anos(usado). Rsrsrsrsrsrs

  • Celso

    Pelas palavras do CEO da Toyota, até poderia ser o Corolla de nova geração mesmo o primeiro híbrido flex, mas aí a Toyota perderia a oportunidade de promover seu SUV CHR a ser lançado.

  • Heleno

    Em tempos de downsize e turbos, Toyota investindo em Hibridos. Desde quem venham com preço competitivo, tem tudo para cair nas graças dos Consumidores.

  • heliofig

    Para cumprir meta de emissão, não adianta fazer um híbrido com motor flex se ninguém abastecer com etanol.. Tem que ser híbrido a etanol puro (não flex), para que o usuário use só etanol, como era na década de 1980. Entre 1980 e 1990, praticamente 99% dos carros era a álcool, e não existia flex – muitos modelos nunca tiveram versão a gasolina, como o Escort XR3. Ninguém deixou de usar carro por causa disso, bem como ninguém deixa de comprar carro a diesel só porque não é flex…

    • Ernesto

      Claro que o XR3 teve versão a gasolina. Pode pesquisar!

      • heliofig

        De fábrica, não teve não. Pode pesquisar. Em 86, fui comprar um, mas o único Escort a gasolina que existia era o standard 1.3, e sob encomenda.
        Entre 1980 e 1990, ninguém queria nem saber de carro a álcool. Até o Paraguai implantou álcool, para abastecer os carros roubados…

        • Ernesto

          Equivoco meu, heliofig. Você comentou “entre 1980 e 1990” e eu acabei pensando no Escort até o final de sua existência no mercado. Durante esse período que você mencionou realmente era só álcool.

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