Toyota: sindicato se mobiliza contra fechamento no ABC

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Recentemente a Toyota reiterou sua disposição de migrar completamente a produção de veículos e peças para o interior paulista, provocando assim o fechamento da histórica fábrica de São Bernardo do Campo.


Segundo a Toyota, após conversa com o sindicato dos metalúrgicos do ABC, os planos iniciais permanecem e devem ser concluídos até novembro do próximo ano.

Diferente do que acontece na Caoa Chery em Jacareí, no Vale do Paraíba, a Toyota garante 100% dos empregos da planta do ABC, mas nas unidades do interior do estado, nas cidades de Sorocaba, Indaiatuba e Porto Feliz.

O objetivo da Toyota é “aumentar sua competitividade frente aos desafios do mercado brasileiro e da sustentabilidade de seus negócios no País”.

Rafael Chang, presidente da Toyota, disse: “a decisão tornará a empresa mais competitiva e faz parte de um plano mais amplo, que envolveu a criação de um terceiro turno de produção em Sorocaba (produção de Etios, Yaris e Corolla Cross).

Fora isso, Chang mencionou um “investimento adicional na operação de Indaiatuba (fábrica do Corolla sedã) e exportação de motores para a América do Norte”.

Sobre a planta de São Bernardo do Campo, a Toyota diz que está discutindo o destino da unidade, que deverá ser vendida.

Contudo, a transferência tem resistência por parte dos trabalhadores da unidade, que emprega 550 pessoas.

Segundo o site Automotive Business, os metalúrgicos – por meio de representantes do sindicato – estão se mobilizando contra o fechamento da unidade, com reunião marcada para esta terça (31) na prefeitura de São Bernardo do Campo.

Os funcionários já entraram em greve por algumas semanas e também realizaram paralisações contra a transferência da produção da unidade da Grande São Paulo para o interior.

Há alguns anos, a Toyota vem reforçando suas operações no interior de São Paulo, tendo construído plantas recentes em Sorocaba e Porto Feliz, fazendo assim carros e motores, respectivamente.

A transferência completa da Toyota para a região, reforça o esvaziamento do Grande ABC no setor automotivo, restando agora somente Volkswagen, Mercedes-Benz, Scania e GM.

[Fonte: Toyota/Automotive Business]

 

Autor: Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 26 anos. Há 15 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações.