
A fila para comprar uma Ferrari já atravessa dois calendários, mesmo após a recepção dividida provocada pelo Luce e por sua proposta pouco convencional.
Todos os espaços de produção destinados a 2027 estão preenchidos, o que empurra novos pedidos para 2028, na melhor das hipóteses.
Segundo a Ferrari, a procura permanece saudável em todas as regiões, sustentada pela renovação simultânea de várias partes de seu portfólio.
Amalfi, 849 Testarossa, 296 Speciale e 296 Speciale A avançam gradualmente na linha, ocupando espaço conforme outros modelos encerram seus ciclos.
296 GTS, Roma Spider, SF90 XX e SF90 XX Spider estão deixando o catálogo, acompanhando a transição para uma oferta atualizada.

As entregas do F80 também começam a ganhar ritmo, enquanto imagens recentes de protótipos sugerem a preparação de uma variante aberta chamada Aperta.
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Outro movimento envolve o Purosangue, que passa a oferecer a opção Handling Speciale para clientes interessados numa configuração diferenciada.
Já o 12Cilindri Manuale estreia esgotado, apesar de usar uma transmissão manual simulada combinada a uma alavanca com grelha aparente.
Sobre o Luce, a Ferrari evita detalhes e limita-se a defini-lo como um marco em sua história e uma ampliação do portfólio.
A forte carteira de pedidos contrasta com uma pequena queda nas entregas acumuladas até junho, frente ao mesmo período anterior.

A marca distribuiu 6.802 carros no primeiro semestre, resultado 285 unidades inferior ao registrado nos seis primeiros meses do ano passado.
Europa, Oriente Médio e África concentraram quase metade desse volume, mantendo a região como principal destino dos veículos produzidos em Maranello.
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Modelos com motor a combustão representaram 70% das entregas, enquanto os híbridos responderam pelos 30% restantes durante o período.
O ano ainda reserva novidades, pois a Ferrari prometeu apresentar cinco carros, mas revelou oficialmente apenas três até agora.
Amalfi Spider, Luce e 12Cilindri Manuale formam esse trio, deixando duas posições abertas no cronograma anunciado pela fabricante italiana.
A inclusão do HC25 nessa contagem permanece incerta, já que o projeto é uma unidade exclusiva desenvolvida sobre a base do F8 Spider.
Entre as possibilidades futuras aparece um possível 296 Challenge Stradale, nome ainda especulativo associado aos protótipos vistos circulando nas proximidades de Maranello.
Também não está definido se o F80 Aperta será mostrado ainda neste ano ou somente em 2027.
Benedetto Vigna, CEO da Ferrari, afirma que a empresa possui atualmente a linha mais completa de sua história.
A avaliação considera a presença do Purosangue e do Luce, dois produtos que ampliam os limites tradicionais associados ao nome Ferrari.
Parte dos admiradores mais conservadores questiona essa direção, mas os resultados comerciais indicam que a estratégia continua atraindo compradores de alto poder aquisitivo.
Clientes da marca costumam aceitar longas esperas, característica que permite à Ferrari preservar exclusividade sem elevar excessivamente sua capacidade produtiva.
A oferta controlada também sustenta preços mais altos, aproveitando uma procura que permanece forte mesmo diante de prazos de entrega distantes.
O Purosangue não enfraqueceu os negócios, e os primeiros sinais indicam que o Luce poderá seguir caminho semelhante, apesar das críticas ao desenho e à propulsão elétrica.
