América Latina Etc

Um vislumbre dos carros que circulam no Chile

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Já publiquei aqui minhas impressões sobre a frota de carros no Peru. Agora, em viagem recente ao Chile (Santiago) pude apreciar a armada automobilística desse outro país andino.


Como alguns devem saber, o Chile não possui parque automotivo. Até 2008, a GM montava carros naquele país, mas desistiu por conta do país “não oferecer condições estruturais favoráveis à fabricação de veículos de uma maneira competitiva”, palavras da diretora-administrativa da empresa na região.

Por conta disso, a frota atualmente é composta somente por carros importados. Isso dá uma margem para ter carros muito interessantes que, para variar – adivinhem!? – nunca rodaram em solo brasileiro.

Vamos aos indicados.


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Ford RS

O bólido mais rápido da família do Focus, com motor 2.3 de 350 cv e 35 kgmf de torque desde novembro de 2017 pode ser encontrado no Chile por 26.990,000 pesos chilenos (cerca de 153.00 mil reais). Por aqui, assim como toda categoria de hatch médio, o Focus respira com ajuda de aparelhos e corre o risco de não ter sua próxima geração no Brasil.

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Golf R

O novo Golf MK 7.5 (facelift da geração MK7) já roda por aquelas terras andinas, apesar de no Brasil ainda não ter sido lançado – o que deve ocorrer em breve. Visualizei algumas unidades do MK 7.5 perambulando por Santiago. Além disso, o Golf R acaba de ser disponibilizado para compra no Chile – talvez uma resposta à recente disponibilização do Focus RS, mencionada acima. Custa o equivalente a 164 mil reais (29.990,000 pesos), preço de um GTI completo no Brasil. O Golf R tem o motor 2.0 TSI, só que com 310 cv, 40 kgfm de torque, transmissão de 7 velocidades com a nova caixa DSG banhada à óleo, e é capaz de atingir os 100 km / h em apenas 4,6 segundos.

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Peugeot 308

Mais um hatch que roda no país vizinho que nunca deu as caras por aqui. Algumas unidades do 308 chegaram a rodar (e ainda rodam, carros de diretoria) no Brasil, mas a Peugeot nunca concretizou as esperanças de trazer o carro de nova geração para o Brasil. No Chile, o 308 custa 12.900,000 ( cerca de 74 mil reais e possui versões com o propulsor 1.2 Puretech, que no Brasil equipa o 208. Para o deleite dos chilenos, a nervosa GTi também é encontrada por lá por 21,890,000 pesos ou R$ 125.000,00. Equipado com o onipresente 1.6 THP, nessa versão do hatch o motor entrega 272 cv e 33 kgfm de torque.

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Scirocco

Curvilíneo coupé esportivo da VW, que inexplicavelmente nunca aportou no Brasil, também é figura fácil em Santiago. Pode ser encontrado com motores 2.0 e 1.4, ambos TSI, com versões de câmbios automatizados DSG 7, DSG 6 e também manual. Seu preço começa em bons R$ 78.000,00 (1.4 TSI manual) – preço de um Polo TSI 200 Highline no Brasil.

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Clio

Pois é, a belíssima quarta geração do Renault Clio também dá o ar da graça no Chile, juntamente com Mégane – lá Renault é Renault, não é Dacia com a logo de Renault como no Brasil – apesar do Dacia, ops, Renault Duster também estar disponível lá. O Clio custa a partir de 8.990,00 pesos, ou cerca de 51 mil reais.

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Há um inegável ar esportivo e também um aspecto premium que algum dia o Clio já teve no Brasil, antes de ser depenado para se tornar o antigo carro de entrada da marca por aqui. A apimentada versão RS do Clio também pode ser encontrada, com motor turbo 1.6 com 24 KGMF de torque a partir 1.750 rpm, e com entrega de 200 cv a 6.000 rpm. Preço? 16.990,000 pesos, ou R$ 96.000,00. 

Fiat featuring Alfa Romeo

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Fiat 500X – o SUV do 500 – com motor 1.6 de 110 cv; 1.4 turbo de 140 cv e 1.4 turbo de 170 cv, também pode ser comprado com preços que partem de 12.990.000 pesos, e também há Citroën Cactus, recém lançado – esse deve vir para o Brasil em breve. Pessoalmente, o Cactus é um carro muito bonito e arrojado e não passa nem corrobora o aspecto de carro excêntrico que eu tinha tido por meio de fotos.

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A falecida (no Brasil) Alfa Romeo possui atualmente dois modelos disponíveis no Chile. MiTo e Giullieta, mas os modelos como Alfa 159 e Alfa 147 também já tiveram disponíveis pela marca, que está presente no país desde 1998. A Giulietta 1.8 turbo Quadrifoglio, com 235 cv e 34 kgfm de torque custa a partir de 19.990,000 pesos chilenos, ou 113 mil reais. Há versões mais mansas da Giulietta, a partir de 13.490,000 pesos.

O hatchback MiTo – espécie de Mini Cooper da italiana- pode ser encontrado por preços a partir de 12.990,000 na versão T-Jet 1.4 de 135 cv. O sedã anabolizado Giulia permanece não disponível no Chile, apesar de haver rumores sobre possível importação.

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Mazda

Os belos carros da japonesa são figurinhas fáceis no trânsito. Há muitos Mazda 3, Mazda 5 e Mazda 6, um sedã pomposo com capô longo. Como não poderia ser diferente, apesar da boa gama de hatchs citados acima, o Chile não passa incólume à moda SUV: da Mazda, há ainda mini SUVs (CX 3) e SUVs (CX 5 e CX 9). Vi um esportivo MAZDA MX 5 R na prancha de um reboque, zerinho, sem placa, talvez indo ser entregue a um feliz proprietário. Este esportivo custa a partir de razoáveis 98 mil reais.

Mercado

Em 2017, foram vendidos cerca de 360.000 veículos no Chile, ou seja, uma fração do mercado brasileiro.

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Em março de 2018, a empresa que mais vendeu foi a GM – 3188 unidades. Vi alguns Ônix rodando por Santiago, mas não: o carro mais vendido no Chile em 2017 não foi o Ônix, foi o Chevrolet Sail, um sedã muito utilizado por taxistas e Uber, que lembra um Cobalt, mas menor e custa a partir de 5,7790,000 (por volta de 32 mil reais).

Ônix lá é um pouco mais caro (compacto premium?!) e custa cerca de 45 mil reais, não sendo o carro de entrada da GM, pois esse posto é do Spark.

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Rodízio

A cidade de Santiago é margeada pela cordilheira dos Andes o que faz com que a dissipação de poluição seja mais difícil, por conta dessa barreira natural.

Para tentar mitigar os efeitos dos gases expelidos por motores à combustão, atualmente em Santiago também vigora um rodízio tal qual ocorre em SP capital. Conversando com locais, me foi dito que o rodízio atual é válido somente para carros que não possuam catalizador (não-catalíticos).

Contudo, a partir de maio de 2018, uma nova restrição veicular começará a ser aplicada. Ela substituirá atual para carros não-catalíticos e estenderá a medida a todos os veículos com um selo verde (com catalisadores) fabricado antes de setembro de 2011.

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A medida será permanente no inverno e, segundo o jornal El Mércurio, afetará cerca de 1.096.000 carros, 61% do total da frota catalítica.

Haverá um calendário de dois dígitos por dia e quatro em caso de emergência ambiental. No total, ficarão sem circulação, no mínimo, 16 dias cada, entre 1º de maio e 30 de agosto.

Dessa forma, os carros fabricados após setembro de 2011 estarão isentos de restrições, mesmo que haja emergências (a saber, se a qualidade do ar fica muito ruim) e pré-emergências.

Por outro lado, o primeiro resultado imediato dessa resolução está sendo que os preços dos carros abaixo de 2012 estejam derretendo, e que, por conseguinte, as pessoas de classe-média com um pouco mais de dinheiro adquiram dois carros fabricados antes de 2011 com placas diferentes, para fugir do rodízio- parecido com o São Paulo- #somostodossudamericanos.

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Considerações finais

Santiago do Chile é uma capital cosmopolita, onde é possível comprar carros que povoam sonhos de brasileiros, por preços muito interessantes. É inegável que a ausência de parque automotivo no Chile torna o mercado uma Disneylândia para gearheads, disponibilizando uma ampla gama de veículos não ofertados no Brasil.

Mais uma vez, a pergunta que não quer calar é: será que esse modelo funcionaria no Brasil ou prevalece a velha ladainha que a indústria automobilística é grande geradora de empregos, sendo essencial para nossa economia e que por conta do Brasil ter dimensões continentais só importar não funcionaria? Haveria um meio termo entre esses dois modelos, importação sem impostos draconianos atuais, ou sempre seremos reféns do lobby das grandes montadoras contra um mercado mais aberto e competitivo?

Por Gustavo Guedes.

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  • 🅰🅽🅳🅴🆁🆂🅾🅽 – 🆂🅿® ✅

    Muito legal a matéria, parabéns.

  • MIN💀S

    O Brasil é uma desgraça.
    Somos obrigados a mendigar pelos piores carros mais caros do mundo.

    • Fabão Rocky

      Daki a pouco chega algum acéfalo por aki dizendo q temos síndrome de vira-lata. Tá aí p/ tapar a boca! Chile, um país “emergente” c/ carros de 1º mundo.

      • Luconces

        Kkkkk

        Recomendo você voltar aqui e ler os comentários pois você meu amigo, adivinhou o futuro kkk

      • th!nk.t4nk

        Basta alguém fazer uma única comparaçao entre o Brasil e outro país, que já pipocam os “aim você tem complexo de vira-latas”. Nunca falha. Pra esse pessoal devemos ignorar as diferenças e achar que tá tudo muito bom.

        • Leonardo Lima

          O mercado brasileiro é atrasado E os comentários neste site carregam MUITO completo de vira-latas. Uma coisa não exclui a outra. O vira-lata adora raciocínio binário de tudo ou nada, céu ou inferno. Pesado em adjetivo e leve em contexto.

          É obvio que o liberalismo é o remédio para o Brasil, a dúvida toda está na DOSE. Fosse você o médico, sua prescrição seria idêntica para um país sem escala para a indústria e para outro com a 9a produção automotiva mundial? E aquele papo de não ignorar diferenças?

    • Luconces

      Que isso amigo!?

      Temos varias marcas aqui estabelecidas vendendo produtos alinhados com a Europa como Onix, Gol e Argo!

      Quando se produz em solo brasileiro, o custo do produto é bem menor e mais acessível para o brasileiro, é mais fácil comprar e manter.

      Não vou nem falar de segurança pois somos referência ou de quando marcas premium fabricam carros aqui e mantém o mesmo preço de importado pois convenhamos, elas merecem.

      Kkkk

      • marcos wild

        Onix, Gol e Argo nunca foram alinhados ou vendidos na Europa, nenhum desses possuem 5 estrelas o LatinNcap ou EuroNcap

        • Luconces

          Amigo, fui irônico. Releia o comentário! Kkkk

        • Caio Lucas Andrade

          Meu Deus

    • Daniel dos Santos

      Mude-se….simples

      • MIN💀S

        Me desculpe se vc está satisfeito com seu carro ZeroStar.

  • Claudio Fiorini

    Mas que país cocô esse que eu nasci viu…

    • Maycon Farias

      Banânia haha

  • Andre Albuquerque

    Show a matéria ….

  • rodpe

    Bom mesmo é pagar caro por carros inferiores para sustentar lucros obscenos das montadoras e os pelegos dos sindicatos.

  • André Luis Versiani

    Liberdade econômica…

  • afonso200

    ja fui de porto alegre até santiago do chile com o meu Azera 2011. na volta desci até Santa Fé na argentina e voltei, por buenos aires e montevidéu e entrei pelo Chui aqui no RS e voltei a POA………. tambem ja aluguei um Picanto (economy car) manual em outra viajem la no chile,,, rodei do norte até o sul, e voltei pra santiago, ,,,,nunca mais faço de economy car, kkkkkkk

  • Erivelton Freitas

    Três coisas me chamaram a atenção na matéria:

    1. Sério mesmo que esse autor falou que o atual Renault Clio, que mais parece inspirado em um CASTOR/ROEDOR de desenho animado, é um carro bonito?!

    2. Olha a posição da Peugeot no Ranking! Vendendo mais que Ford, Mitsubishi, Renault e Honda.

    3. KIA? Vice-líder em vendas?! Wow, quem te viu, quem te vê, hein dona KIA?!

    • 1 Raul

      Na opinião do cara o clio é bonito, simples assim… já dizia o sábio que opinião é que nem *, cada um tem o seu…

      • th!nk.t4nk

        Aqui na Europa esse Clio é um sucesso absoluto de vendas, e é bonito pra caramba, além de ter um porte que remete até a modelos médios. Aliás nunca ouvi comentário negativo a respeito do desenho dele, esse foi o primeiro. Foi um baita acerto da Renault.

        • klaus

          belíssimo carro

    • Guedes

      você já viu esse Clio ao vivo? tem carro, assim como pessoas que não são fotogênicos. sim, acho bonito

    • Fabio Gambela

      Cada um tem seu gosto e se essa geração do Clio fosse lançada aqui, a maioria iria achar bonito.

    • Fernando W

      Logicamente, respeito quem gosta, mas também acho horríveis os carros da Renault. Nunca curti nenhum.

    • Felippe2010

      Fale por voce, eu também acho o Clio muito bonito

    • Robinho

      eu acho este Clio muito bonito, afinal este é um assunto muito subjetivo.

    • Ariel Ramos

      Esse Clio é muito bonito

      • Leandro

        Sim, ele deve estar confundindo com o Brasileiro.. o Europeu é muito bonito.

    • Quanto ao ponto 2, a Peugeot vende razoavelmente bem aqui por conta da linha diesel (90% das vendas). São muitos carros comerciais vendidos para empresas, o 301, que é o Diesel mais barato de passeio, fora os novos 508 e 5008 que têm tido uma saída boa. Aqui eles têm uma ‘fama’ similar à que existe no Brasil de serem ruins de manutenção, mas quem gosta de carro Diesel não tem muitas outras opções, e vai de Peugeot mesmo.

      Já no ponto 3, eu particularmente tenho asco de Kia e Hyundai, são caros e oferecem pouco, mas possuem mecânica confiável. Apesar de muitas marcas, o mercado é bem conservador, focando nas coreanas, na Chevrolet e, em menor escala, na Suzuki (carros pequenos) e Mazda.

      • th!nk.t4nk

        E diga-se de passagem, os motores a diesel atuais da PSA são extremamente econômicos.

    • francis

      Melhor o suv Kwid , esse sim uma referência de design….
      É cada uma viu…

      • Erivelton Freitas

        É você que está dizendo!

  • Marcelo Cordeiro

    Nossa, quanto complexo de vira lata. O Chile não tem nenhuma montadora em solo nacional. Todos os veículos exibidos na reportagem são importados. Não há transferência de tecnologia, não há fomento de empregos na área industrial e consequentemente existe uma grande exposição do mercado às flutuações do câmbio. Eu acho importante questionarmos o nosso mercado, pois a carga tributária é elevada, os veículos são inseguros e não temos a tecnologia embarcada que deveríamos. Mas daí a considerar este mercado (baseado em 100% de importações) superior ao brasileiro é um absurdo!!!!

    • Mauricio Oliveira

      Bmw veio pra cá, e oque aconteceu? >> Os preços continuam absurdos (!)
      Fabricação do golf no brasil? >> Carros depenados e igualmente caros
      Estranhamente, nossa gasolina,no cenario atual, só sobe de preço

      O texto deixa a seguinte questão: “Haveria um meio termo entre esses dois modelos, importação sem impostos draconianos atuais, ou sempre seremos reféns do lobby das grandes montadoras contra um mercado mais aberto e competitivo?” ele não afirmou ..

      • Marcelo Cordeiro

        O texto não, porém os comentários sim! Uma visão simplista com fulcro na variedade de modelos e até no preço final do veículo e menos focado na economia como um todo. O certo seria como você mencionou, um meio termo. Mas, na boa, o Chile está longe de ser um modelo a ser seguido em termos de mercado automotivo!

        • Cosi fan Tutti

          Não só o Chile mas a Austrália também é outra que não quer saber mais de ter parque automotivo, e ainda assim é um dos países com maior qualidade de vida do planeta!

          • SDS SP

            Cara, entenda uma coisa, são mercados consumidores pequenos.
            Não sei se você percebe, mas é mais fácil importar do que fazer uma grande operação industrial com uma demanda que não justifica. Simples assim.

            • Cosi fan Tutti

              Então por isso mesmo que eu disse, ou fazemos esse modelo ou façamos então o modelo Chinês, que está dando super certo pra eles. O nosso modelo, assim com o Argentino e Mexicano, de dependência total das multinacionais, é um modelo fraco e que sempre eles estão pedindo para o governo mais protecionismo e taxações, pra “proteger” o mercado do que vem de fora, mais moderno e mais barato. Então sempre quem sai perdendo é o consumidor, em paises como o nosso. Já que querem ter indústria, que seja local então e fomente criação de tecnologia, não so reprodução. Por isso sempre falo que os chineses nisso estão nos dando um baile.

    • Rodrigo Pasini

      Isso mesmo, e não adianta reclamar que só o governo brasileiro é protecionista, todo governo que puder obrigar a tudo ser feito dentro de casa, comendo imposto e gerando emprego o fará, vide Trump que ameaçou montadoras que importam carro do México de aumento de tributação.

      • Cosi fan Tutti

        O caso dos Eua é tao emblemático pq lá os impostos de importação são minimos comparados aos nosso, então isso soa ridículo, quando se fala em protecionismo nos Eua a comparação com o Brasil chega a ser esdrúchula, afinal aqui temos toneladas de impostos e entraves pra importar, e lá não. Mesmo se o Trump criar algumas taxas, o máximo que irá conseguir é transferir mais fábricas pra China..

        • Rodrigo Pasini

          Ainda assim a ford se cagou e atendeu a ordem dele.

          • Cosi fan Tutti

            Não fiquei sabendo que a Ford fechou fábrica no México, só vai mudar o foco do negócio pra carros diferentes. O Trump não governa sozinho e eles são um país democrático onde as decisões do presidente podem ser derrubadas por um juiz de primeira instancia.

            • Ernesto

              A Ford não fechou, mas mudou o plano de erguer uma nova fábrica.

              • Cosi fan Tutti

                Bom o México assim como o Brasil tem de começar a andar com as próprias pernas, ao invés de fica dependendo de multinacionais.

    • Davi

      Confesso que não entendi o seu ponto, qual é exatamente a grande desvantagem de um mercado automotivo baseado em importações no nosso país? Pq todos nós sabemos, e não dá pra tampar o sol com a peneira, que o Brasil NUNCA será um país viável para produção automotiva em escala mundial, principalmente por questões de desvantagem geográfica. Continuaremos a produzir com peças baratas e pouquíssima tecnologia para distribuição local e outros vizinhos subdesenvolvidos, ou seja, só os restos e fica por aí.

      O Brasil tem MUITOS setores em potencial que poderiam ser aproveitados, garantindo muitos mais empregos que o atual decadente setor automotivo nacional emprega, precisamos investir em áreas que realmente há algo a colher no futuro, e uma improvável indústria automotiva forte NÃO é uma dessas áreas.

      • Marcelo Cordeiro

        Não entendeu? Quando se produz num país, você transfere tecnologia, fomenta o conhecimento e treinamento de mão de obra. Não é à toa que o Brasil tem centros de design instalados aqui, engenheiros brasileiros que são enviados a outro mercado, etc. Muita gente classificou nos comentários o mercado chileno como “melhor” baseado apenas e tão somente na diversidade de modelos comercializados por lá! Como assim? Outra coisa, o fato de produzirmos veículos aqui não quer dizer que não possamos estimular outras atividades. A sua lógica é excludente, sem nenhuma razão de ser. Eu acho que deveríamos focar mais em nosso mercado, exigir uma reforma tributária com desoneração da folha de pagamentos, ganhar competitividade e diminuir os tributos reforçando assim o mercado local, não ficar maldizendo o mercado automotivo brasileiro e reverberando análises rasas e que em nada contribuem para nosso mercado. Longe de querer recair num nacionalismo tosco, apenas proponho uma reflexão e mudança de postura. Somente assim conseguiremos crescer. E isto não tem nada a ver com a quantidade de modelos que rodam por aqui.

        • Ronald

          Parei de ler em “transfere tecnologia”… Cara, seja objetivo e direto: Em que uma indústria nacional beneficia OS CONSUMIDORES, veja bem, OS CONSUMIDORES. Os preços, as margens, os impostos, a defasagem tecnológica, a variedade e etc DESFAVORECEM, PREJUDICAM, FAZEM O CONSUMIDOR DE TROUXA e etc e você ainda busca argumentos pra defender, só pode ser funcionário ou fornecedor desse esquema criminoso….

          • Gomes

            Saindo do mercado de Automóveis… O iPhone aqui custa o mesmo que nos EUA?

            • Ronald

              Saindo do mercado de iphones… Tem um monte de gente roubando e matando… Isso te dá o mesmo direito???😏

          • Matafuego

            A única coisa que beneficia os consumidores é a concorrência. Nosso mercado é ridiculamente fechado.

            • Schack Bauer

              Quando vc faz um ranking importação/PIB dos países, a gente é sempre ridiculamente um dos cabeças. Nossos governos, salvo honrosas exceções, sempre foram extremamente xenófobos. Por isso somos tão atrasados.

              • Matafuego

                Vc quis dizer protecionistas?

                • Schack Bauer

                  Os governos têm medo do que vem de fora. Mas vale chamar de protecionista também.

            • Leonardo Lima

              Meio certo. A concorrência sozinha não garante a estabilidade macroeconômica, que também é essencial para a manutenção dos níveis de consumo. Se o país se desindustrializar, volta a ser um mero exportador de commodities, fadado a ver a deterioração contínua dos termos de troca, entrando em uma espiral de desequilíbrio no balanço de pagamentos. O carro fica barato, mas o consumidor não tem dólares para importar, então continua de garagem vazia. A dificuldade de equilibrar as coisas reside em como aumentar a concorrência sem quebrar completamente a indústria.

              • Matafuego

                O país já está se desindustrializando, e não é de agora. Não é incomum ver empresas brasileiras se estabelecendo do Paraguai.

                Eu não vejo problema no país ser um exportador de commodities. Chile e Nova Zelândia, por exemplo, são basicamente exportadores de commodities (porém são fortes na área de serviços) e são melhores que o Brasil.

                A tendência é que a indústria quebre mesmo: os impostos aqui são altos, a mão-de-obra está cada vez mais escassa (não adianta distribuir diploma em faculdade de esquina e achar que temos bons profissionais), o preço da energia e da água estão ficando proibitivos e por aí vai.

                • Leonardo Lima

                  Claro, a desindustrialização já está em curso. Na verdade, todo o mundo desenvolvido está se desindustrializando em detrimento da China, o que só deixa a coisa mais grave para o Brasil, pelos exatos fatores que você mencionou (baixa competitividade). Onde discordo é que seja positivo regredir à agroexportação. Nenhuma potência industrial do mundo aceita passivamente a desindustrialização, Donald Trump que o diga. O problema são os “termos de troca”, o valor agregado das exportações em comparação com o valor agregado das importações, não é sustentável vender banana para comprar iPhone quando você tem um país populoso. Justamente por isso entendo meio sem sentido essa comparação com Chile e Nova Zelândia, países pequenos e de inexpressiva importância industrial. Se você quer advogar a via liberal, faz muito mais sentido olhar para o México – este sim parecido conosco. Populoso, urbano e pesadamente industrial. O México sim fez a lição de casa no macro e no micro – indústria competitiva, reformas regulatórias feitas, acordos de livre comércio com o mundo todo. Carro barato é só um detalhe no êxito econômico mexicano, a essência é exportar valor agregado.

        • Gomes

          A cadeia automotiva responde por 25% do PIB industrial… tem cidades inteiras que dependem desse segmento, no Chile apenas Conces e Autopeças

        • Cosi fan Tutti

          Centro de design pra fazer Spin, Onix, EcaSport e cia? Não obrigado! Pelo menos podemos dizer que o Fetios foi feito no “centro de design” da Índia, mas isso não isenta o Brasil hehe O que vc defende é uma piada de mal gosto, que mantenhamos o mercado fechado pra beneficiar uma meia dúzia de pessoas que ganham com a exploração de milhares, com carros defasados e ruins, e caros, muito caros. Então se o modelo Chileno não agrada, então vamos fazer o modelo Chinês.

          • Marcelo Cordeiro

            O que eu defendo é que pessoas aprendam a ler para não falar besteiras como você faz. Onde está escrito no meu texto que deveriamos fechar o mercado? Vou te dar um joinha pra não alongar muito, ok?

        • Leandro

          Transferência de tecnologia onde?

          • Marcelo Cordeiro

            Onde? O próprio INOVAR AUTO já previa essa difusão de tecnologias na cadeia produtiva da indústria automobilística, bem como setores correlatos, como o metal-mecânico e o eletroeletrônico. Ademais, não sei se você sabe, mas a idéia da CAOA é tornar-se uma montadora nacional. De onde você acha que virá esse conhecimento para desenvolvimento de futuros produtos neste projeto? Da experiência da marca com a Hyundai e agora com a Cherry. Enfim, acho que muitos comentários foram feitos apenas e tão somente sob o vies do consumo, sem levar em consideração questões mais profundas e estruturais. Você pode até não concordar, respeito. Mas eu continuarei achando que o Chile não é um exemplo a ser seguido em termos de mercado automotivo!!!!!!!!!!!!

            • Leandro

              Ok, me responda qual fabricante de carros é nacional?

              • Marcelo Cordeiro

                No passado, tivemos Gurgel. Não deu certo, infelizmente. Na atualidade, tivemos a Cearense Troller, adquirida pela Ford para simplesmente nada! Ainda há Lobini, com o esportivo H1, Agrale (Marruá) e a catarinense TAC , que produz o Stark 4WD. Mas, pelo pensamento da maioria do pessoal por aqui, não deveria existir nenhuma, não é mesmo?

                • Leandro

                  Todas essas que você citou não possuem representatividade. Citar Agrale é brincadeira, produz quantos carros por ano? Pro consumidor final não interessa ter montadora nacional. Precisamos ter uma fabricante de celulares, de Televisão, de caneta, de borracha, de tudo que uma pessoa precisa para sobreviver? Não, o comércio global existe para isso. Singapura não tem montadora e nem por isso é um país subdesenvolvido. Centenas de outros países não possuem montadoras e nem por isso são subdesenvolvidos.

            • Guedes

              o que vc parece nao entender é que multinacional remete boa parte de lucro pra matriz.
              Apesar da transferência de tecnologia apregoada por você, não vejo montadoras nacionais pululando, pelo contrário.
              o que dá dinheiro realmente a um país é P&D, não manufatura.
              De toda frota nacional, quantos carros foram integralmente desenvolvidos no Brasil?
              Pergunta a apple onde é feito projeto e onde é manufaturado os celulares dela…

        • Leonardo Lima

          Corretíssimo, Marcelo. Seu raciocínio é macroeconômico. Juízos sobre o melhor e o pior dependem do equilíbrio do agregado da economia nacional, não dá pra julgar a saúde de uma economia apenas olhando para o nível de preços de um mercado específico (automóveis). Adianta ter carro barato e desemprego? Carro barato e desequilíbrio no balanço de pagamentos?
          Mais do que bens de consumo, a indústria gera externalidades positivas como o desenvolvimento tecnológico, a qualificação do trabalho e o aprimoramento de infra-estrutura que não existiriam se o país fosse um mero agroexportador. Graças à indústria temos empregos urbanos e qualificados.
          A liberalização do mercado e o aumento da concorrência são a meta, mas que ninguém se engane, isso não pode acontecer ao custo da desindustrialização completa do país. Não em um país de 200 milhões de habitantes e com uma sociedade complexa como a nossa, não temos a sorte do Chile de ter uma população insignificante, passível de ser alimentada com a receita de exportação de trezentos gramas de cobre.

          • Guedes

            qualificação de trabalho? metalúrgico é qualificado?

            • Leonardo Lima

              Só tem metalúrgico na indústria? Você não conhece nenhum engenheiro, advogado, contador, arquiteto ou médico que presta serviços para a indústria? Não é só o emprego direto, tem que pensar no indireto também. Ouso dizer que quase todo emprego qualificado nos grandes centros brasileiros é puxado pelo dinamismo industrial e seria severamente penalizado se indústrias sumissem do mapa.

    • Gomes

      Bravo!

    • Luconces

      Cara, não tem complexo nenhum de vira lata. Os modelos ofertados no Chile nem se comparam com a extrema maioria dos fabricados no Brasil.

      Aonde que existe transferência de tecnologia no Brasil? Qual fábrica se instalou e resolveu liberar patentes ou liberar planogramas? Isso aí é balela. Hoje, no mundo, acho que o único país que aprendeu algo foi a China com a obrigatoriedade das joint-ventures deles, aí sim houve troca de tecnologia e muito aprendizado.

      Fala-se de parque industrial ou da geração de empregos no Brasil como se o setor automotivo fosse responsável por gerar emprego para metade da população brasileira que é de aprox. 280 milhões de brasileiros. Quando na verdade o número não deve chegar nem a 10 mil trabalhadores diretos.

      Aliás, dado o fato que o Brasil tem mais de décadas de parque industrial, marcas com quase 100 anos estabelecidas no país como a Ford, cadê as marcas realmente Nacionais? Não existe.

      Chile tem uma economia estável e o melhor IDH da América Latina. Brasil não está atrás apenas de países de primeiro mundo, tem hermanos aqui com a vida melhor do que a de milhares de brasileiros.

      Eu não me importaria nem um pouco de poder comprar o mesmíssimo carro vendido na Europa por um preço justo e ainda viver num país que está em outro nível comparado aos vizinhos.

      • SDS SP

        A indústria automobilística gera cerca de 130 mil empregos diretos. Há uma relativa geração de tecnologia. Onde eu trabalho, apesar de ser uma multinacional, há uma certa geração de patentes em parceria com universidades, mas é uma fração pelo tamanho da nossa economia. No país onde as carreiras na área de exatas são pouco difundidas, dificilmente vamos atingir um bom patamar na indústria ou mesmo ter algum player nacional na área.

        Temos indústrias aqui instaladas apenas por existir um mercado consumidor grande, se fosse igual ao Chile, certamente não teria viabilidade de manter uma operação industrial. Além disso, empreendedores por aqui são tratados como meros bandidos.

        • Cosi fan Tutti

          Mesmo 130 mil não chega a 1% da população trabalhadora, então realmente como o amigo diz ali acima, não justifica tantos incentivos a essa indústria e tanto favorecimento. Somos explorados literalmente por estas empresas e pelo governo, e pagamos 3 carros pra levar 1.

          • SDS SP

            Não faz mesmo, mas precisa levar em consideração os indiretos, além dos 25% do PIB industrial que esse segmento representa.

            O problema é o governo que dificulta tudo por aqui. Eu mesmo tentei abrir uma empresa, mas as dificuldades impostas desanimam.
            Quem se aventura por aqui, precisa lucrar o máximo possível.

            • Cosi fan Tutti

              PIB industrial que não é aproveitado pq as empresas não são locais, não publicam balanço, mandam lucros para as matrizes. Em qualquer panorama, saímos perdendo. Eu sou do tipo ou se faz o modelo Chileno e Australiano, ou o modelo Chinês, nem o modelo mexicano agrada mais. O nosso é insustentável, já esta alias.

              • SDS SP

                Engano seu, há arrecadação gigantesca de impostos. Se à arrecadação é mal aproveitada, é uma outra história.
                Só temos indústrias porque o tamanho do mercado consumidor justifica manter esse tipo de operação. Do contrário, seria igual ao Chile.

                É como eu disse acima, empreender aqui é difícil, não é por menos que à indústria perdeu a importância por aqui, dado às dificuldades impostas.

                • Cosi fan Tutti

                  Arrecadação em cima de exploração. Totalmente nonsense. Eu acho engraçado é o seguinte: se arrecadam tanto, pq precisa ter IPVA? Pq precisa ter tantos entraves pra se ter um carro? Pq nao existe um plano de renovação da frota como países desenvolvidos fazem? Pq os carros são tão caros e inacessíveis a população de baixa renda? Se tem tanta arrecadação pq o governo esta sofrendo pra aprovar o Rota 2030 pq não quer abrir mão dos ganhos e dar incentivos às empresas que tem fábrica aqui? Essa conta não fecha!

                  • SDS SP

                    Cara, infelizmente é a nossa dura realidade de país pobre e corrupto. Aqui empreendedores pequenos não tem vez, só grandes corporações. Ficar chorando na internet não vai ajudar em nada. Precisamos tentar votar direito nestas eleições e não nas velhas raposas de sempre.

                    • Cosi fan Tutti

                      País pobre e corrupto? Nosso país é um dos mais ricos do planeta, tanto em PIB quanto em riquezas naturais. Problema é a elite exploradora e o povo alienado e condicionado, que aceita tudo. Votar direito? piada kkk todos os partidos estão juntos pra explorar o povo. Nas delações das empresas investigadas lá TODOS constavam. Votar em um ou outro não muda quase nada, estruturalmente. Brasil teria de começar do zero, não sei como.

                    • SDS SP

                      Humm, depois deste comentário encerro esta discussão…
                      Típico comentário isentão. Essa de achar que ninguém presta no meio político não cola mais cara.

                    • Cosi fan Tutti

                      Ta entao, continue acreditando neles kkk vai lá!

    • Washington Silva

      Não é complexo de vira latas. São modelos diferentes, e o de lá parece funcionar melhor. Preços menores e maior variedade. Complexo de vira latas é se ressentir toda vez que alguém aponta algo em que os outros são melhores que nós, o que, aliás, nos atrapalha a evoluir. Ainda que não haja um parque industrial automotivo no Chile, a economia local não se ressente disso, tanto que o índice de desemprego lá é bem menor que o daqui, o que indica que há opções econômicas viáveis ao modelo adotado pelo Brasil. Você mesmo citou os principais motivos pelos quais o nosso modelo não é tão interessante: carros inseguros, sem tecnologia e a preços elevados. Cabe uma pergunta: a quem se destina o veículo, que é um bem de consumo, como qualquer outro? Ao consumidor, certo? E que benefícios ele tem com a produção local? Observe que, quanto a geração de empregos, setores como a agropecuária e a construção civil geram mais empregos e têm maior participação no PIB. São setores subsidiados? São, em menor grau que o automotivo, mas são. Mas em tempos de crise, não se vê um passo do governo no sentido de “salvar” o setor, já no setor automotivo a gente sempre vê medidas neste sentido, inclusive em tempos sem crise nenhuma, como na época da redução do IPI, idos de 2012…

    • Cosi fan Tutti

      O Chile é o país mais desenvolvido da América Latina, e conseguiram isso sem protecionismo ou transferência de tecnologia (que na realidade não temos, pq isso so faria sentido se, assim como a China, estivessemos com intenção de ter marcas proprias, o que não acontece por aqui). Então pra eles deu certo, ne!

  • El Gato Negro

    Em Santiago, as ruas são dominadas por Mazda, Nissan e Toyota. Depois vem o resto. É uma delícia observar os diversos modelos bacanas que circulam lá, e que infelizmente não estão por aqui. Na minha visita, aluguei uma Alfa MiTo e uma Ford Kuga (uma intermediária entre Ecosport e Edge). Quando fui lá, acredito que ainda não houvesse o Focus RS (2015), já que não reparei em nenhum.

    • Gomes

      Esqueceu da Hyundai, que briga pela liderança

      • El Gato Negro

        Não. Minha percepção foi de poucos Hyundai, e bem antigos. Atente que fiz referência apenas à cidade de Santiago, e não ao país.

    • Toyota em menor escala, já vendeu mais. Hoje o que mais tem é Hyundai/Kia e Chevrolet chines. A Mazda tem bastante fama mesmo (embora sejam bem caros nas categorias que estão, algo como a Toyota no Brasil), Nissan é só taxi. Não tem muito March/Versa na rua, e mesmo os SUV’s não são tantos.

  • SDS SP

    Eu trabalho no ramo automotivo, mas o que mais se vê neste país é um corporativismo sem fim em quase todos os setores da economia. Não me admira possuirmos os carros mais caros e no geral, de baixa qualidade.

    No mais, muito bacana à matéria.

  • Ricardo Prado

    Se perguntarem a qualquer economista sério (o que é raridade), o veredicto será fatal: a “proteção” à indústria nacional (não só a automobilística) é o verdadeiro câncer do Brasil.

    • Paulo Júnior

      E só acontece no Brasil? Aconselho um pouco de leitura meu caro.

      • Ricardo Prado

        Mas foi exatamente por ler a matéria, que diz: “Mais uma vez, a pergunta que não quer calar é: será que esse modelo funcionaria no Brasil […]”, que estou tratando do Brasil.

    • Gomes

      Argentina é exatamente igual!

  • Ari

    Uma coisa é certa, lá não tem chileno preocupado com a revenda do próximo carro q ele tá afim de comprar!

    • Mais ou menos…..se por um lado proporcionalmente tem mais carros chineses que no Brasil, por outro os mais vendidos são os mesmos de sempre, Chevrolet (made in China), Kia/Hyundai e Mazda. São muitas marcas, muitas opções, mas algumas vendem muito pouco, e desvalorizam muito.

  • Zé Mundico

    Acredito que o mercado automotivo chileno seja abastecido pela Argentina e Brasil, pelo menos Peugeot e Citroen vem de lá.
    O Chile tem acordo comercial com países do Pacífico e fica mais fácil trazer carros do Japáo, Coréia e Tailândia.

    E dando uma olhadinha rápida na lista, dá prá ver que carro chinês vende muito pouco também. Parece que a Caoa não faria muito sucesso por lá…..

    • Gomes

      Chile não leva praticamente nada de Argentina e Brasil pq o custo do frete e impostos não compensam. Rodoviário e um problema para atravessar a Cordilheira e marítimo tb, por conta da volta quase na Antártida. É mais fácil e mais barato trazer da Europa e Ásia de onde eles tem acordo, além de que boa parte dos carros não precisam sequer de adaptações pois usam o mesmo tipo de combustível desses países.

      • Luconces

        Da Europa passa pelo Panamá e desce ou será que faz o contorno por baixo da Argentina?

        • zekinha71

          Passa pelo canal, é muito mais rápido e barato.

    • zekinha71

      Pela lista passa essa ideia, mas nas ruas é diferente, e tem umas vans da Hyundai muito boas, espaçosas e confortáveis, são usadas nos transfer do aeroporto, e vi 2 Hyundai elétricos muito bonito, e tem carro lá que vc nem sabe que existe.
      É praticamente um salão do automóvel ao ar livre.

    • Alguns poucos chevrolets e VW vêm do Brasil, e eles não gostam. Já vi alguns bons comentários em sites chilenos de carros reclamando dos carros “brasileros”. No mais, a maioria do que é vendido vem da Ásia, Europa e Mexico, pois eles têm acordos comerciais com todos, os carros não pagam imposto de importação. Chines em quantidade vende pouco, até pq são muitas marcas, entao não tem uma que tenha um volume muito grande. Mas nas ruas, proporcionalmente, tem muito mais chines que no Brasil.

  • Brasil_MG

    308 e CLIO seriam bem aceitos no mercado brasileiro. Não consigo entender certas decisões de algumas montadoras…

  • Fabio Otacílio Cardoso

    Não encontrei link para impressões sobre a frota de carros no Peru

  • Rogério R.

    Os carros mais vendidos do Chile são o Chevrolet Sail e pelo visto o Chevrolet Spark GT e ambos se não me engano devem ser fabricados pela Chevrolet da Colômbia, pois o Chile possui acordo comercial com a Colômbia, Peru e México. Um Clio a partir de R$ 51 mil aqui! Na França o Clio mais reba é o Clio Life 1.2 16V de 75 cv que custa a partir de 14.100 euros que é o equivalente a mais de R$ 59 mil. Agora eu pergunto, como a Renault do Brasil poderia vender um Clio aqui com preços estratosféricos que ele poderia ter aqui e sendo um hatch compacto? Aposto que teria vendas bem baixas. Por isso que a Renault apostou nos “Dacia” aqui e acabou subindo de 4%(anos 2000) para 8%(atual) de mercado. No final das contas os carros que fazem mais sucesso no Chile tbém são sul-americanos.

    • Cosi fan Tutti

      Clio poderia sim ser vendido aqui pra competir com Polo, se a VW pode, pq a Renault não?

      • Rogério R.

        Você pagaria mais de R$ 59 mil num Clio Life 1.2 de 75 cv?

        • Cosi fan Tutti

          Existem várias questões nisso ae que vc nao pontua, primeiro que se a Renault lançasse aqui não seria importado, portanto seria uma adaptação do modelo europeu, com certeza não seria esse o motor, é provável que seria montado na base de outro modelo, como o Sandero. Não estamos falando de importação, afinal nesse caso sim seria inviável, não por ser um Clio, mas pelas taxas, nenhum carro nessa faixa é importado, nem mesmo a Kia traz o Rio pq não compensa até o momento. Então esse valor de R$ 50 mil para o carro com essa motorização é apenas palpite teu, não condiz com a realidade (não pagamos pelos carros os valores exatos convertidos do Euro).

          • Rogério R.

            O que estou querendo dizer é que se na França essa versão mais reba do Clio custa 14.100 euros que equivale a R$ 59 mil, imagine qto ele custaria aqui mesmo sendo nacional, isso claro usando a plataforma que ele usa na Europa. Agora sim concordo com você num ponto, a Renault sim poderia lançar aqui um Clio nacional com a plataforma do Sandero. Já li na mídia que o diretor de design da Renault disse que o Sandero 3 usará a plataforma CMF(essa plataforma já é feita no Brasil) simplicada e o Clio V tbém usará essa plataforma só que sem simplificações, aqui a Renault poderia lançar o Clio V com a mesma plataforma simplificada que será usada no Sandero 3, mas a questão é a seguinte, será que a Renault gostaria de se lascar como a Fiat está se lascando por causa da briga interna entre Argo, Mobi e Uno? não sei não…

            • Guedes

              Eu vejo de outra maneira. Não vejo que uma montadora “se lasque” por causa de briga interna, muito pelo contrário. Pra elas é interessante que comprem qualquer um. Tipo o VW que tem Up, Gol, Fox, Polo…

    • Leandro

      Se tem polo de quase 80 mil, por que não um Clio?

  • zeh

    matéria top….enquanto houver o monopólio das 4 grandes por aqui, mais Anfavea no controle….nada mudará …fazem por aqui o que for preciso pra não mudar/ perder o controle da politica/ poder aplicada neste país….e continuarem dando as cartas….

    • Gomes

      Não tem mais monopólio das 4 grandes… há 10 anos as 4 tinham cerca de 80% de share, hoje as 4 tem cerca de 50% e já não são mais as mesmas, com Renault, Hyundai e até Toyota sempre beliscando a 4a posição. Fiat já teve mais de 25% há 10 anos e hoje tem praticamente metade disso…mudou muito!

  • Marcio Souza

    Muito show!! Aqui o mercado protecionista nos obriga a andar em carroças ou cobra um preço fora da realidade pra maioria dos consumidores. Esse governo, assim como os anteriores tem na cabeça que para proteger os empregos tem que restringir importação. Vou dar uma dica: ao invés de aumentar impostos do importados, reduzam a carga tributária sobre a matéria prima e produto final. As vendas aumentarão e a receita se mantém ou até vai aumentar.

  • Gomes

    Não é possível comparar com o Brasil, infelizmente. O Chile, assim como outros países pequenos, não viabiliza fábrica pelos volumes e pela geografia, pq tb não valeria a pena exportar. Dessa forma, tudo o que eles importam é sem taxa de importação, além disso, eles tem acordos com Europa e Ásia e fica mais barato trazer carros de lá, do que importar com transporte terrestre, atravessando a Cordilheira, ou marítimo tendo que ir quase na Antártida para dar a volta :)
    Já no Brasil a indústria automobilística representa 25% do PIB industrial e é uma excelente fonte de impostos, tanto por si própria, quanto por toda a cadeia que gera. E, com tanta corrupção, temos que pagar cerca de 40% do preço em impostos.
    Os governos dos países vizinhos não são exemplo de eficácia, o que leva a crer que as montadoras devam ter o mesmo nível de rentabilidade em todos os países da América do Sul. Na Argentina, por exemplo, é como o Brasil da década de 80… os carros sobem de preço quase todos os meses e as pessoas compram como uma maneira de investir :)

    • Leandro

      “atravessando a Cordilheira, ou marítimo tendo que ir quase na Antártida para dar a volta :)” E o canal do Panamá?

      • Gomes

        Que seja… O resumo é que mesmo o Chile sendo um país vizinho, o frete para lá não é simples.

        • Leandro

          A mesma dificuldade de chegar no Brasil. a Cordilheira fica na fronteira, não no meio do país.

  • Luis Gobbi

    porque temos o que merecemos. Boicotem os carros NOVOS e rapidamente as GRANDES MONTADORAS abrirão os olhos.

  • Cincinato

    Não tem montadoras lá e não vejo notícias de desemprego no Chile.

    Chile esta a anos luz do Brasil.
    Um pena.

    Edit: não viu nenhum Skoda por lá ?

    • Guedes

      Vi muitos MG. Skoda não reparei. Vi um Ecosport diesel, entendi nada

      • Essa onda Diesel começou por aqui com os Peugeot/Citroen. Agora a VW está trazendo Golf e Jetta (SW também) Diesel, a Ford começou com o Ecosport e Escape, e mesmo alguns Mazda e Subaru vieram em versões Diesel.

        • Guedes

          Mas é recente isso? Vi um Golf diesel tbm…

          • Sim, tem mais ou menos um ano que começou a ter mais marcas com carros de passeio. Antes tinham alguns SUV’s, mas de um ano pra cá começaram a chegar os VW (resto de dieselgate? Todos preparados pro mercado americano – lanterna laranja), Ford e Mazda (só o 6 por enquanto).

      • Leandro

        Na Argentina vi Siena à diesel, rs

    • zekinha71

      Quando eu fui em Fevereiro vi vários Skoda, deixa os VW no chinelo, alias up! e Mobi só vi com chapa argentina.

    • Skoda aqui vende muito pouco. Eu tive um Octavia, excelente carro (até o DSG dar o ar da graça….), revenda péssima. A Marca vende como 500 carros por ano.

  • Luconces

    Entram outros fatores para pesar aí. Já começa pelo número da população que é 10% da brasileira e também fatores geográficos como mencionado.

    Fora isso Chile usufrui de liberdade econômica, palavra que brasileiro médio tem horror.

    Se analizarmos apenas o setor automotivo, além deles estarem anos-luz a nossa frente, com certeza devem estar mais preparados para atender no pós-venda também.

    Feliz é o consumidor Chileno com tanta opção de compra.

  • marcosCAR

    Todo mundo quer e sonha… Quando está a disposição encalha, como acontece com qualquer sw… Imagine a 308 da matéria, venderia 8, 20 por mês? E chega de preconceito com a Dacia. Inclusive o repórter disse que lá não existia e na mesma frase desmentiu… Viva a Duster!

    • Guedes

      Essa é uma verdade mesmo.
      Quanto a Dacia, tem seu público. o complicado é não termos carros da Renault de verdade

    • Rogério R.

      Exatamente! O Clio Life 1.2 16V de apenas 75 cv o mais reba na França custa o equivalente a R$ 59 mil. Aqui ninguém compraria um hatch compacto nessa versão por esse preço.

    • Rogério R.

      Lá tbém tem o Symbol(Logan) e a Oroch.

  • Nnoitra

    100% importados, e boa parte do Brasil. Pra nós isso é muito bom, pra eles que não é.

    • Cosi fan Tutti

      Porque não é? É o país mais desenvolvido da América Latina.

    • Leandro

      Qual carro brasileiro é vendido por lá?

  • Davidsandro18

    O 308 deve te vindo por importação independente também, certa vez vi um descendo a imigrantes, o mesmo tinha placas de SP.

    E apesar dos preços no Chile serem mais em conta comparado com os daqui, temos que levar em consideração a facilidade que os chilenos tem para adquirir um veículo, como facilidade de crédito, salário… enfim.

    E pra finalizar, planejo há alguns anos viajar de carro até lá, certeza que deve ser espetacular.

    • Guedes

      creio não ser de importação independente. são carros que vieram pra teste de evetual tropicalização e ficaram com a Peugeot msm

      • Davidsandro18

        Concordo com vc, porém a placa era de SP capital, e provavelmente era primeiro emplacamento.
        Se fosse da PSA, seria de Porto Real e com placas começando em K.

        • Guedes

          Ah, sim. só não entendi a questão da letra K.

          • Ernesto

            Carros mais novos emplacados em SP iniciam em G. Acredito que no Rio esteja em K.

  • Gustavo Baeta

    Banana land.

  • marcos wild

    Não ha nenhum problema em fabricar carros, etc.

    O problema do Brasil são os impostos altíssimos que prevalece em tudo que é produzido,

    Desde uma simples calota, ou um motor a carga tributária será sempre a mesma;

    E com isso deixa o produto final caro demais, num pais onde os salários são baixos e o poder de compra nem se fala.

    • Fanjos

      O problema do Huezil é o Socialismo Fabiano, que tem um Estado gordo e corrupto.

      • Guedes

        Essa história de por a culpa de tudo na esquerda e no “socialismo” é complicada. Lembre-se que a época de ouro do mercado automobilístico com IPI reduzido e dólar a R $ 1.50 foi num governo de esquerda.

  • Fanjos

    Quer um país desenvolvido na América Latina? Pergunte como ao Pinochet, ele tinha a receita ;-)

  • Felipe Alves

    Estive no Chile há 3 meses e fiquei extasiado com os Mazdas lindos!

  • Robson Mauricio

    Fui em 2015 por lá…e realmente dá gosto de ver os carros de lá.. variedade grande…. país de economia aberta é assim mesmo

    • Nnoitra

      São todos importados, nenhum é realmente de lá.

      • Guedes

        mas a questão é justamente essa. pouco me importa se são todos importados, o interessante é a variedade.

        • SDS SP

          O mercado chileno é pequeno, não há justificativa econômica para montar uma operação industrial naquele país. A não ser que fosse um grande polo de exportação.

  • R1 o comentário no1

    O problema do Brasil é o brasileiro. Imaginem só, em 1995 a Fiat lançava o Tempra 16V e a Volkswagen relançava o Fusca.

  • gustavo

    Eu gosto de matérias assim, uma pena que somos refens do governo e das grandes montadoras. Não vejo nenhum candidato a presidente pregando liberalismo de mercado, somente querendo fechar ainda mais, será que teremos mais quatro anos de mercado fechado?

  • Estamos entre a cruz e a espada. Um modelo econômico justo que beneficiaria os empreendedores e as indústrias nacionais, para ser bem sucedido no Brasil de agora precisa antes de um processo de implantação, difícil e doloroso. Nossa população não sabe trabalhar em serviços que geram valor, a esmagadora maioria é alfabetizado funcional, não consegue nem interpretar um texto, que dirá uma ironia, um sarcasmo… como é que fazemos um sistema meritocrático com o grau de preparo do povo de hoje… pior, como vamos competir com mercados emergentes da índia e China que preparam seus cidadãos para dominarem tecnologias, investem em inovação nas universidades, etc, etc, etc… os nossos sabem quebrar carteira na cabeça da turma rival e chutar professores… nossos empreendedores são heróis que tem o governo como o principal adversário na sua batalha para crescer, as indústrias tem políticos nas mãos para se protegerem e fazer e vender o que quiserem aqui… temos muitos inimigos puxado esse país para baixo, mas anos de descaso com a cidadania conseguiram fazer o Brasil perder a sintonia com o “futuro” do mundo que é o agora…

  • 1945_DE

    Deu dó do brasileiro se orgulhando em comprar Onix.

  • Ricardo

    Essa lista de mais vendidos comprova o que eu notei quando fui para Santiago, não há um grande destaque de carro mais vendido, há sim uma grande variedade de modelos e marcas de carros, muiiiiiiiiito superior ao Brasil.

  • Sigi Vilares

    Parabéns ao Chile… só temos a lamentar… parabéns pela matéria #PartiuChile!

  • Freaky Boss

    no Brasil é a conversa populista de sempre : preserva -se empregos de curto prazo com artificialismos. O que no fim termina deixando o país caro e ineficiente e, surpresa!, sem empregos!

  • Freaky Boss

    Quando fui ao Chile fiquei encantado foi com os Mazda. Chique demais.

    • th!nk.t4nk

      Os Mazda são sensacionais. Até mesmo o Mazda 3 chama muito a atenção (tanto quanto muito carro premium eu diria).

      • As versões completas são muito bem acabadas. Comparáveis a carros premium mesmo. Mas o preço também é de premium por aqui.

  • thi

    tirando o horrendo fiat..só maquinas

  • Schack Bauer

    Em compensação nós temos motor fréquis e gasolina batizada com quase um terço de álcool. Chupa Chile!

  • Fábio Henrique

    É um mercado beeem pequeno mesmo. A glr fala tanto para a opel voltar e olha o quanto eles vendem la

  • Marcos Pastori

    Estranhíssimo uma marca como a Alfa Romeo estar no Chile, com produtos importados da Itália.

    Não vende absolutamente NADA (menos de 10 unidades por ANO) mas tem dois produtos disponíveis por lá.

    E é a mesma coisa na Argentina.

    Qual era a desculpa para não trazer a marca pro Brasil ? Vendas ?

    Fico sem entender.

    • Guedes

      quem traz a Alfa lá é uma empresa que traz várias outras marcas.

      • Marcos Pastori

        Então é uma importadora, tipo a CAOA aqui no Brasil ?

        Agora sim, faz sentido..imaginei que era importação via FCA mesmo.

        • Guedes

          pelo que vi, sim. os volumes são pífios.

  • Comentarista

    Se fosse bom vender esses carros no Brasil, certamente as montadoras já o teriam feito. As empresas que atuam por lá, já atuam (em sua maioria) por aqui. Mas a falta de parcerias econômicas com países decentes e a burocracia do tamanho do mundo impedem que se invista no país, que possui, sem dúvidas, o maior potencial dentre os países da América do Sul. Mas infelizmente somos o eterno “país do futuro” .

  • Marcio Lenz

    Bela matéria, parabéns!!

  • Itamar

    Esse Clio é muito bonito!
    Sorte dos chilenos por terem acesso a tanta opção legal…

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