Renault Sedãs

Uma análise do Renault Megane (7 pontos avaliados)

Uma análise do Renault Megane (7 pontos avaliados)

Pegue um carro cheio de qualidades, ótimo conjunto, vasta lista de equipamentos sobretudo de segurança, amplo financiamento facilitado pelo banco da montadora, projeto em consonância com sua versão vendida no seu continente de origem na época do lançamento por aqui… Será que temos aí a receita para um sucesso de vendas? Não necessariamente…


É o que se observa no Renault Megane, que apesar de todas essas qualidades não vê suas vendas decolarem e não passa de mero coadjuvante num segmento com crescente participação no mercado.

Uma análise do Renault Megane (7 pontos avaliados)

Dentre os diversos motivos para o insucesso nas vendas podemos destacar alguns fatores, talvez gerados pela maior importância dada pelo fabricante em ocupar sua linha de montagem em São José dos Pinhais com seus modelos de entrada (Logan e Sandero), deixando a preocupação com uma melhor inserção do Megane em segundo plano.


Suas versões, sempre muito bem equipadas, vindo inclusive com importantes itens de segurança como Air Bag duplo e Freios ABS desde a versão de entrada, além de itens interessantes no segmento como chave por cartão magnético e direção elétrica em todas as versões.

Uma análise do Renault Megane (7 pontos avaliados)

Porém talvez tenham havidos pequenos pecados desde o lançamento do carro em 2006. Seu rádio CD Player foi talvez o último do segmento a rodar MP3, o ar condicionado digital também demorou a estar disponível, bem como sensor de chuva e retrovisor fotocrômico.

Mas o grande pecado está nas versões mais potentes, com motor 2.0 16V. Enquanto todos os concorrentes a excessão de poucos importados já oferecem a tecnologia flex, essa versão do Megane ainda roda só com gasolina!

Se o comprador decide não abrir mão dessa tecnologia, tem de se contentar com a versão 1.6 16V, que apesar do bom rendimento oferecido para a cilindrada, é um propulsor um tanto quanto subdimensionado para o tamanho e peso do carro.

Uma análise do Renault Megane (7 pontos avaliados)

Para completar, mais recentemente sua morte começou a ser alardeada aos quatro ventos com a proximidade da chegada de seu sucessor, o Fluence. Ao menos na Europa, o Megane sempre foi um hatch que deu origem a outros modelos, como a versões sedan e perua.

No Brasil, na geração que ainda temos aqui, optou-se por não disponibilizar a versão hatch, haja visto que o desenho da traseira desse modelo é um tanto quanto polêmico, e julgou-se que não agradaria em nosso mercado. Logo para nós a versão básica do carro é o sedan.

Uma análise do Renault Megane (7 pontos avaliados)

Na próxima geração do modelo, a opção foi de dar “nova vida” a versão sedan, com pequenas alterações em relação ao “modelo original” na dianteira e painel, podendo a partir de então rebatiza-lo de Fluence, que nada mais é do que o irmão sedan das outras versões do Megane de nova geração.

Uma análise do Renault Megane (7 pontos avaliados)

Ou seja, o Megane não vai ser descontinuado, sua versão sedan será renomeada, ao menos lá fora. Resta saber se para nós sobrará apenas a opção do Renault Fluence, não nos sendo disponibilizado nem a versão hatch nem a perua do Megane de nova geração.

Caso isso se confirme, daí sim, teremos (no Brasil) a descontinuação desse interessante modelo que pelas suas qualidades merecia ocupar uma posição de maior destaque no mercado.

Uma análise do Renault Megane (7 pontos avaliados)

Texto de Leonardo Constant Oliveira

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