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Uno Turbo: história, motor, desempenho, equipamentos (e detalhes)

Uno Turbo: história, motor, desempenho, equipamentos (e detalhes)

O Fiat Uno foi um dos projetos mais bem-sucedidos e avançados na história do automóvel e teve seu ápice no Uno Turbo.


O hatch compacto da marca italiana foi lançado em 1983 no antigo Cabo Canaveral, hoje Kennedy, na Flórida. Teve diversas variantes e versões.

Um projeto tão bem resolvido, foi feito para ser popular, mas logo despertou o interesse da divisão de performance da Fiat.

Em 1985, surgiu o Uno Turbo i.e. na Europa. Os brasileiros apenas puderam ver através de revistas automotivas da época.


Entretanto, por aqui, o Uno Turbo chegaria quase 10 anos depois. Ele teve a primazia de ser o primeiro carro nacional com motor turbinado de fábrica.

Uno Turbo: história, motor, desempenho, equipamentos (e detalhes)

Equipado com motor compacto, o Uno Turbo era leve e, por conta disso, teve um bom desempenho na época.

Já visto nas pistas, no Campeonato de Marcas dos anos 80, o Uno Turbo foi o último respiro do hatch da Fiat na antiga geração, pois, depois surgiu o Palio, centrando as atenções e deixando o popular de lado, numa faixa abaixo.

Hoje, o Uno Turbo é uma raridade bastante desejadas por entusiastas. Na história da Fiat no Brasil, outros esportivos (e não esportivos) turbinados surgiram depois, mas ele marca o início de tudo isso.

Uno Turbo

Uno Turbo: história, motor, desempenho, equipamentos (e detalhes)

Para a Fiat Automóveis do Brasil, chegar ao Uno Turbo não foi difícil. Afinal, essa versão já existia na Europa desde 1985.

Discreta nos anos 80, a Fiat partia para a briga com as três grandes (VW, GM e Ford) na década de 90 e tudo começou com uma opção bem fraca.

Se aproveitando de uma política da época, em 1990, a Fiat lança o Uno Mille e parte para o ataque com o único carro 1.0 disponível no mercado, carregado de incentivos.

Depois de outras ações e produtos, a Fiat começava a incomodar as mais antigas nos anos 90 e um dos pulos que a marca deu foi justamente com o Uno Turbo.

Não seria um carro de volume, mas sua imagem ajudaria nas vendas das versões mais em conta.

Uno Turbo: história, motor, desempenho, equipamentos (e detalhes)

Além disso, o Uno Turbo inovaria por ser o primeiro nacional turbinado, um título que ninguém tiraria dele.

Rápida em sacar o mercado, a marca italiana se destacaria neste e em outros lançamentos para alcançar o topo e criar tendências.

O Uno Turbo foi um hot hatch com alma e personalidade puramente italianas, mas feito sobre um projeto modificado para o Brasil, que no caso era o Uno nacional.

A história deste começa em 1985, mas no mercado brasileiro, apenas surgiu em 1994.

O Uno ainda era o principal produto da Fiat por aqui, sendo o mais vendido. Ainda sem o Palio, que chegaria apenas em 1996, o hatch popular com forma de bota ortopédica, era o cavalo de batalha da empresa.

Uno Turbo: história, motor, desempenho, equipamentos (e detalhes)

Como já dito, a Fiat vinha sacando a concorrência com respostas rápidas desde o Mille (foto acima) e para o Uno Turbo, vale-se de o mercado nunca ter visto um turbo de série.

O que existia era importado. Então, utilizando-se do conjunto propulsor do europeu, a Fiat trouxe o Uno Turbo para se destacar.

Vale lembrar que isso foi em 1994, um ano antes do fim da produção do Uno na Itália.

Vendido como Uno Turbo i.e., mesma designação vista na Europa, o hatch estranhamente havia rodado aqui, em Jacarepaguá, no Grande Prêmio do Brasil de 1985, sendo sua estreia como carro-madrinha.

Era sua divulgação comercial para a Europa, onde estreou no mês de abril.

Uno Turbo no Brasil

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Nove anos depois, o Uno Turbo finalmente estreou por aqui. A mecânica era seu principal destaque, pois, o Uno já havia estreado versão esportiva no país, iniciando com o antigo 1.5 R de 1987 e seu sucessor, o 1.6 R.

Contudo, estes apenas usaram motores aspirados e disponíveis em outros modelos vendidos por aqui.

Ou seja, eram esportivos que se valiam do que havia no portfólio, sem qualquer inovação que atraísse o comprador de fato.

Em 1994, isso mudou com o Uno Turbo. Nesse caso, a Fiat sabiamente evitou fazer adaptações em motores já usados por aqui. Então, trouxe exatamente o que havia no modelo europeu.

O propulsor era da família Sevel, mesma dos 1.5 e 1.6 usados nos Uno 1.5 R e 1.6 R, respectivamente. No entanto, era menor.

Tratava-se do 1.4 Sevel, que tinha 1.372 cm3. A Fiat usou um motor 1.3 turbinado no Uno, durante o Campeonato Brasileiro de Marcas, mas era uma adaptação para as pistas.

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Nesse caso, o propulsor foi desenvolvido para as ruas e trazia, além do turbocompressor, o mesmo Garrett T2 do Uno Turbo i.e. europeu, intercooler (apenas ar) e radiador de óleo.

Isso ajudaria a manter o 1.4 turbinado em condições ideais de trabalho em qualquer regime.

Obviamente, a injeção eletrônica (multiponto) fazia parte do pacote e era descrita no nome da versão.

Não era a primeira vez que o Uno brasileiro recebia injeção, pois a Fiat, espertamente, invertera a ordem das coisas ao “injetar” primeiro as versões mais baratas do carro a partir de 1992.

O 1.6 R mpi surgira um ano antes do Uno Turbo com injeção multiponto, mas essa não era mais inovação alguma.

O que realmente importava era o turbo e isso o compacto passava a oferecer.

Uno Turbo: história, motor, desempenho, equipamentos (e detalhes)

Abastecido apenas com gasolina e com taxa de compressão baixa (7,8:1), o Uno Turbo entregava 118 cavalos a 5.750 rpm e 17,5 kgfm a 3.500 rpm.

Com números bons, especialmente no torque, o pequeno Uno Turbo era como se tivesse um 2.0 sob o capô.

A pressão do turbo era de 0,8 bar, mas tinha o suficiente para fazer o Uno Turbo responder prontamente ao acelerador. Ele pesava apenas 975 kg e isso permitia ir de 0 a 100 km/h em 9,2 segundos e ter máxima de 195 km/h.

Para manter tudo isso em ordem, o Uno Turbo valeu mais do que visual.

Antes, porém, falando disso, ele chamava atenção por seu visual esportivo. A frente era baixa e tinha faróis simples, além de piscas amarelos.

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A grade tinha moldura na cor do carro e grelha preta, ostentando as cinco barras do logotipo da Fiat na época.

Como era um esportivo, tinha para-choque obrigatoriamente diferenciado, sendo mais quadrado e proeminente. Ostentava dois faróis de neblina de mesma forma, assim como duas pequenas entradas de ar logo abaixo.

Havia também uma entrada de ar maior na parte central, logo acima do spoiler integral.

Para ampliar o impacto visual, a Fiat introduziu saias de rodas maiores, integradas aos apliques laterais pronunciados. Tinha ainda saias laterais inferiores, igualmente com formas retilíneas.

Na traseira, o para-choque era igualmente proeminente e retangular, tendo dois spoilers individuais na parte inferior, sendo um deles com o escape esportivo.

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As lanternas tinham máscara negra, enquanto a tampa do bagageiro dispunha de defletor de ar preto.

O Uno Turbo oferecia janelas traseiras basculantes e retrovisores na cor do carro, assim como colunas B pretas. Havia antena no teto e logotipo “Turbo” nos para-lamas dianteiros.

As rodas de liga leve diamantadas e de sete raios chamavam atenção, sendo de aro 14 polegadas com pneus 185/60 R14.

Por dentro, o Uno Turbo parecia ir muito além do próprio carro.

Os bancos eram eram devidamente esportivos, sendo envolventes e com tecido diferenciado. O cluster era um “alienígena” num painel que era simples, sendo o mesmo usado até o fim da primeira geração.

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Tinha velocímetro com empolgantes 240 km/h e conta giros, além de nível de combustível e temperatura da água. Contudo, tinha ainda pressão do turbo em destaque, além de temperatura e pressão do óleo.

O volante de três raios tinha formas suaves, destoando do conjunto quadradão, como o carro.

Não havia ar-condicionado de série no início, mas tinha logotipo “Turbo” no painel, assim como alavanca esportiva. Ele tinha o câmbio manual Termoli, importado da Itália e com engates mais precisos.

Com cinco marchas, o Uno Turbo tinha uma proposta parecida com a do europeu. A marca ainda realçou o ambiente com cintos de segurança vermelhos.

Tinha teto solar manual e acabamento geral escuro.

Mecânica acertada

Uno Turbo: história, motor, desempenho, equipamentos (e detalhes)

Para andar como um esportivo, o Uno Turbo nacional recebeu alterações mecânicas para ficar bem acertado.

Assim, o hatch recebeu barra estabilizadora dianteira maior, bem como feixe de mola traseira (transversal) reforçado. Além disso, ganhou molas helicoidais dianteiras e amortecedores no geral, mais firmes.

Outra alteração foi a redução de altura do conjunto em 10 mm. No cofre do motor, as duas torres de amortecedores foram ligadas por uma barra anti-torção.

Por conta disso e de outras modificações agregadas do motor 1.4 turbinado, o Uno Turbo eliminava o estepe fino sob o capô. Os freios tinham discos maiores e ventilados, sendo os mesmos usados no Tempra.

Com isso, a Fiat decidiu por um estepe padrão no porta-malas. Assim, o volume de 290 litros caiu bastante.

Nesse formato, o Uno Turbo estreou no mercado nacional medindo 3,654 m de comprimento, 1,548 m de largura, 1,445 m de altura e 2,361 m de entre eixos.

Uno Turbo: história, motor, desempenho, equipamentos (e detalhes)

O consumo urbano ficava em torno de 9 km/l, enquanto o rodoviário atingia 12 km/l.

Em 1995, o Uno Turbo ganhou ar-condicionado de fábrica, já que o mesmo nem era opcional de início. Tratava-se de um grande vacilo que criou um mico para os primeiros lotes.

Com cores vibrantes, o Uno Turbo também chamava atenção por oferecer aos primeiros clientes, um curso de pilotagem ministrado pela Fiat.

O marketing da marca, nesse caso, foi benéfico para a estreia do carrinho, mas o pequenino veloz não duraria muito.

Com a chegada do Palio em 1996, as coisas mudaram e a Fiat passou a dar ênfase bem maior ao novo rebento. Depois de 1.081 unidades, saiu de cena nesse mesmo ano.

Para a Fiat, foi um marco que deu impulso para outros modelos famosos, como o Tempra Turbo, o (polêmico) Marea Turbo e culminando com esportivos como Punto T-Jet e Bravo T-Jet.

Uno Turbo na Europa

Uno Turbo: história, motor, desempenho, equipamentos (e detalhes)

Em 1985, o Uno já tinha pouco mais de um ano e a Fiat decidiu criar uma versão de alto desempenho, que foi chamadas oficialmente de Uno Turbo i.e., por trazer injeção eletrônica.

O Uno Turbo i.e. chegava para celebrar o número 1.000.000 do compacto e trazia na época um motor Sevel 1.3 (1.299 cm3) com turbocompressor e resfriador de ar.

Ele dispunha de 105 cavalos e 14,9 kgfm, fazendo o modelo alcançar 200 km/h.

Uno Turbo: história, motor, desempenho, equipamentos (e detalhes)

Diferente do brasileiro, o Uno europeu tinha suspensão traseira por eixo de torção com molas helicoidais. No Uno Turbo i.e., havia ainda freios a disco nas quatro rodas.

O esportivo tinha diferenciais como painel digital e teto solar.

Em 1990, o Uno europeu sofre um facelift que o deixa mais aerodinâmico e levemente arredondado.

O Uno Turbo i.e. trocara o motor 1.3 (já com 1.301 cm3) pelo 1.4 (1.372 cm3) com 118 cavalos e 16,4 kgfm, que alcançava 205 km/h! O fim chegou em 1995.

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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Tibúrcio

    Esse era um dos sonhos de consumo da moçada entre 1994 e 1996…
    Carrinho danado, muito gostoso de dirigir!

    • Eduardo 1981

      Esse, o Coupé, Tempra Turbo, Calibra, Vectra GSI, Kadett GSI, Corsa GSI, Tigra, Gol GTI, Escort XR3…que tempo bom!

      • Tibúrcio

        Tempo bom mesmo!
        Eu quase comprei um Calibra vermelho em SP, em meados de 2013, pra deixar bonito e manter como relíquia.
        Mas como na época morava em Salvador, fiquei com receio da maresia comer o carro todo, já que morava na beira da praia e com garagem descoberta…
        O carro estava bom e com pouca coisa pra fazer, o cara pediu 15mil à época.
        Acabei desistindo… me arrependi!

        • Eduardo 1981

          Mais os conversíveis (Kadett e Escort);

      • MauroRF

        Além do Uno, eu gostaria de ter tido XR-3 e/ou Kadett GSI, principalmente nas versões conversíveis deste dois últimos. Meu irmão teve um Tempra Turbo 1997 no começo dos anos 2000 e era simplesmente incrível acelerar uma belezinha daquelas.

  • Rodolfo Deo

    Se o Marea turbo é a bomba, esse aí é o Traque/Estalinho

    • Daniel dos Santos

      Bomba para aqueles que se lixavam para as manutenções preventivas do carro…

      • EDU

        FATO

      • More of the punisher

        Isso é apenas parte da verdade. A própria FIAT acabou com o Marea, pois inicialmente, no manual , indicava a troca de óleo a cada 20000 km!! Ou seja, ao seguir informações oficiais do fabricante, o proprietário estava acabando com o motor do carro!!

        • Marcelo Henrique

          Toda mecânica turbo é melindrosa:
          Ligou o carro, espera uns segundos para o óleo circular pelo motor e turbina.
          Vai andando normal sem esticar até o motor entrar na temperatura de trabalho.
          Dê suas esticadas, se divirta e depois ande no limite da rodovia.
          Chegou no destino, espera uns 30 segundos na marcha lenta e só depois desliga.

        • Mr. Pennybags

          Tinha tb o fato da troca da correia dentada custar à época (2001) R$1000. Dava uma mão de obra do kct.

          • More of the punisher

            Sim, precisava baixar parcialmente o motor para trocar o tensionador da correia, então a maioria das pessoas trocavam somente a correia, ai já viu…

      • DeTomaso

        kkkkkk Carros italianos sempre foram conhecidos pela péssima confiabilidade e mecânica melindrosa, desde a Fiat até a Ferrari, Alfa Romeo, Maserati e afins. Isso no mundo todo, não só no Brasil. Esse papo de manutenção preventiva é história pros atuais donos de Marea não ficarem mal na fita.

  • A frente de seu tempo, era meu sonho de consumo.

  • El Gato!

    Apita o árbitro!!!

  • alemigav

    Esse tempo a Fiat tava recheada de tecnologia e podia ter subido ao primeiro lugar no Brasil e ter ficado até hoje, mas as cagadas na adaptação dos carros no começo do século XXI e a falta de mão de obra especializada dentro das oficinas da própria marca praticamente zerou todo esse pioneirismo.

  • zekinha71

    Quem tem um desse deve deixar guardado em casa, faz mais de 10 anos que não vejo um.
    Um belo item pra coleção.

    • EDU

      Zekinha perto de casa tem um Preto 94 cara comprou na epoca zero mantem ate hoje originalzinho .

  • Mário Leonardo Pires

    Se a Fiat me oferecesse um carro da marca eu escolheria esse! Foi o carro que mais marcou a minha adolescência…

  • Miguel

    Um pequeno e divertido sonho de consumo.

  • RKK

    Bons tempo quando a FIAT investia no Brasil.

    • Fernando Gabriel

      Mas ela ainda investe, o Brasil é que não investe em suas empresas.

      • RKK

        ????

        • Fernando Gabriel

          Não entendeu? Eu explico. O Atual governo Brasileiro, que gosta tanto da política Norte Americana, deveria “copiar” o modelo de lá. Lá por exemplo, o governo protege as empresas, evitando concorrência desleal, além de fortalecer a economia para que as mesmas prosperem.Aqui, é o inverso.Como o assunto é muito longo, sugiro uma pesquisa mais detalhada sobre o assunto.

  • Robson

    Tive um Mille EX 2000 que já fazia miséria com apenas 58cv e suas limitações(é sério, sai do teclado e vai dirigir um Uno com o Fiasa 1.0 antes de vir falar algo), fico imaginando o tanto que não andava e era divertido um Uno Turbo desses

  • Dod

    Meu sonho de infância esse carrinho. Quando eu tinha 7 ou 8 anos, lá pelos idos de 1995, minha irmã mais velha comprou um Mille ELX 4p completinho, prata. Lembro do dia da entrega do carro, fomos eu, ela e nosso pai buscar, e quando cheguei lá dei de cara com um Uno Turbo amarelo que reluzia feito ouro com o sol do meio de tarde que entrava na concessionária (a Pontanegra Fiat, daqui de Natal/RN, que existe até hoje). Fiquei encantado pelo carro e minha cabeça de criança não se conformava que minha irmã não podia levar aquele amarelinho para casa ao invés do “prata sem graça” que ela havia adquirido. Passei a investir na possibilidade de que meu pai ou mãe, que na época possuíam um Omega e um VW Pointer, respectivamente, pudessem adotá-lo, sem sucesso. Até que coloquei na cabeça que iria juntar dinheiro e comprar o Uno Turbo amarelo, que ficaria guardado até a época em que eu pudesse dirigi-lo. Peguei um cofrinho e comecei a juntar cada moeda que sobrava, e junto a isso passei querer ir todo final de semana para a praia, acompanhando minha irmã, que como toda jovem natalense da época amava passar os domingos na praia de Ponta Negra, a mais famosa da cidade…isso porque na avenida que era caminho para essa praia estava a loja da Fiat e via “meu” Uno Turbo amarelo ali no showroom. O vi por alguns finais de semana, uns três ou quatro. Depois não vi mais, fiquei triste, gastei o dinheiro todo na cantina da escola, outras paixões automotivas vieram mas confesso que até hoje o coração bate mais forte quando vejo um, ainda que por meio de fotos na internet, já que ao vivo está cada vez mais raro.

    • daneloi

      Belo relato!

    • Mr. Pennybags

      Que relato!

  • Marcelo Henrique

    Lembro dos comentários de época: 😆
    “Pode ser turbo, mas continua sendo um Uno” (os playboys)
    “Com o dinheiro que você compra um desses, pode comprar um Tempra ou Vectra 0km” (os ponderados)
    “Não vou te dar um Uno que custa mais que o meu Santana!” (os pais de vários calouros de faculdade federal)

    Na época, achei o máximo fazer um motor 1.4 turbo com força de 2.0 de Tempra.

  • Anderson

    O meu está ai na reportagem, foto abaixo do título Mecânica Acertada. Excelente Carro, Original de Mecânica e Turbo, apenas rodando com FuelTech no lugar da injeção original, falta de peças levou o projeto para este lado muito bom e configurável, possível nos dias de hoje,,,

  • André Luiz

    Em 1994 eu tinha 7 anos mas o Uno nunca passou nem perto dos meus sonhos automotivos nem mesmo o Turbo. Hoje em dia que eu reconheço a ousadia da Fiat e a raridade que esse veículo é.

  • MauroRF

    Em 1994 eu tinha 18 anos, tinha tirado a carta recentemente e pensa numa pessoa que adoraria ter comprado um desses na época, hehe. Para quem é mais novo, a gente estava bem servido de esportivos reais naquela época.

    • Edu

      Em 1994 eu tinha 44 anos e já estava mais prá Corolla do que prá Uno Turbo.

    • Ernesto

      Eu tinha 20 anos em 94. O que dava para fazer na época, com o dinheiro que sobrava, era colocar umas rodas maiores (aro 14…Rsrsrs) (nessa época tinha um Gol 86 com motor AP 1.8), som mais potente, essas coisas. E ficar babando com esses esportivos.

      • MauroRF

        Fala, Ernesto! Pois é, a gente na época tinha que se contentar com o que dava, rsrsrs. Olha, você tinha um carro bom, pois era um 1.8 AP que andava bem. Era o Gol GT por acaso? Naquela época, quando tirei a carta, tínhamos em casa uma Parati LS 84 1.6 a álcool câmbio longo e um Versailles 2.0 GL 92. Aprendi a dirigir em “barcas”, rs. Meu primeiro carro mesmo foi em 2000: um Prêmio CS 86 completinho, com relógio digital no teto, vidro elétrico, 1.5, mas o carro estava meio malhado, rsrsrs. Tinha um câmbio duro que era uma desgraça. Para engatar a primeira, muitas vezes, eu engatava a segunda e jogava para a primeira. Era muito comum os proprietários de Fiat fazerem isso naquela época com os Fiats fabricados até o começo dos anos 90. Depois, em 2002, peguei um Escort 1.6 GL 92, esse já estava bem conservado e era “completo”. Daí em diante foi só alegria. Bons tempos!

        • Ernesto

          Era exatamente isso, tínhamos que nos contentar com o que dava. Esse Gol, 1.8, era um LS 86 (quem me dera poder ter naquela época um GT!). Mas não tenho do que reclamar. Depois disso eu tive um Gol CL 93 com AP 1.6 a álcool. Esse foi um carro muito bom, viajei muito com ele para SC. Depois vieram uma Pickup Corsa, uma Parati 2.0 (Linda, completa! Uma pena que foi furtada), Golf 2.0, Polo Sedan Comfortline, SpaceFox, Voyage, Corolla, Fox e Corolla de novo (lembra que eu comentei sobre cartão VW? Por isso que tive tanto carro 0km da VW, começando pelo Polo).
          Agora que estou com filho (completará 2 anos em Setembro), às vezes me pego pensando num “SUV”, mas tem que ter porta-malas bom.

          • MauroRF

            Fala, Ernesto! Ah, sim, eu lembro de você ter comentado sobre esse cartão. Caramba, você teve bastante VW (parece eu, mas tive muito Ford, rs). Toda vez que eu ia trocar de carro, as condições eram melhores na Ford, além de eu particularmente gostar muito de alguns carros dela, como o Focus (tive 3).

            O motor do seu Gol LS 86 era 1.8 original? Até onde sei, apenas o GT vinha com motor 1.8 naquela época. E o GL, equivalente ao LS, foi ter opção de motor 1.8 em 90 (se não me falha memória). O seu CL 93 era 4 ou 5 marchas? Pergunto porque, acredite se quiser, saíram vários 4 marchas em 93 e 94 (com o motor AP 1.6 mesmo).

            Você ainda tá com o Corolla hoje? Se sim, acho que nem precisa trocar de carro, pois acredito que ele o atenda no quesito porta-malas, a menos que esteja considerando um SUV no lugar de sedã médio. Se partir para os SUVs, nos compactos, você encontrará bom porta-malas em Kicks, HR-V e Creta. Partindo para os SUVs médios, vai do seu orçamento, pois todos eles atendem no quesito porta-malas. Eu tenho a Eco Titanium 2018 (acho que comentei com você algumas vezes já) e ela vem me atendendo muito bem, mas aqui somos só eu e minha esposa (além da nossa Shi-Tzu, haha, é praticamente nossa filhinha e tem suas “tranqueirinhas” nas viagens sim. Estou gostando principalmente pela farta lista de equipamentos e pela segurança (tem até monitor de ponto cego nos retrovisores, além do alerta de tráfego cruzado quando se dá ré).

            • Ernesto

              Pois é Mauro, tive bastante VW. Inclusive temos em casa um ainda, o Fox Rock’n Rio. Hoje estou com uns 15.000 pontos para troca de um carro 0Km (mas acho que posso usar somente 10.000), mas como a economia não deslancha, fico receoso de trocar o Fox por um Polo Comfortline para a minha esposa.
              Sobre o Gol LS que eu tive, ele era 1.8 porque o dono anterior trocou o motor. O original era 1.6 mesmo. Na época quem arrumou esse carro para eu comprar foi o meu pai. Eu não tinha conhecimento ainda para analisar caros e acabei pegando ele. Quanto ao Gol CL 93, ele era 5 marchas. Um foguete. Coloquei nele aquelas rodas aro 15 imitação de BMW. Naquela época viajava bastante para Balneário Camboriú. A primeira vez que fui para lá a Regis era a maior parte pista simples, não tinha pedágio. Fiz de São Paulo (ZL) até Florianópolis em 6 horas. Uma loucura da época de meus 20 e poucos anos.
              Eu penso num SUV mais por causa do ano do Corolla. Ele é 13/14. Está com baixa Km (menos de 50.000Km), mas já são 6 anos de uso e eu sempre tive carro com no máximo 3 anos de uso. E preciso de espaço dentro e no porta-malas. Em casa somos em 5: eu, minha esposa, meu filhinho e mais dois pequineses. E a minha esposa quer outro filho! Tô lascado! Rsrsrsrs.
              Dos que você mencionou, creio que os que mais me atendam são o HR-V e o Creta, mas 0Km…não sei. HR-V eu acho caro demais e o Creta 1.6 dizem que consome bem.
              Vamos ver o que eu faço, se troco mesmo ou se fico com o Corolla por mais um tempo.

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