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Vauxhall pode mudar de mão novamente e ir parar na Jaguar Land Rover

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A marca inglesa Vauxhall mudou de dono após quase cem anos de controle da americana GM. No entanto, a empresa pode novamente mudar de mãos. De acordo com o site Automotive News, há um interessado em adquirir o fabricante de Ellesmere Port e é alguém da própria casa britânica, a Jaguar Land Rover.

Após sua saída do controle da Ford, a Jaguar Land Rover surgiu como uma empresa unificada sob o controle da indiana Tata Motors. O sucesso dessa nova operação veio rápido e de 2008 para cá, as duas marcas inglesas conseguiram atualizar o lineup com produtos muito luxuosos e sofisticados, chegando recentemente aos Range Rover Velar e Discovery LR5.

O futuro ainda promete muito para a JLR, que aposta no crossover elétrico I-Pace com vistas à próxima década e mais diversificação na gama com novos produtos a caminho para Jaguar e Land Rover. Porém, a empresa sabe que não conseguirá atingir a meta de um milhão de carros por ano apenas com produtos do segmento de luxo e ultra luxo (se considerarmos o Range Rover Autobiography).

Com tudo o que já vimos – e andamos – até agora, a JLR consegue no máximo 600 mil carros por ano, sendo essa a meta para 2017. Assim, para chegar ao milhão, a empresa estaria disposta a adquirir uma marca já estabelecida no mercado. Criar algo novo ou ressuscitar uma marca antiga daria um enorme trabalho e custo, que poderia não ter o retorno esperado.

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Vauxhall

Assim, quem aparece no escopo é a conterrânea Vauxhall, recentemente adquirida pela PSA junto com a Opel. Até pouco tempo atrás a ideia seria um absurdo, mas agora algumas “forças” convergem para o caminho da incorporação. Do lado da JLR, faz todo sentido ter a bandeira do grifo, já que a marca vende em torno de 250 mil carros por ano e é somente oferecida no Reino Unido.

Com ela, a JLR conseguirá atingir a marca de um milhão e ainda impulsionar a Vauxhall para outros mercados, alcançando uma expansão do grupo antes impensável. Já no caso da PSA, vender a marca inglesa será um alívio diante do Brexit, pois não precisará manter um parque automotivo no país isolado da União Europeia, embora Carlos Tavares diga que o grupo francês não seria afetado pela saída por causa das fábricas locais da Vauxhall.

Além disso, a PSA já tem a Opel, que é a cereja do bolo, que custou US$ 2,3 bilhões. A marca alemã é totalmente integrado ao continente europeu, além de ser reconhecida no Oriente Médio. Ainda na GM, ela estabeleceu pontos de apoio na Ásia e América do Sul (Chile), que agora servem de base para expansão nestas regiões. Já há rumores falando de Opel na América do Norte… Então, para a PSA, a venda da Vauxhall não traria impacto significativo, ainda mais que a engenharia da marca fica em Rüsselsheim.

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E a engenharia?

Agora, de acordo com a informação, a Jaguar Land Rover está se aproximando da PSA para negociar a transferência da Vauxhall. Mas como ficaria a marca inglesa pós-GM e pós-PSA? Como se sabe, a tecnologia hoje usada em Ellesmere Port vem da GM através da Opel, que por sua vez hoje é dos franceses.

A ideia por trás de uma expansão da Vauxhall sob a JLR passa pela engenharia de produto, que deverá utilizar-se da experiência no desenvolvimento de carros não-luxuosos com a Tata Motors. Como também já se sabe, a marca indiana jamais usou uma plataforma original da JLR e, ao contrário do esperado, até desenvolveu duas plataformas modulares para carros compactos e médios, algo que impressionou um “agente” da VW, que por sua vez fechou um acordo com a Tata para a Skoda entrar de vez na dança do mercado local.

Com a engenharia da JLR e seu comando “alemão” – já que a maioria dos executivos são ex-BMW – ganhando experiência no disputado mercado indiano com produtos que agora estão surpreendendo dentro e fora do país. A lição para ampliar as vendas seria a mesma executada pela BMW com a MINI, por exemplo. Para a JLR, ter a Vauxhall significará utilizar-se desse know how adquirido na Índia para o desenvolvimento de novos carros com bases modulares e, assim, levar a Union Jack para clientes de menor poder aquisitivo dentro e fora da Europa.

[Fonte: Automotive News]

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