Crossovers Esportivos Hatches Mercado Sedãs SUVs

Versões que os carros nacionais poderiam ter

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O mercado nacional se diversificou bastante nos últimos anos. Se nos anos 90, nossos compactos tinha de versões super simples até esportivos com quase 150 cv, passando pela criação da opção aventureira, essa realidade mudou bastante nos anos seguintes. Naquela década, o Brasil assistiu ao crescimento de inovação nas versões oferecidas por aqui, entre elas turbo, 16V, seis marchas e embreagem automática, por exemplo.



Depois, o mercado mergulhou na “era do 8V” e viu nascer o carro flex. Os aventureiros foram crescendo, assim como surgiu o SUV compacto e versões focadas na economia, além de muitas séries especiais, algumas focadas até em conexão com a internet. A partir de 2010, viu-se o surgimento de versões focadas na economia, assim como na Europa, mas o brasileiro logo declinou dessas opções dedicadas.

Com o Inovar-Auto, a “econômica” saiu do lineup e virou obrigação em todas as versões de muitos carros. Os aventureiros ganharam força também e junto com eles os utilitários esportivos, porém, cada vez mais caros. O segmento de sedãs médios teve um enxugamento de opções em alguns casos, mas outros até ampliaram as versões. No geral, basicamente são as versões comuns, uma ou outra esportiva e um aventureiro.

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O foco na esportividade saiu de cena em muitos carros nacionais por conta da busca pela economia. Do outro lado, os carros começaram a ganhar cada vez mais aventureiros, especialmente os hatches compactos. A escalada é simples: aventureiro urbano, crossover ou SUV compacto e depois SUV médio. É a moda atual. Mais recentemente, uma tendência nascida na China toma forma por aqui.

Se nos anos 2000, o Brasil exportou o aventureiro para a China, ela devolveu uma opção “melhorada”, o crossover de entrada. Trata-se de um hatch compacto com frente modificada: capô mais elevado, novos faróis, grade remodelada, para-choques mais robustos, suspensão elevada e lanternas redesenhadas, não faltando barras longitudinais no teto e protetores centrais de cor cinza. Pronto, seria uma versão, mas já é considerado outro carro.

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Pelo mundo

No mercado mundial, as versões existem de acordo com as características de cada mercado. No Japão, por exemplo, existem algumas dedicadas ao público feminino. Na Europa, opções extremamente voltadas para o baixo consumo são explicitamente divulgadas, especialmente se envolver o uso de motor diesel pequeno.

Na China, até sedã está ganhando versão aventureira. Nos EUA, opções de alta performance – geralmente V6 ou V8 – são obrigatórias em grande parte dos modelos. As picapes, por exemplo, sempre possuem versões bem direcionadas ao consumidor rural e ao trabalho extremo. No Sudeste Asiático até tentaram lançar um modelo com versão religiosa.

Estas não são todas as versões exibidas nesses mercados, lembrando que a preferência do consumidor ou política do governo acabam por modificar até os próprios carros. Na Índia, por exemplo, a redução de impostos criou uma subcategoria de até 4 metros. Na China, os novos-ricos querem seus carros de luxo com mais espaço para as pernas no banco de trás e assim nasceram as versões longas e exclusivas daquele mercado.

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No continente europeu, a esportividade ainda está em alta no mercado e até SUV virou esportivo. Isso sem contar os carros grandes com motores bem pequenos, tal como sedã do segmento D com motor 1.0 (turbo, mas 1.0). No Japão, quem não tem garagem tem um kei car, pequeno urbano quadradinho de 3,5 metros com motor 0.66 e câmbio CVT, e ainda têm opção AWD.

Na Austrália, reinavam os grandes sedãs V8 antes do meteoro do fechamento de fábricas e, no Sudeste Asiático, picapes médias e compactos com profusão de acessórios é algo comum. Versões extremamente pobres de muitos modelos ainda coexistem com opções bem mais completas no mercado indiano.

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Versões que poderíamos ter?

Muita gente reclama da falta de versões esportivas. Como já mencionamos, o mercado mudou bastante desde os GTI´s, GSI´s, Turbo ie´s e XR3´s da vida. Antes o carro compacto era o cavalo de batalha até os modelos de segmento superior. A margem dava conta de uma gama maior. Os médios ousaram também na esportividade, alguns com motores bem grandes, mas o aumento dos importados com preços mais competitivos tirou do mercado muitas opções do gênero.

A verdade é que atualmente existem poucos esportivos nacionais. Ou melhor, de marcas tradicionais, apesar de recente reforço por parte de Renault e Peugeot. Muitos modelos ganharam performance equivalente ao de um esportivo, embora não sejam de fato dedicados ao segmento, graças à introdução de motores turbo com injeção direta.

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O mesmo ainda vale para pseudo-esportivos, com apenas o visual incrementado. Recentemente, a Volkswagen teria cancelado a ideia de um Gol GT. No segmento de compactos, essa opção tecnicamente seria viável, utilizando 1.0 TSI de até 125 cv do Golf. Um Fox GT 1.0 TSI também não seria ruim.

O mesmo vale para um Ford Ka XR ou ST com motor 1.0 EcoBoost de 125 cv ou 140 cv, por exemplo. O HB20 poderia ter motor 2.0 em uma eventual versão esportiva, algo que bateria de frente com o Sandero RS 2.0. Já no caso do 208 GT, por exemplo, apenas um Novo Polo GTI ou o X6H com motor 1.4 MultiAir Turbo seriam oponentes interessantes (acreditando-se que o Fiat será um bom rival). Temos de lembrar também que o New Fiesta ST com motor 1.6 EcoBoost de 180 cv daria muitos problemas ao grupo.

No segmento médio, poderíamos ter um Focus ST 2.0 EcoBoost com uns 250 cv, um 308 GTi (europeu) com 270 cv ou um Cruze Sport6 SS com motor Ecotec Turbo de 252 cv. Mesmo nesse último caso, não se trata apenas de um exercício de imaginação, pois muitos já existem lá fora ou tecnicamente poderiam ser montados. O mesmo vale para muitas outras opções.

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Por exemplo, sedã aventureiro. Parece loucura para alguns, mas é um tipo de carro que existiu já nos anos 70 nos EUA e Japão. Em anos mais recentes, a Volvo ousou trazer a opção de volta com o S60 Cross Country. Na China, o mais recente é o Qoros GT. Será que pega? Caso positivo, teríamos aqui Grand Siena Adventure 1.6, Voyage Track 1.0, Logan Stepway, Etios Sedan Cross, Prisma Activ e Ka+ Trail, por exemplo? Em nível superior, seria estranho um Jetta Alltrack ou um Fluence Stepway?

Mesmo sem muitas peruas por aqui, os sedãs aventureiros devem ficar longe do mercado nacional, a menos que os clientes queiram, o o que parece bem difícil. Não tão difíceis, porém, são as versões de modelos médios com motores pequenos. Com a pressão ambiental cada vez maior sobre o consumo dos carros, sedãs, hatches e peruas de porte médio poderão ganhar motores menores por aqui também. Apesar de a tendência downsizing estar diminuindo, ainda existem fabricantes que apostam na ideia.

Um Civic 1.0 Turbo de 130 cv ou um Corolla 1.2 Turbo já existem lá fora. Porém, aqui o cliente só pensa em 2.0 litros para cima ou no máximo engole o 1.8. Abaixo disso, no máximo 1.4 ou 1.5 Turbo. Ainda assim, seria interessante pela economia, embora os preços não venham a acompanhar essa descida na escala de potência. Mesmo assim, vimos surgir um Golf 1.0 TSI, por exemplo.

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Uma opção interessante, já que a moda é SUV, seria a introdução de versões esportivas – aí voltando ao ponto inicial – de HR-V (1.5 Turbo), Renegade (Trackhawk com motor 2.4 BiTurbo), Kicks (1.6 DIG-T) ou Captur (2.0 Turbo usado anteriormente no Fluence), por exemplo.

Claro, a opção mais fácil de ser modificada nessa temática seria o Peugeot 2008 THP, com motor de 200 cv do 208 GT europeu. Nem precisamos lembrar que o mesmo poderia levar um 2008 R nacional até 270 cv e chamar todo mundo para a briga. Nesse caso, provavelmente apenas um Renegade Trackhawk com 300 cv ou um esperado Audi RS Q2 (e quem sabe em breve nacional) com 265 cv se apresentariam.

Falando em SUV, há algum tempo comentamos sobre uma possível escalada do segmento a partir de mercado de entrada. Hoje, o consumidor tem apenas opção de hatch ou sedã 1.0. Porém, marcas como JAC Motors, Renault e Volkswagen começaram a pensar nesse segmento, bem abaixo de 4 metros. Destes, apenas o Kwid vai virar realidade no Brasil, mesmo que seja uma mescla de hatch e crossover.

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O Taigun era uma opção, mas foi descartada. Já o S2 Mini (J2), lançado recentemente na China. Assim, o cliente teria uma terceira opção com potencial de fidelização, dependendo da marca. O que pode acontecer é a criação de crossovers acima desse nicho, onde apareceu recentemente o WR-V e, em breve, os chineses Tiggo 2 e T40. Pensando nisso, poderíamos assistir a chegada de um crossover da GM baseado no Onix e abaixo do Tracker.

Outra opção seria o Cactus da Citroën, que pode ficar abaixo do próximo Aircross (compacto). Um crossover Fiat baseado no X6H ou um Jeep menor e mais barato que o Renegade, uma espécie de mini Compass, seria outra opção. A Toyota provavelmente terá algo entre o C-HR e o Etios Cross, talvez um crossover baseado neste último. Lembramos que até a Audi quer trazer seu pequeno A2 para cá e o T-Roc da VW terá porte semelhante.

Versões Black & White, opções com cores de rodas iguais às da carroceria, pacotes luxuosos (bancos em Nappa ou Alcantara), edições com conexão de internet nativa, mais pacotes esportivos e de performance, bem como versões dedicadas à competição (reforçando o automobilismo nacional) seriam igualmente interessantes no Brasil.

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