Crossovers Esportivos Hatches Mercado Sedãs SUVs

Versões que os carros nacionais poderiam ter

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O mercado nacional se diversificou bastante nos últimos anos. Se nos anos 90, nossos compactos tinha de versões super simples até esportivos com quase 150 cv, passando pela criação da opção aventureira, essa realidade mudou bastante nos anos seguintes. Naquela década, o Brasil assistiu ao crescimento de inovação nas versões oferecidas por aqui, entre elas turbo, 16V, seis marchas e embreagem automática, por exemplo.



Depois, o mercado mergulhou na “era do 8V” e viu nascer o carro flex. Os aventureiros foram crescendo, assim como surgiu o SUV compacto e versões focadas na economia, além de muitas séries especiais, algumas focadas até em conexão com a internet. A partir de 2010, viu-se o surgimento de versões focadas na economia, assim como na Europa, mas o brasileiro logo declinou dessas opções dedicadas.

Com o Inovar-Auto, a “econômica” saiu do lineup e virou obrigação em todas as versões de muitos carros. Os aventureiros ganharam força também e junto com eles os utilitários esportivos, porém, cada vez mais caros. O segmento de sedãs médios teve um enxugamento de opções em alguns casos, mas outros até ampliaram as versões. No geral, basicamente são as versões comuns, uma ou outra esportiva e um aventureiro.

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O foco na esportividade saiu de cena em muitos carros nacionais por conta da busca pela economia. Do outro lado, os carros começaram a ganhar cada vez mais aventureiros, especialmente os hatches compactos. A escalada é simples: aventureiro urbano, crossover ou SUV compacto e depois SUV médio. É a moda atual. Mais recentemente, uma tendência nascida na China toma forma por aqui.

Se nos anos 2000, o Brasil exportou o aventureiro para a China, ela devolveu uma opção “melhorada”, o crossover de entrada. Trata-se de um hatch compacto com frente modificada: capô mais elevado, novos faróis, grade remodelada, para-choques mais robustos, suspensão elevada e lanternas redesenhadas, não faltando barras longitudinais no teto e protetores centrais de cor cinza. Pronto, seria uma versão, mas já é considerado outro carro.

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Pelo mundo

No mercado mundial, as versões existem de acordo com as características de cada mercado. No Japão, por exemplo, existem algumas dedicadas ao público feminino. Na Europa, opções extremamente voltadas para o baixo consumo são explicitamente divulgadas, especialmente se envolver o uso de motor diesel pequeno.

Na China, até sedã está ganhando versão aventureira. Nos EUA, opções de alta performance – geralmente V6 ou V8 – são obrigatórias em grande parte dos modelos. As picapes, por exemplo, sempre possuem versões bem direcionadas ao consumidor rural e ao trabalho extremo. No Sudeste Asiático até tentaram lançar um modelo com versão religiosa.

Estas não são todas as versões exibidas nesses mercados, lembrando que a preferência do consumidor ou política do governo acabam por modificar até os próprios carros. Na Índia, por exemplo, a redução de impostos criou uma subcategoria de até 4 metros. Na China, os novos-ricos querem seus carros de luxo com mais espaço para as pernas no banco de trás e assim nasceram as versões longas e exclusivas daquele mercado.

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No continente europeu, a esportividade ainda está em alta no mercado e até SUV virou esportivo. Isso sem contar os carros grandes com motores bem pequenos, tal como sedã do segmento D com motor 1.0 (turbo, mas 1.0). No Japão, quem não tem garagem tem um kei car, pequeno urbano quadradinho de 3,5 metros com motor 0.66 e câmbio CVT, e ainda têm opção AWD.

Na Austrália, reinavam os grandes sedãs V8 antes do meteoro do fechamento de fábricas e, no Sudeste Asiático, picapes médias e compactos com profusão de acessórios é algo comum. Versões extremamente pobres de muitos modelos ainda coexistem com opções bem mais completas no mercado indiano.

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Versões que poderíamos ter?

Muita gente reclama da falta de versões esportivas. Como já mencionamos, o mercado mudou bastante desde os GTI´s, GSI´s, Turbo ie´s e XR3´s da vida. Antes o carro compacto era o cavalo de batalha até os modelos de segmento superior. A margem dava conta de uma gama maior. Os médios ousaram também na esportividade, alguns com motores bem grandes, mas o aumento dos importados com preços mais competitivos tirou do mercado muitas opções do gênero.

A verdade é que atualmente existem poucos esportivos nacionais. Ou melhor, de marcas tradicionais, apesar de recente reforço por parte de Renault e Peugeot. Muitos modelos ganharam performance equivalente ao de um esportivo, embora não sejam de fato dedicados ao segmento, graças à introdução de motores turbo com injeção direta.

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O mesmo ainda vale para pseudo-esportivos, com apenas o visual incrementado. Recentemente, a Volkswagen teria cancelado a ideia de um Gol GT. No segmento de compactos, essa opção tecnicamente seria viável, utilizando 1.0 TSI de até 125 cv do Golf. Um Fox GT 1.0 TSI também não seria ruim.

O mesmo vale para um Ford Ka XR ou ST com motor 1.0 EcoBoost de 125 cv ou 140 cv, por exemplo. O HB20 poderia ter motor 2.0 em uma eventual versão esportiva, algo que bateria de frente com o Sandero RS 2.0. Já no caso do 208 GT, por exemplo, apenas um Novo Polo GTI ou o X6H com motor 1.4 MultiAir Turbo seriam oponentes interessantes (acreditando-se que o Fiat será um bom rival). Temos de lembrar também que o New Fiesta ST com motor 1.6 EcoBoost de 180 cv daria muitos problemas ao grupo.

No segmento médio, poderíamos ter um Focus ST 2.0 EcoBoost com uns 250 cv, um 308 GTi (europeu) com 270 cv ou um Cruze Sport6 SS com motor Ecotec Turbo de 252 cv. Mesmo nesse último caso, não se trata apenas de um exercício de imaginação, pois muitos já existem lá fora ou tecnicamente poderiam ser montados. O mesmo vale para muitas outras opções.

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Por exemplo, sedã aventureiro. Parece loucura para alguns, mas é um tipo de carro que existiu já nos anos 70 nos EUA e Japão. Em anos mais recentes, a Volvo ousou trazer a opção de volta com o S60 Cross Country. Na China, o mais recente é o Qoros GT. Será que pega? Caso positivo, teríamos aqui Grand Siena Adventure 1.6, Voyage Track 1.0, Logan Stepway, Etios Sedan Cross, Prisma Activ e Ka+ Trail, por exemplo? Em nível superior, seria estranho um Jetta Alltrack ou um Fluence Stepway?

Mesmo sem muitas peruas por aqui, os sedãs aventureiros devem ficar longe do mercado nacional, a menos que os clientes queiram, o o que parece bem difícil. Não tão difíceis, porém, são as versões de modelos médios com motores pequenos. Com a pressão ambiental cada vez maior sobre o consumo dos carros, sedãs, hatches e peruas de porte médio poderão ganhar motores menores por aqui também. Apesar de a tendência downsizing estar diminuindo, ainda existem fabricantes que apostam na ideia.

Um Civic 1.0 Turbo de 130 cv ou um Corolla 1.2 Turbo já existem lá fora. Porém, aqui o cliente só pensa em 2.0 litros para cima ou no máximo engole o 1.8. Abaixo disso, no máximo 1.4 ou 1.5 Turbo. Ainda assim, seria interessante pela economia, embora os preços não venham a acompanhar essa descida na escala de potência. Mesmo assim, vimos surgir um Golf 1.0 TSI, por exemplo.

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Uma opção interessante, já que a moda é SUV, seria a introdução de versões esportivas – aí voltando ao ponto inicial – de HR-V (1.5 Turbo), Renegade (Trackhawk com motor 2.4 BiTurbo), Kicks (1.6 DIG-T) ou Captur (2.0 Turbo usado anteriormente no Fluence), por exemplo.

Claro, a opção mais fácil de ser modificada nessa temática seria o Peugeot 2008 THP, com motor de 200 cv do 208 GT europeu. Nem precisamos lembrar que o mesmo poderia levar um 2008 R nacional até 270 cv e chamar todo mundo para a briga. Nesse caso, provavelmente apenas um Renegade Trackhawk com 300 cv ou um esperado Audi RS Q2 (e quem sabe em breve nacional) com 265 cv se apresentariam.

Falando em SUV, há algum tempo comentamos sobre uma possível escalada do segmento a partir de mercado de entrada. Hoje, o consumidor tem apenas opção de hatch ou sedã 1.0. Porém, marcas como JAC Motors, Renault e Volkswagen começaram a pensar nesse segmento, bem abaixo de 4 metros. Destes, apenas o Kwid vai virar realidade no Brasil, mesmo que seja uma mescla de hatch e crossover.

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O Taigun era uma opção, mas foi descartada. Já o S2 Mini (J2), lançado recentemente na China. Assim, o cliente teria uma terceira opção com potencial de fidelização, dependendo da marca. O que pode acontecer é a criação de crossovers acima desse nicho, onde apareceu recentemente o WR-V e, em breve, os chineses Tiggo 2 e T40. Pensando nisso, poderíamos assistir a chegada de um crossover da GM baseado no Onix e abaixo do Tracker.

Outra opção seria o Cactus da Citroën, que pode ficar abaixo do próximo Aircross (compacto). Um crossover Fiat baseado no X6H ou um Jeep menor e mais barato que o Renegade, uma espécie de mini Compass, seria outra opção. A Toyota provavelmente terá algo entre o C-HR e o Etios Cross, talvez um crossover baseado neste último. Lembramos que até a Audi quer trazer seu pequeno A2 para cá e o T-Roc da VW terá porte semelhante.

Versões Black & White, opções com cores de rodas iguais às da carroceria, pacotes luxuosos (bancos em Nappa ou Alcantara), edições com conexão de internet nativa, mais pacotes esportivos e de performance, bem como versões dedicadas à competição (reforçando o automobilismo nacional) seriam igualmente interessantes no Brasil.

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  • Cleidson

    Infelizmente tudo é um sonho. As fábricas vendem o que as pessoas estão dispostas a comprar. E elas compram telas coloridas touch screen ou certas marcas japonesas que custam uma fortuna e não oferecem nem freio a disco nas 4 rodas e ESP em alguns modelos.

    • invalid_pilot

      Exato! Poucos ligam pra mecânica ou desempenho e quando ligam pra mecânica é pra escolher a opção mais simples e que de menos trabalho pra reparo.

      • Raul Pereira

        Cara, não olham nada, tava vendo a tebela de consumo do Inmetro, aquela HRV que faz todo sucesso aqui bebe igual o demônio, já o Kicks consome BEM menos. Mas por algum motivo (burrice do consumidor) a HRV faz muito mais sucesso.

        • Edson Fernandes

          Na verdade todo mundo pensa naquilo que considera equilibrar a balança. O HR-V não é dos que consomem mais combustivel e um ponto vc precisaria tbm entender: O cara enxerga que desempenho tem que ser mais prioridade que consumo.

          E muitos tbm pensam nisso (aquela coisa de falar, pagar X valor em um carro 1.6? to fora)

          • Raul Pereira

            Faz muito sentido, mas comparei a HRV com o Kicks pois são modelos semelhantes em sua natureza e proposta, inclusive desempenho não varia tanto assim, até onde sei (posso estar enganado).

            • Edson Fernandes

              Então a diferença na pratica é pequena. E o Honda é criticado no conforto acustico (ruido do motor).

              Entre os dois equiparando versões, eu colocaria no pareo o Creta que veio com um pacote interessante de opcionais. Mas o foco do Kicks é tbm ser economico, creio que o Creta por ser 2.0, já não seja economico. (na versão que eu pensaria a ideal no meu caso)

              Pena do kicks assim como os demais compactos, não ter controlador de velocidade.

              • Raul Pereira

                O que não gosto mesmo são alguns carros dessa categoria não terem o ESP, é um baita perigo. Até onde sei, por experiência própria e números, os carros da Hyundai são rápidos em aceleração, mas bebem que é um absurdo.

                • Edson Fernandes

                  Olha, meu carro tem ESP.

                  Eu digo que é importante, mas sinceramente, eu lamento a falta do dispositivo ainda que seja aceitavel se existisse versão sem ele. Mas meu uso atualmente de um compacto seria para uso urbano, o que limitaria a necessidade do ESP. (ainda que esse atue em qualquer velocidade)

    • Raul Pereira

      Apesar de achar o espelhamento de GPS bem útil (eu mesmo uso muito a conectividade), concordo com você. Brasileiro tem a cabeça muito quadrada para comprar carro, ele quer o que é bunitinhu e tem telinha. E sobre essa certa marca japonesa, eu esperava quando lançou o Fit novo pode ser consumidor dela um dia, agora eu quero mesmo é ir pra Nissan quando lançarem o novo March, pois a falta de respeito da Honda é incrível, metendo Fit quase pelado (só com câmbio CVT e um rádio vagabundo em plástico fosco duro) por 69k, além da taxa de juros a 1,6%.

    • Antonio_Brust

      Concordo em partes. Quando uma montadora lança alguma versão esportiva, a primeira coisa que o pessoal reclama é o preço e já diz “vai micar”. Lançar uma versão diferenciada ou “esportivada” de algum modelo nacional pode fazê-lo custar até mesmo 2x mais que a versão de entrada do mesmo carro. Foi assim na época do Gol Gti, com o Corsa GSI, dentre outros modelos de época. O carro custa caro e sempre custará. Lembro bem quando lançaram recentemente o Sandero RS. Foi uma reclamação geral, tanto sobre o preço quanto pela falta de câmbio automático(?), sendo que tem um belíssimo powertrain. Talvez por isso que não seja prioridade das montadoras.

  • Ricardo Blume

    O problema é o preço dos carros praticados no Brasil, inviabilizando modelos mais exclusivos ou apimentados. Um exemplo disso tudo é o Gol. O modelo topo de linha já passa dos 60k agora imaginem se a VW decide lançar o modelo GT, GTI ou coisa parecida ou a Ford com seu Fiesta RS onde, seu primo 1.0 Ecoboost já está custando mais de 70k. Quem compraria um Fiesta beirando 90k? Ou um Ka ST ou algo assim beirando os 65k? Quem ferra com tudo são as montadoras e não o consumidor brasileiro ávido por lançamentos e preços justos.

    • Matthew

      Na Argentina os preços também são meio absurdos mas eles têm alguma variedade nesse sentido, como o VW Scirocco, Ford Galaxy e outros disparates que devem vender algumas poucas centenas de unidades.

      • Soriani B.

        Mas lá são modelos importados. Aqui a VW já importou o Eos, vendeu pouco. Acima dos 100 mil reais o consumidor brasileiro só compra carro alto. Se a VW tivesse trazido várias versões do Tiguan ao invés de apenas uma de topo, teria vendido muito mais do que vendeu.

      • DPSF

        O problema do brasil é a tropicalizaçao. Para a Argentina, praticamente o veiculo vai para as revendas do mesmo jeito que é vendido no país de origem. No Brasil, exige recalibraçao de injeçao, central, bicos, amortedores, aumento de altura, etc, etc. Isso tudo torna a importaçao para o Brasil bem dispendiosa. Nossa mijolina com 27% de alcool é uma prova de fogo para qualquer motor fabricado para rodar com gasolina de verdade. Tenho um classico VW com motor 1300, e pense como o coitado sofre com essa mijolina… ele não foi projetado para rodar com esse alto percentual de alcool na gasolina.

    • Antonio_Brust

      E o interessante é que sempre foram muito caros. O Gol GTI ou o Corsa GSI, lá na década de 90, se não me engano, na época de seus lançamentos, se colocarmos em valores atualizados com os ajustes de inflação e correção monetária, custariam atualmente mais de 90 mil reais. E da mesma forma que naquela época deveria ter tido uma reclamação geral, hoje é sinônimo de desejo por parte dos entusiastas que se lamentam pelo fato de “não produzirem mais carros como antigamente”. Não dá pra entender.

    • Gustavo73

      Não pagaria 90k em eu Fiesta ST, mas paga até mais de 90 em uma Ecosport, ou mais em HRV, Renegade e cia.

  • Matthew

    Interessante a matéria, mas acho que o autor viajou na batatinha. Cruze com motor turbo 2.0 de 252 cavalos acho que não existe em nenhum lugar do mundo. O maior morto utilizado no Opel Astra é uma unidade 1,6 litros de 200 cavalos. Carros de tração dianteira aguentam no máximo uns 240 cavalos de potência e já o torna algo meio instável. Qualquer coisa acima disso a tração integral se torna imprescindível para o controle dinâmico do veículo. E aí já viu o custo. E mais absurdo ainda versões de 200 cavalos de SUVs compactos extremamente leves e centro de gravidade alto.

    • Bryan

      Seria melhor, para o cruze, o 1.5 Turbo igual ao do Malibu americano. O 2.0T, do Malibu, tem 250cv.

    • ricmoriah

      “…ou tecnicamente poderiam ser montados”. um motor 2.0 Turbo de 252 cv do Equinox, tecnicamente pode ser adicionado ao Cruze sim, ambos compartilham a mesma plataforma D2XX.

    • Edson Fernandes

      Leu, infelizmente leu.

      Sabe aquele papo que além dessa potencia o carro só iria destracionar? Então… acho que a pessoa pode ver que já existem carros acima dessa potencia e tração dianteira e anda muito bem…rs

      • Matthew

        Nossa, quanta raivinha hein. Qualquer hatchback esportivo europeu de alta performance tem tração integral, como o Golf R e o Ford Focus RS. Eu disse que o torna algo “meio instável” no sentido que o carro fica muito dianteiro com tanta potência tracionando apenas as rodas dianteiras, não sei que tanto os senhores estão lamentando. Em alguma medida o controle de tração compensa, mas não tudo. Esportivo não é simplesmente socar potência num carro e pronto. Enfim, o nível de discussão nesse fórum é cada vez mais baixo, ainda mais vindo de alguém da equipe do site, que ao invés de moderar a discussão só taca lenha na fogueira e expõe o comentário dos outros ao ridículo. E me dá um exemplo de algum SUV pequeno que seja equipado com motor turbo na casa dos 200 cavalos pra vê se o meu comentário é tão ridículo assim. Tanto é verdade que até agora nenhuma marca do grupo GM cogitou a possibilidade de equipar um carro de gama média com o motor 2.0 de 250 cavalos. Como eu disse em meu comentário, o maior motor aplicado ao Opel Astra é um 1.6 de 200 cavalos. Talvez nem uma futura versão OPC venha a ter o motor de 2 litros, mas apenas a unidade menor calibrada pra chegar a uns 240 cavalos. Nos EUA o Cruze não passa de 1,4 litros. Mas enfim, o pessoal aqui é sempre mais entendido que os engenheiros das montadoras.

        • Edson Fernandes

          Vamos lá…

          Você disse que não há como lidar com carros com mais de 250cv. Tem sim e temos exemplos de modelos que podem receber essa cavalaria. Quer ver que interessante? Pegamos um Evoque que tem praticamente os 250cv com um cambio de 9 marchas e é totalmente possivel rodar.

          O 308 R tem 270cv e não tem tração integral. O Megane RS teve duas versões na atual geração que chamam atenção: 265cv e 275cv que tem tração dianteira. É dito que a adoção de um sistema integral será para o proximo ao ganhar 300cv ou mais.

          Perceba que há sim acertos em cima da tração dianteira. O porque de algumas fabricantes já adotarem? Porque em ajustes é mais facil de controlar o carro em pista. Porque não colocaram em todos então? Porque cada fabricante conseguiu encontrar um ajuste fino ideal para uso.

          E porque esses ainda não possuem tração integral? Porque acrescenta peso, é necessário ter compensação e porque o acerto foi brilhante. No Brasil ninguem comenta muito, mas o Megane RS já foi recordista na pista de nurburgring. Enfim… controle é possível sim de ter, mas tudo depende do quão trabalhoso será.

          Lembre-se que há carros como Fusion, Malibu entre outros que despejam essa potencia para roda e são de tração dianteira.

          Mas como um altinho compacto (em nosso mercado) precisa ter mais de 200cv? Se precisar, esse virá com um aumento substancial de preço e niinguem pagaria por isso.

          Entretanto, exemplos de médios existem…. o proprio Equinox com o motor 2.0 turbo de 252cv…. são carros sem foco a esportividade com tração dianteira e que suportam tranquilamente (com cambio de 10 marchas inclusive).

          • Matthew

            Ok, agora você expôs com argumentos e exemplos. Realmente não tinha pensado nesses modelos citado por você, mas o que eu disse não foi de todo absurdo, talvez tenha me equivocado sobre a faixa de potência. Porque as versões mais apimentadas desses carros normalmente têm tração integral, como nos exemplos que citei anteriormente. E são diversas as variáveis envolvidas nessa questão, como peso, número de relações de marcha etc. O Equinox, embora utilize a mesma plataforma do Cruze, é um pouco mais pesado, o que anula parte da potência extra do motor de 2 litros. E mais importante que a potência na tração, é o torque. Por mais que o Peugeot tenha 270 cavalos, seu torque é de 33,6 kgfm, enquanto um motor da GM de 2 litros passa dos 40 quilos. O próprio Opel Insignia com esse motor será vendido exclusivamente com tração integral. Talvez o Buick Regal tenha a opção de tração dianteira combinada a esse motor. E caro por caro, qualquer uma dessas opções seriam praticamente inviáveis no Brasil.

      • Edson Fernandes

        Sem duvida. Além do que, se precisar ele pode destracionar.

        Mas isso não quer dizer que o carro não seja domavel ou que simplesmente o carro não fica tracionando adequadamente.

    • Gustavo73

      “Carros de tração dianteira aguentam no máximo uns 240 cavalos de potência e já o torna algo meio instável. ” Fale isso para o Civic Type R, SEAT Leon ST Cupra, Golf Clubsport, Focus ST, Megane RS…

    • Marcelo Henrique

      Segue link da versão 2.0 turbo mais bruta de fábrica: http://www.chevrolet.com/performance/crate-engines/ltg-four-cylinder

      Com um diferencial LSD e muita eletrônica é possível domar um monstro desses para que uma senhora consiga dirigir sem levar susto ou tranquinhos na troca de marcha do câmbio automático.

  • Soriani B.

    O que mais prejudica o consumidor brasileiro é a existência dos “compactos premium”, totalmente desnecessários aqui. Penso que o Brasil tem dois perfis básicos de comprador de carros pequenos: o estritamente metropolitano (que valoriza economia de combustível, facilidades como sensor de estacionamento e câmeras como as do Nissan Kicks, suspensão elevada, multimídia) e o que pega mais estrada, mais interiorano, valorizando o desempenho. Versões diferentes do mesmo carro atenderiam bem a variedade de perfis. Isso permitiria um reposicionamento dos hatches médios e até mesmo a venda de peruas compactas bem abaixo do que se pede por crossovers e minivans. Permitiria a existência das versões esportivas. Porém no Brasil as montadoras querem fazer de tudo para vender gato por lebre. A retirada de itens baratos que já equipam o carro original é um exemplo, como o ESP do Tracker.

  • mauricio

    Brasil só vem lixo

  • Ricardo

    Putz! Não deem ideia de SUVs esportivos! Era só o que me faltava!

    • Thiago Maia

      pior e ainda mais s lógica qur isso só um “sedan suv”

      • Ricardo

        Ficaria ridículo!

      • Soriani B.

        Nossas picapes cabine dupla fora de série dos anos 80/90 já eram isso rsrs

  • Leonel

    Sou apaixonado por carros e mais ainda pelos esportivos. Já tive um Gol TSI 96 (famoso Gol “bola”). Era motor 1.8, tinha bancos Recaro, molas esportivas, aro de liga leve 15″, pneus esportivos, era a coisa mais linda! rsrs…

    Mas, falando do hoje, o Brasil falta muita coisa (em tudo) na área automotiva. Eu já ficaria contente se a segurança fosse levada mais a sério e tivéssemos carros construídos realmente com qualidade. Mas se nem isso temos, imagina o resto. Complicado.

  • Fernando Bento Chaves Santana

    O Kwid é apenas mais um hatch. Deixem de palhaçada.

    • Ducar Carros

      Ele vai ser altinho para se diferenciar dos demais e justificar o preço maior.

  • Thiago Maia

    Sedan Crossover

    era só o que faltava

    aliás, a Volvo.inventou e não vendeu nada: micou!

    É uma coisa desnecessária e sem.lógica

  • Thiago Maia

    O conceito c3-aircross e do tamanho do.Cactus
    Aquele maior, o conceito vermelho é somente “aircross”e tem uns 4,5m

    Sobre o aircross brasileiro, deve ser substituído ou pelo cactus ou pelo c3-aircross (sucessor do c3picasso r parente do opel crossland)

  • Mr. Car

    A versão boa mesmo seria a versão preço justo. Não temos nenhum destes por aqui.

  • Felipe Politano

    Nem gosto de criticar à toa, mas NOSSA SENHORA que texto mal escrito. Os primeiros seis parágrafos poderiam ser resumidos em um parágrafo se o autor não ficasse remoendo a mesma idéia. Isso não é para desmerecer a capacidade do autor, mas para alertar o NA de que é necessário se esmerar também na edição, da mesma forma que se esforçam para oferecer notícias exclusivas. Um texto capenga em furo de reportagem é até perdoável, mas num artigo… não. Nós leitores esperamos mais! Abraço e sucesso!

  • Gustavo73

    Aqui estamos ficando cada vez mais limitados​. Todos os carros tem as mesmas cores, todas as versões são iguais externamente e internamente. Mas assim é mais fácil de vender, então está bom. Sobre os esportivos eles não chamam mais a atenção. Carro de “playboy” hoje é suv de “patraum” é suv, tudo é “SUV” mesmo que não sejam de fato. O que importa é a aparência.

    • fschulz84

      Exato… Nooso mercado, além de inflacionado (por diversos motivos) cria tendências e o que vem a seguir é o comportamento de manada… O que estiver na “moda” é seguido veementemente por aqueles que querem (e podem) adquirir estes modelos.

      Isso sem contar que, bastou colocar uma letrinha esportiva no modelo (mesmo que não o seja de fato) as seguradoras já ligam o caça-níquel.

      Aqui a cultura é o boca a boca… Se algum pseudo-entendido diz que “carro bom é X”, a manada vai seguir, sem nem questionar ou pesquisar a respeito do carro Y.

  • Ducar Carros

    Acho que a VW poderia testar a Variant Alltrack (bem mais simples, para não ficar tão cara) aqui (a Fiat também, com a nova Tipo SW), substituindo a jurássica Weekend. Quem sabe não agrada ? A 2008 segue uma receita semelhante, mas bem menor, e vende mais de 700/mês.

  • awatenor

    Mas se no BrÉçil até carros de cores diferentes são mal vistos e se até em países desenvolvidos a vida está ficando cinza, preto, branco e prata…imagina versões tão diferentes e “politicamente incorretas”…imagino que no futuro médio, do jeito que a amorfização da sociedade vai, a cor da moda, para tudo, vai ser cinza com variações de cinza, com cinza e cinza também…
    “Velhinho do Corsa amarelo recebe homenagem da Vauxhall após bullying” – raridade…

  • 1/2 URSO 1/2 CÃO

    Tomemos o ano de 1995 como exemplo: Tínhamos na GM, o Corsa GSI, Kadett GSI e Vectra GSI. Na ford, o Escort Xr3, Volks com gol GTi e fiat com Uno e Tempra Turbo. Bons tempos.

  • Eduardo Campos

    Uma pena que carros esportivos e beberrões sejam mais desejados do que elétricos e híbridos.
    ¯_(ツ)_/¯

  • NaoFaloComBandeirantes

    Muitos aí eu acho ótimo não existirem.
    Logan Stepway seria um vômito. E esse Renegade esportivo também não ficou legal (ao menos desse jeito aí).

  • Fabão Rocky

    É o q eu sempre comento por aqui. E qdo eu comento, os SUVmaníacos não gostam. Existe uma legião de fãs, inclusive eu, de carros esportivos, como tíhamos nos anos 90, tempo bom que não volta mais. Onde estão os sedãs médios 2 portas, as Station-Wagons, os cupês, os carros c/ tração traseira? E os fastbacks/notchbacks “tunados” de fábrica, em versões esportivas e conversíveis? Hj em dia, o esportivo q a gente vê é um bocado de adesivo fajuto de meia tigela que não serve p/ nada.
    Bons tempos os anos 90 que deixaram mtas saudades! Naquela época tínhamos mtos carros legais como: Kadett GSi e Escort XR3 c/ teto solar ou conversível; Gol GTi; Vectra GSi; Corsa GSi; Uno Turbo; Tempra Turbo; Tipo Sedicivalvole; Tigra; Santana sedã e perua Quantum; Omega sedã e perua Suprema; etc.
    Hj em dia só se vê nas ruas hatches cada dia mais quadrados e altinhos, Sedãs derivados de hatches c/ traseira mtas vezes de gosto duvidoso e uma enxurrada de SUV. Seria mto interessante se tivéssemos nas ruas Onix GSi 2 portas e Prisma GSi cupê e conversível; Gol GTi; New Fiesta XR3 cupê e conversível e Ka XR3 e Ka+ XR3 cupê e conversível;

  • Guh MDNS

    Levando em consideração o torque alto e conquistado desde o zero nos motores eletricos, a crescente necessidade de carros menos poluidores e as baterias de autonomia cada vez mais altas, seria MUITO interessante se criassem ESPORTIVOS ELÉTRICOS!!!
    Assim conseguiria “popularizar” os motores elétricos e eles fariam valer os altos preços com suas roupagens esportivas e aerodinamicas.
    Ja pensou um up!, Gol ou Golf “GTE”, ou um Onix ou Cruze Sport 6 “SSe” fazendo 5 segundos (ou menos) no 0 a 100?!?!?!
    Só minha humilde sugestão!!!

  • Marcelo Henrique

    A maioria das pessoas que converso relatam que não gostam de dirigir e querem carros confortáveis e econômicos, coisa que é natural pois o nosso trânsito é bagunçado mesmo. Só uma mixaria quer carros de verdade.
    Seguindo essa linha é perfeitamente entendível que, embora os veículos sejam caros, o brasileiro foca muito em manutenção barata, economia e conforto. Coisa que não bate muito bem com os hot hatchs e outros esportivos europeus ou americanos.

    Se o brasileiro gostasse mesmo de desempenho, 500 Abarth, 208 GT ou Sandero RS seriam campeões de venda, existiriam autódromos em cada capital (AIC, Jacarepaguá e Brasília estariam funcionando a pleno vapor), H&R e Eibach estariam sendo vendidas na loja de rodas da esquina, turbo seria fácil de regularizar e outras coisas.

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