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Volkswagen anuncia Novo Golf 8 com sistema micro-híbrido de 48 volts

Volkswagen anuncia Novo Golf 8 com sistema micro-híbrido de 48 volts

A próxima geração do Golf deverá ter um sistema micro-híbrido. Isso já estava sendo comentado nos rumores sobre o oitavo modelo do hatch médio alemão. Contudo, agora a tecnologia foi oficializada pela Volkswagen. Batizado de MHEV, a tecnologia é um meio termo entre o carro comum e um híbrido.


De acordo com a Volkswagen, o Novo Golf 2020 terá o sistema micro-híbrido nos motores EA211 Evo, que utilizam o sistema de desligamento automático de cilindro e ciclo Miller. Estes são os 1.0 TSI de 115 cavalos e 1.5 TSI com 130 ou 150 cavalos. Nos dois casos, o sistema MHEV terá bateria de lítio de 48 volts.

Volkswagen anuncia Novo Golf 8 com sistema micro-híbrido de 48 volts

O dispositivo consiste em um alternador com capacidade de tração, sendo assim usado para dar partida no motor e movimentar o carro nos primeiros metros. Um conversor de corrente contínua também faz parte do conjunto. A tecnologia MHEV do Golf 8 terá três modos de atuação.


No FMA (Freewheel, Motor Off), o propulsor é desligado quando se tira o pé do acelerador, sendo religado ao ser pressionado o pedal. No Comfort Start “Change-of-Mind-enabled”, o Golf MHEV permite transição suave e sem trancos do início da saída até a entrada do motor. A função BSG permite passar de uma para a outra sem irregularidades na dirigibilidade.

Volkswagen anuncia Novo Golf 8 com sistema micro-híbrido de 48 volts

Helmut List, especialista em mobilidade, diz: “Você não pode se dar ao luxo de deixar o motor a combustão desligado”. Ele acredita que tecnologias como essa poderão ter uma comunalidade enorme entre micro-híbridos, híbridos, híbridos plug-in e elétricos, alertando que botar todas as fichas em apenas uma tecnologia é um erro.

Volkswagen anuncia Novo Golf 8 com sistema micro-híbrido de 48 volts

A tecnologia micro-híbrida leve já é utilizada em carros do grupo, como em alguns carros da Audi. Os recentes S4 TDI, por exemplo, utilizam a mesma tecnologia, mas com uma turbina elétrica para evitar o turbo lag em baixas rotações, melhorando a performance e reduzindo a emissão.

Volkswagen anuncia Novo Golf 8 com sistema micro-híbrido de 48 volts
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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Jeanphil

    Será que o Golf 8 TSI vem pro Brasil? Qual é a previsão de lançamento?

    • Domenico Monteleone

      Se vier, provavelmente só virão GTI o GTE, perto de 200 mil

      • Eduardo 1981

        Certamente, nem se sonha com outra versão que não essa duas. Certo mesmo só a GTI.

      • Pedro Neto

        … e Golf R

      • DevXav

        Será a GTE certamente.
        Inclusive, já o vi em testes rodando na cidade de Itapetininga – SP em 2016.

  • Emygdio Carlos

    Infelizmente, tanto o novo motor 211 1,5 tsi evo quanto esse sistema híbrido de 48 volts só estará disponível aos brasileiros mortais quando for considerado uma velharia para os europeus.

    Lamentável!

  • José Castro Neto

    Uma associação dessa tecnologia ao desligamento de 2 cilindros faria uma bela economia de combustível e redução de poluentes, sem precisar desligar o motor a combustão.

    • th!nk.t4nk

      O desligamento seletivo de cilindros em si o Golf já faz há muitos anos. Ele consegue rodar com 3, 2, ou apenas 1 cilindro, dependendo da situação. O que esse sistema fará agora é trabalhar junto deixar tudo ainda mais eficiente. E há circunstâncias onde ele agora poderá desativar todos os cilindros por curtos períodos de tempo, a exemplo do Classe C.

      • Cromo

        Um cilindro funcionando apenas, em vez dos 4. Uma marcha lenta com apenas 1 cilindro funcionando seria bem mais econômica, acredito que evitaria o enriquecimento da mistura nesta fase, aí o start-stop perderia parte (ou todo) do sentido de existir.

        • th!nk.t4nk

          O melhor sistema é esse da matéria: o arranque se inicia diretamente com o motor elétrico. Na sequência é que o motor à combustao entra em cena. Nao tem enriquecimento de mistura: ele se aproveita da cinética pra iniciar o funcionamento de forma natural, como se nunca tivesse sido desligado. Isso dá uma economia enorme em congestionamentos.

  • Domenico Monteleone

    Tomara que seja um sistema confiável.

  • mjprio

    Eu acho que o grande X da questão é o preço de manutenção do sistema. Em especial das baterias. Muito me parece que sistemas como esse visam mais a atender os rigorosos limites de emissão europeus e norte-americanos ( ainda mais depois da vergonha com o dieselgate) do que efetivamente trazer economia.
    Entretanto, aqui no Brasil, onde a gasolina muitas vezes tem qualidade duvidosa e os limites de emissão nao parecem ser tão severos,acabamos ficando na dialética entre a economia do start stop e o custo de uma bateria especial.
    Vejam bem, é apenas uma opinião. Se alguém tiver outra visão da questão…

    • th!nk.t4nk

      A bateria nesse caso é de íons de lítio. Normalmente dão garantia de 8 anos nelas. Mas concordo, acaba sendo problema pro próximo que pegar esse carro. O negócio seria nacionalizar essa bateria, pelo menos, mas isso só é viável se tiver volume.

      • Ernesto

        Pouco provável para o mercado brasileiro disso acontecer. E o que seria nacionalizado seria a montagem do pack e não as células.

    • TchauQueridos

      Tem que ver até onde é viável, economizar 0,03 ml com start-stop pra cada km rodado (suposição, não sei se existem estudos sobre custo beneficio do sistema em relação ao custo de sua manutenção).
      Na hora de substituir uma bateria compatível com start-stop o cara cai de costas.
      No meu ponto de vista não tem lógica gastar mais pra economizar míseros centavos com combustível.

      • mjprio

        Como eu disse, a nossa realidade, em que o mote é a redução dos custos operacionais, carece de muito estudo para comprovar até onde esses sistemas (start stop e micro hybrid) são, de fato, viáveis pra nossa realidade. Lá na Europa, por exemplo, essa não me parece a maior preocupação. Entretanto, as questões relacionadas a emissão são muito levadas em conta. E obrigam os fabricantes a buscarem novas soluções para a redução dos poluentes.
        Só pra ilustrar o seu discurso, o preço de uma bateria para o cruze (cerca de 1800 reais na css e 1400 no paralelo) me desanimaram de comprar o modelo,em especial, se ele for usado. Ainda que ela seja trocada em uns 4 a 5 anos e que a economia trazida pelo start stop amortize o custo de uma bateria nova, seria uma conta de soma zero, sem levar em conta outros sistemas e equipamentos relacionados, o que não parece,na visão do brasileiro uma opção vantajosa

        • Guedes

          Existem baterias mais baratas. eu paguei 800 numa Moura compatível com start stop.

          • mjprio

            A questão é que existe 2 tipos de bateria pra start stop, dependendo do modelo. A do Cruze é mais cara. A da linha Fiat é mais barata por exemplo

      • Guedes

        A questão não passa só por economia de combustível, mas emissão de gases…

    • leomix leo

      Tem muito dono de carro com start/stop que não gasta na Bateria adequada na hora que precisa, pega sempre uma mais em conta, no futuro a bateria estraga mais rápido e provavelmente deve forçar o sistema pq possui um CCA baixo. Eu sempre explico isso na hora que vou vender a bateria ao cliente.

      • Guedes

        Eu troquei a bateria do meu carro com start stop recentemente. fiquei tentando a colcoar uma mais fraca, pois não uso muito start stop, mas acabei botando a indicada, morrendo em 800 reais. A bateria original durou mais de quatro anos

        • leomix leo

          Heliar AMG de 60ah? Se foi o preço está ótimo!!!

  • Louis

    Nessas hora que vejo que o Prius é relativamente barato pelo que oferece. O futuro Golf tendo que se contentar com um sistema micro hibrido (mais barato), e o Prius já é vendido há anos aqui pelo preço de Golf normal.

    • Alexandro Vieira Lopes

      automonia do prius é 20km/l e no golf gte 60km/l.
      e o golf usa sistema plug-in, além do mais o motor do golf é turbo, tem acc, autohold, e acabamento soft-touch

      por isso é bem mais caro.

      • Louis

        Não estou falando do GTE, estou falando deste micro-híbrido da matéria, não tem nada a ver com o Plug-in. Eu dirigi o Prius, consegui fazer 25km/l dentro de São Paulo com pouco trânsito.

  • FrankTesl

    Pelo menos a tecnologia Micro-Hibrido vai arquivar de vez essa coisa sem sentido que é o start-stop

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