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Volkswagen e Tata cancelam parceria para plataformas de baixo custo

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Após a constatação de que os custos não seriam tão baixos quanto o esperado, Volkswagen e Tata cancelaram proposta de parceria para o desenvolvimento de um plataforma modular de baixo custo para o mercado indiano e, porventura, outros países emergentes. Mas, diante da elevação dos gastos para criar uma sinergia de produto entre as duas empresas, o estudo para viabilizar uma parceria técnica acabou sendo cancelada, conforme anúncio oficial da Tata Motors.



Em Genebra, as duas empresas haviam assinado um memorando de entendimento para estudar a viabilidade de uma cooperação que levasse ao desenvolvimento de uma plataforma modular de baixo custo, que seria baseada no conceito da AMP, base anunciada anteriormente pela Tata Motors, mas ainda em desenvolvimento. Como o mercado indiano é suscetível às variações de preço, a Volkswagen teve a ideia de utilizar a AMP como base para uma gama de produtos regional.

Assim, esperava-se uma redução nos custos de desenvolvimento e produção de modelos dedicados ao consumidor indiano, permitindo assim preços competitivos. Isso partiu do ponto em que a engenharia da Volkswagen viu os custos da MQB A0 elevados demais para a realidade do país e mesmo o up! com sua base PQ12 ainda era caro de fazer naquele país. Então, para o negócio, a Tata Motors receberia os fundos necessários para terminar o desenvolvimento da AMP.

Diante disso, a Volkswagen pediu para que a Skoda avaliasse a AMP, a fim de saber se de fato conseguiriam reduzir os custos ao nível desejado. A marca tcheca se mostrou otimista com o que viu na base indiana, mas quando as contas foram feitas, o resultado foi € 140 milhões para adapta-la aos carros do grupo alemão. Pelo montante que havia sido estimado, os engenheiros da Skoda revelaram que seria mais viável para a VW gastar esse dinheiro na adaptação da MQB-A0 para a Índia ao invés de apostar uma plataforma que não seria sua.

Além disso, um argumento forte para essa decisão seria a independência da empresa em relação ao fabricante indiano, já que o compartilhamento resultaria em projetos futuros que poderiam não interessar ao comando de Wolfsburg. Com o fim da proposta, a Tata Motors terá de retomar sozinha o desenvolvimento da AMP e a Volkswagen terá alguns problemas para resolver no mercado local. Para a empresa, a adaptação da MQB-A0 para a Índia resultará em um novo carro apenas no final de 2019, o que é muito tempo.

Como a Índia é um mercado em crescimento e com muita concorrência, demorar demais significará prejuízo na certa. Assim, a VW terá de apoiar sua gama de produtos na atual PQ25 até o fim da década. Não se sabe se a AMP ficaria pronta bem antes disso, mas a menção sobre a demora no lançamento de um produto novo, mostra que a plataforma indiana já está bem adiantada.

[Fonte: Autocar Índia]

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