Volkswagen fecha seu maior acordo de reestruturação em 89 anos, com 50 mil novos cortes e quatro fábricas alemãs sob risco

vw wolfsburg fabrica 2
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Este é considerado o maior acordo de reestruturação da Volkswagen em 89 anos de história da montadora alemã e impactará diretamente as operações da empresa na Alemanha.

Fechado na noite desta quinta-feira, o acordo aprovado evita um conflito de interesses com os acionistas da VW; porém, o custo dos cortes de gastos da empresa será alto para os empregados.

Pelo menos 50 mil postos de trabalho serão cortados, elevando assim para um total de 100 mil empregos que serão extintos na montadora, que emprega atualmente 650 mil pessoas.

Vista aérea de um amplo complexo industrial junto a um canal, com edifícios, chaminés, vias e áreas urbanas.
Vista aérea de um complexo industrial de grande porte, com instalações fabris, chaminés, canal e áreas urbanizadas ao redor.

O mercado financeiro reagiu bem e, segundo a Reuters, as ações da VW subiram 5,9% à tarde na Europa, registrando a maior cotação dos papéis do grupo em 11 semanas.

Além dos 50 mil empregos adicionais, que serão cortados, a Volkswagen também pretende fechar quatro fábricas na Alemanha, cujos destinos ainda estão incertos.

Os acionistas gostaram do acordo por evitar uma crise ainda maior na empresa e ficaram aliviados com a capacidade da VW de tomar uma decisão positiva em meio à maior crise de sua história.

vw Autostadt Wolfsburg
vw Autostadt Wolfsburg

O motivo é que a minoria do conselho de supervisão, representado pela administração da VW, estaria em desvantagem diante de sindicatos e da Baixa Saxônia.

Nesse caso, a administração havia considerado convocar uma assembleia de acionistas para impor suas reivindicações, mas isso levaria a um conflito de partes interessadas sem precedentes.

Assim, agora a VW tem uma tarefa difícil, que será a execução do novo plano, conforme indicou um dos acionistas da empresa.

Vw Wolfsburg
Vw Wolfsburg

O acordo não é de conhecimento público em seus detalhes, então não se sabe onde serão cortados os empregos citados, mas Olivier Blume, CEO da VW, havia sugerido começar pela Alemanha.

Ele havia citado um corte de 25 mil empregos, que pode corresponder em parte ao fechamento das fábricas de Emden, Hanover, Zwickau e Neckarsulm.

Mesmo assim, o governo da Baixa Saxônia afirma que a decisão não é definitiva e busca alternativas para as plantas da região, lembrando que o estado tem 20% dos direitos de voto da Volkswagen.

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Escrito por

Ricardo de Oliveira

Com experiência de 29 anos na área automotiva, há 18 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz testes e avaliações. Suas redes sociais: Instagram, Facebook

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