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Golf GTI: leitor relata detalhes dos primeiros dois meses de uso

Golf GTI: leitor relata detalhes dos primeiros dois meses de uso

Abaixo você confere um texto de impressões do Golf GTI, enviado por um leitor e devidamente verificado através do envio de documentação do carro, comprovando que o carro em questão é mesmo do autor do texto.


Nos últimos meses muito se falou no VW Golf 7. Eu vinha desde julho acompanhando através dos sites e revistas especializadas os testes e reportagens sobre o modelo que destacavam sua dirigibilidade, acabamento, e refinamento mecânico e tecnológico.

Sou fã de veículos esportivos e sempre procurei ter modelos de bom desempenho. Minha garagem estava bem recheada com dois Jetta TSi e um Mini Cooper S, mas eu não estava totalmente contente. O Jetta é muito confortável e seu motor de 211 cv faz o trabalho direitinho, mas não tem o visual esportivo que eu gosto. O Cooper S tem um apelo visual maravilhoso e seu motor elástico aliado ao pouco peso o fazem um esportivo de respeito na categoria até R$ 150.000,00.

Só que esse é um carro para o final de semana, com sol, em pavimento bom. Utilizar o Cooper diariamente é muito cansativo, por conta da suspensão extremamente dura e da necessária atenção máxima aos buracos que podem destruir os pneus/rodas aro 17” e a saia dianteira. Aliás, o Cooper deveria vir com aqueles avisos de montanha russa no quebra-sol: Não recomendado para grávidas, cardíacos, pessoas com problemas na coluna ou com recentes restaurações dentárias.


Golf GTI: leitor relata detalhes dos primeiros dois meses de uso

Assim, quando li sobre o Golf GTi concluí que esse seria o carro “2 em 1” que substituiria um Jetta e o Cooper S, pois com o motor 2.0 turbo, visual esportivo, e suspensão “civilizada” certamente todas os requisitos estariam preenchidos.

Ao saber dos preços no lançamento do Golf GTi liguei para a concessionária e fiz um pedido firme para adquirir na versão Exclusive (intermediária) com teto solar e na cor branca. Achei os R$ 16.000,00 adicionais para a versão Premium um exagero. Afinal o Park Assist e câmera de ré não se justificam num hatch, tampouco o sensor de fadiga e bancos com ajustes elétricos não fazem falta, assim como um multimídia com 60GB e tela um pouco maior não são imprescindíveis. São perfumarias muito caras e desnecessárias para um carro que já vem bem “perfumado” em sua versão Exclusive.

Em 26 de outubro retirei o veículo da concessionária. Tinha feito um breve test drive no 1.4 TSi mas não tinha ideia da superioridade do GTi. Começando pelo acabamento, os filetes iluminados em vermelho na soleira das portas e nas portas dão sofisticação à noite no interior já ricamente iluminado por leds brancos estrategicamente distribuídos pelo painel e botões do teto e puxadores das portas.

As forrações das portas são em couro (sintético??) deixando o interior aconchegante. Os plásticos são emborrachados o que reforça a sensação de acabamento superior. Não se vê economia na cabine. Ao rodar por ruas ruins não se ouve ruídos, ao menos por enquanto, o que já é um alívio pois normalmente em quinze dias a maioria dos carros já parece um criadouro de grilos.

Golf GTI: leitor relata detalhes dos primeiros dois meses de uso

O único senão foi a instalação mambembe do inútil extintor de incêndio que a VW adapta na frente do assento do banco do passageiro. Do jeito que é colocado fica fazendo um barulho que a princípio achei que vinha do assento do banco, mas depois descobri que é a fixação deficiente. Assim, mandei fazer uma capa de carpete preto com velcro e coloquei o extintor no porta-malas, num local sobre a caixa de rodas que parece ter sido feito para ele. Resolvido o problema.

O GTi veio calçado com silenciosos pneus Dunlop e é 1,5 cm mais baixo que a versão 1.4, o que requer cuidado ao sair/entrar de shoppings e calçadas porque o risco de raspar embaixo é grande. Valetas, lombadas, e até obstáculos delimitadores de garagens requerem atenção redobrada. De toda forma é gostoso de dirigir e não passa todas as imperfeições do piso. Eventuais buracos não doem no condutor mais do que no carro.

O modo de condução que pode ser escolhido entre quatro opções (Normal, Esportivo, Ecológico, Personalizado) funciona mesmo. Sempre achei que isso seria marketing da montadora, mas o veículo realmente muda de personalidade ao apertar os botões. Cada opção reflete uma combinação de quatro parâmetros: Motor, Direção, Ar condicionado, Luz de Curva Dinâmica.

Não, o modo esportivo não vai te dar mais alguns cavalos mas vai dar a sensação que eles estão lá sim, acordados e prontos para puxar o GTi, enquanto no modo ecológico eles estão letárgicos. Tenho usado 90% do tempo no modo ecológico (Eco), já que o trânsito intenso basicamente inviabiliza os demais.

Golf GTI: leitor relata detalhes dos primeiros dois meses de uso

Assim, minha média de consumo de gasolina na cidade tem sido de 9,5km/l, enquanto com o Jetta mal passava de 6,5km/l e o Cooper S 7,0km/l. O modo Eco tem o sistema ‘roda livre’ que é como dirigir “na banguela”. Ao tirar o pé do acelerador o condutor sente de imediato o veículo rodando sem o freio motor (que fica a 1.000rpm), mas basta encostar o pé no freio que novamente as marchas são engatadas, o motor ganha giro, e ajuda a segurar a velocidade. O sistema start-stop faz sua parte nos sinaleiros. O problema é que quando ele desliga o motor o ar condicionado também para, de forma que o calor aumenta rapidamente na cabine. Se a parada for rápida não tem problema, mas se o engarrafamento for longo é melhor desligar o dispositivo através de um botão ao lado do câmbio.

No modo esportivo tudo muda, o motor fica áspero, as marchas são esticadas, o ronco do motor fica mais evidente e o escapamento fica “estourando” num “pop” surdo a cada troca de marchas. É instigante. Já os modos Normal e Personalizado são quase inúteis para mim, já que os outros dois resolvem as situações mais comuns.

Numa viagem de 670 km fiz a média de 14,0 km/l no computador de bordo. Obviamente para isso a tocada foi “dentro da lei” travando o piloto automático no limite de 110km/h (120, vá lá). Talvez pudesse ter sido até mais econômico se tivesse feito toda a viagem sem o piloto automático já que com ele acionado o sistema de roda livre não funciona. Mas está de bom tamanho.

O interessante é que, independentemente do modo escolhido, a qualquer momento é possível dar um toque na alavanca do câmbio e colocar na posição ‘S’ passando o motor para a condição esportiva despertando a cavalaria adormecida, fazendo a manobra necessária, e voltando ao modo anterior com novo toque na alavanca.

Quanto ao seguro, que sempre foi um obstáculo aos esportivos, a surpresa foi agradável porque ficou mais barato que do Jetta e muito mais barato do que o MINI Cooper S, além do que agora só pago um seguro, um IPVA, uma revisão, etc, etc.

Enfim, o carro realmente é tudo o que dizem e mais um pouco. E até minha esposa que não dá importância para carro e não sabe a diferença de um Uno para um Classic gostou. Ela, que usa o outro Jetta, já me disse que quer “herdar” esse GTi.

Por Michel Lima

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