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Volkswagen MQB: detalhes da nova plataforma modular global que estréia no Golf 2013

A Volkswagen apresentou hoje na Europa sua nova arma para dominar o mundo. Calma, não se trata de uma nova estrela da morte como o Greenpeace divulga em seus vídeos. A plataforma modular global MQB foi apresenta em seu formato real, que o consumidor não verá, mas sentirá os efeitos da nova tecnologia que a Volkswagen desenvolveu para baixar custos e padronizar sua linha de produtos.

A espinha dorsal da Volkswagen será a MQB, que tem como maior vantagem poder ser aumentada ou reduzida de tamanho conforme o modelo escolhido para ser produzido. Só vai restar ao departamento de desenvolvimento projetar o carro em questão. Várias fábricas poderão produzir vários modelos diferentes sem maiores modificações.

Com várias partes substituíveis, a plataforma MQB permite montar carros do tamanho do Gol ou mesmo do Passat. A Volkswagen apostou no reforço estrutural da nova base, que fará maior uso de aço de alta resistência, alumínio na suspensão, bem como algumas carrocerias terão partes em alumínio, como o futuro GTI.

A MQB vai permitir que a Volkswagen tenha redução em torno de 20% nos custos de produção, além da vantagem de que pode produzir mais de um modelo na mesma linha de produção. O chassi terá parte frontal, laterais, posição do assoalho e traseira adaptáveis.

Golf 2013

O primeiro modelo que chegará é a sétima geração do Golf, que dará um enorme salto tecnológico. O Golf 2013 será mais seguro, leve e sofisticado. O peso geral terá uma queda de 60 kg, embora o GTI possa chegar aos 100 kg. Motores compactos estarão em posição mais baixa no chassi, reduzindo o centro de gravidade e melhorando a dirigibilidade.

Graças aos motores mais compactos e baixo centro de gravidade, o desenho do carro ficará mais moderno e aerodinâmico, sobrando espaço para criar novos detalhes estéticos a fim de torná-lo mais agradável visualmente.

Motor e transmissão terão a oferta reduzida em 88% para poderem servir em todos os modelos. A opção de entrada será um 1.2 TSI de 85 ou 105 cv, seguido por um 1.4 TSI de 120 cv ou 140 cv. Os novos motores terão desligamento de cilindros e serão 16 kg mais leves.

O Golf 2013 ainda terá motor diesel 1.6 TDI e 2.0 TDI, com potências entre 90 cv e 190 cv. O BlueMotion terá emissão de 90 g/km de CO2 e consumo médio de 28,3 km/litro. O Golf híbrido terá motor 1.4 TSI com um elétrico de 27 cv e uma versão plug-in com 108 cv e um extraordinário consumo de 49,9 km/litro. Nesta opção, o Golf híbrido terá emissão de apenas 46 g/km de CO2. No futuro, o Golf terá um motor diesel (gerador) de 800 cm3.

Maior sofisticação

No que diz respeito à segurança e sofisticação, a plataforma MQB vai garantir a introdução de itens como alerta de mudança de faixa, frenagem automática para pedestres e veículos, acionamento prévio de cintos de segurança e fechamento das janelas em iminência de colisão, controle de cruzeiro e faróis com LED adaptativos, alerta de fadiga, frenagem automática após a primeira colisão para evitar batida na traseira, entre outros.

Além disso, um novo sistema Park Assist vai garantir mais opções de vagas para o Golf estacionar em auxílio ao motorista. Um novo controle de tração será introduzido, bem como torque vetorial em cada roda, permitindo fazer melhor as curvas.

Um sistema de multimídia interativa vai proporcionar mais diversão e funcionalidades aos ocupantes, expondo-as em telas de cinco ou oito polegadas sensíveis ao toque. A conectividade a bordo será bastante ampliada no Golf 2013, permitindo ao motorista orientar-se melhor no trânsito. Depois do Golf 2013, será a vez da Audi estrear o A3 2013 sobre a MQB e em seguida a próxima geração do Skoda Octavia.





  • Nossa, agora sim a VW mostrou as garras de quem tem a gana de ser a maior montadora do mundo. Tomara que não se esqueçam da qualidade.
    Surpreendente ler notícias como essas, imaginar como será o próximo Golf, e ir a uma concessionária por aqui e ver a nossa realidade =/
    Se pelo menos metade de tudo que foi informado na matéria chegasse por aqui, a VW seria lider de vendas e lucros em todos os nichos do mercado.

    • RafaSprenger

      Concordo plenamente contigo, espero ao menos com tudo isso que possam baixar os preços abusivos que cobram nos carros ou que mantenham o preço e coloquem mais equipamentos, não sou fan de VW mas tenho que admitir que fizeram um ótimo trabalho, espero que chegue logo por aqui tudo isso…

  • marcio233

    A idéia é boa, mas se for mais barato fazer soluções locais, vamos continuar a abrir a mala do Voyage e buscar o estepe quase no banco traseiro. Ou mandar Kombi para a Alemanha para fazer uma gambiarra para colocar AirBag em gaiola.

  • MrWaideman

    Em 2025 chega aqui no Brasil…

  • leozin112

    Se o carro vier assim para o Brasil, concerteza terá um espaço reservado para ele em minha garagem.

  • vicegag

    E aonde o Brasil entra nisto tudo????? Só comprando os importados com esta plataforma.

    • Leandro1978

      Exatamente. E agora que o acordo com o México foi para o espaço, talvez nem assim…

  • antonio_bh

    quando a volks lança uma plataforma que pode ser alongada é coisa de primeiro mundo, igual fez a nissan. Mas quando a fiat alonga e alarga a plataforma do punto e gera o linea vira punto sedan, vai entender este mercado onde muitos não sabem o que é uma funilaria de uma fabrica.

    • AutoIng

      Tudo bem, mas não é tão simples assim. No caso da Fiat houve muito improviso e adaptação pra fazer o Punto brasileiro, já que não podiam usar a plataforma Gamma por ser espólio da relação com a GM que morreu com os modelos daquela época. Aí usaram suspensão traseira do Stilo, assoalho do Palio, etc. Além disso abandonaram os aços TRIP (que na época de lançamento do Punto não eram fabricados no Brasil ainda, e nem haveria demanda suficiente pra convencer as aciarias a produzi-lo) pra utilizar alguns DP e HSLA. Aí é lógico que o resultado poderia ser questionado. Ficou "bom" mesmo assim, mas não era um projeto global mais, e sim uma adaptação (sabe-se lá como se comportaria num crash-test depois de tudo isso). Aí te pergunto: será que não merecemos mais atenção no Brasil? O mesmo vale pra VW, GM, Ford, etc. A grande maioria dos carros feitos por estas marcas aqui são adaptações, e muitas vezes "esticados" no pior sentido da palavra. É bem diferente de projetar do zero pra ser modular, com toda a tecnologia disponível lá na Europa.

      • Eduardo Palandi

        caramba, comentário nota dez. não sabia de todos esses detalhes da adaptação do Punto, nem o motivo pelo qual a plataforma Gamma europeia não foi usada por aqui. valeu!

      • PG1981

        Perfeito!

  • Leosena

    O mundo acaba antes que essas novidades cheguem ao Brasil.

  • AF1979

    Vamos aos comentários:

    1) A MQB interessa ao Brasil, por mais que não pareça por ora. Lembremos que é uma base capaz de fazer qualquer coisa de Polo a Passat. Portanto, há uma série de produtos da marca que podem ser feitos aqui;

    2) Exemplo disso está no Golf. Como uma MQB já traz em si pelo menos um carro pequeno e qualquer coisa até um Passat como potencialidade, é mais negócio fabricar aqui o Golf VII (e nessa, compartilhando peças inclusive estruturais com carros de maior volume de vendas) do que usar ferramentais superados (entendendo-se aqui os da PQ35, a base do V e do VI). Não esqueçamos também de por ora a situação ficar na base de um Golf IV concorrendo com i30 (em breve novo modelo), Focus (em breve Mk3), Cruze hatch (aqui usando a última palavra em plataforma na GM), Tiida (aqui já pensando na chegada do novo modelo), Bravo (que de qualquer maneira é mais moderno que o Golf IV) e por aí vai;

    3) De motores, que ninguém se esqueça que a família EA-211 vai ser produzida por aqui, uma vez que há um up! a ser motorizado. Assim sendo, qualquer outro MQB já chegaria com o trem de força razoavelmente amortizado, uma vez que todos os modelos VW sempre usaram os mesmos pontos de fixação para essas peças, mesmo quando eram plataformas diferentes;

    4) Ainda na história do Golf VII sendo favorecido para produção por aqui, não esqueçamos que a fábrica mexicana está mais voltada à produção de modelos para o mercado da América do Norte, sendo qualquer outra área geográfica mais um transbordo do que uma prioridade. Para a América do Norte, sedãs são mais prioritários do que hatches;

    5) Se pensarmos que hoje o Golf IV sai da mesma fábrica de onde sai o Fox, muito sentido faria uma unificação de linha de montagem que permitisse que um pequeno e um médio usassem uma mesma base e uma mesma linha de montagem;

    6) Isso não impede a realização de projetos locais, vale lembrar. Apenas o que ocorre é que se torna mais viável fazê-los sobre a base MQB em vez de desviar recursos para bases superadas, uma vez que acontece uma maior amortização de custos, visto que compartilhada com outros projetos inclusive no campo estrutural;

    7) Assim sendo, em tese compensa à VWB manter as velharias (leia-se tudo aquilo feito sobre PQ24 e PQ34, esse último também conhecido por Golf IV) por mais algum tempo para que os sucessores já sejam feitos sobre a MQB. Obviamente que nessa, provavelmente o Golf seria o primeiro a ser substituído, uma vez que já três gerações atrasado.

    Por isso, peço que o pessoal dê uma olhada atenta nessa história toda da MQB, pois é destino natural também para a VWB, analisando friamente a coisa toda, ainda mais pensando nos aumentos de custo dos projetos por causa das novas exigências de segurança.

    • AutoIng

      Vale lembrar que novos Polo e Golf estão prometidos pra cá (2013, 2014). Tem ainda Audi A3 nessa salada se quiserem voltar pro Brasil, pois fábrica já tem prontinha em São José dos Pinhais (Curitiba), PR. Se a VW quiser, dá pra fazer sem tanto esforço! É só querer.

      • AF1979

        Intrinsecamente a coisa fica mais fácil, pois imaginando-se que o Golf VII seja fabricado aqui, o resto seria na base de ir trocando módulos até se conseguir o tamanho e as especificações desejadas.

        • PG1981

          Acho que a VW deveria fabricar logo aqui o Polo/Golf/Jetta novos! Ganharia prestígio e a liderança!

    • BillJr

      E lembrando que as chances de o Golf VII ser fabricado aqui aumentam (ou não) com a ameaça de suspensão do acordo automotivo entre Brasil e México. O Brasil tem capacidade pra fazer coisa melhor que esses "maravilhosos" compactos…

  • Eddu13

    E o Golf quando virá um novo?

  • MuriloSoares

    Essa é a tendência, isso já existe, só que em menor proporção!!

  • daniel_5

    aos entendidos ai que sabem bastante sobre os vw ,vcs sabem se a vw esta preparando cabeçotes 16v para o motor 1.6 e 2.0?
    e para a amarok que motor será usada numa versão cabine simples gasolina, que é a que as concorrentes mais vendem?

  • F_F_

    se vier pro Braçil vão dar um jeito de tirar o aço de alta resistência e o alumínio da jogada… vão substituir por aço padrão…

  • DiMais

    só tem uma coisa, quando outras montadoras fazem um carro sobre a plataforma alongada de outro é considerado gambiarra… entretanto quando é a VW… enfim, é a sacada mais inteligente que eles poderiam fazer na padronização de peças, linhas de montagem, produtos, pena que Brasil….

  • Renato_Valente

    Ano que vem, chega no Brasil, kakakakakaka….

  • PKuster

    Não acredito que agora com essa plataforma única e variável, a Volkswagen não comece a atualizar sua linha de produtos no Brasil, começando pelo modelos mundiais Polo e Golf VII – produzindo-os em nosso País. Será que virá com a mesma fala de sempre, que "não é viável financeiramente produzi-los no Brasil" e continuar a nos empurrar suas eternas velharias ? E se o acordo comercial com o México for mesmo rompido, como está ameaçando o Governo ? Acorda Volkswagen !

  • Piemonte

    Nossa!!! Baixo custo é com o Brasil mesmo!!! Isso é sinal que finalmente a VW vai baixar os preços absurdos de suas carroças, e poderemos comprar Gol g6 por 20mil reais!

  • Vitão

    Com isso a VW reduz o custo, o lucro aumenta, mas o preço final continua o msm…..

    Pra brasileiro vai mudar NADA……

  • kohlsgreen

    Volkswagen se baseando no passado para fazer o futuro, se voces voltarem na historia, e a mesma coisa ela faziam com a plataforma/chassis do Fusca. Só nos resta aguardar para ver se vamos pagar peças de Gol com valor de peças de Passat ou peças de Passat com mesmo preço das de Gol.



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