
A crise financeira que atinge a Volkswagen pode provocar grandes mudanças no conglomerado criado pela montadora alemã, e uma das causas pode ser o fim da marca espanhola Seat.
Segundo o jornal alemão WirtschaftsWoche, duras medidas para reduzir os custos da Volkswagen podem levar ao encerramento da marca nascida na península ibérica.
O fim da Seat já teria sido definido pela Volkswagen com data planejada: 2029. Até o final do último ano da década, a famosa marca da Espanha se tornará algo do passado.

Com a aposta na Cupra, que surgiu da própria Seat, a VW deve manter pelo menos uma marca de origem espanhola, focada em carros de desempenho e estilo, no lugar da popular.
Tendo registrado perdas na China e uma guerra com as marcas chinesas na Europa, a Volkswagen precisa cortar os custos ao máximo para sobreviver.
O plano é encerrar fábricas, cortar 100 mil postos de trabalho e ainda reorganizar as 11 marcas do grupo, algo que deve impactar muitas delas negativamente.

O fim da Seat não é algo novo… Há alguns anos, rumores de que a marca espanhola seria encerrada ganharam força, ainda mais com o surgimento da Cupra.
A ideia era que a Seat se mantivesse como uma marca de mobilidade, longe dos carros, com bicicletas, scooters e patinetes elétricos.
Enquanto isso, a Cupra assumiria como a principal marca nacional de carros da Espanha, apoiando-se em parte da estrutura da Seat.

Mas o projeto não deu muito certo e a Seat continuou, mesmo tendo recebido carros de geração antiga da Audi e também fornecido modelos para a chinesa Jetta.
Sediada em Martorell, na Catalunha, a Seat emprega atualmente 13 mil pessoas e possui um portfólio com cinco modelos: Ibiza, Arona, Ateca, Leon e Leon Sportstourer.
Estes dois últimos são compartilhados com a marca Cupra, cujo portfólio já é maior que o da marca mãe: Raval, Tavascan, Born, Terramar e Formentor, além dos dois modelos do Leon.
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