Volkswagen será retirada do Euro Stoxx 50 e dará lugar à Nokia; perda de espaço da gigante aumenta a cada semana

Parte traseira de um veículo Volkswagen preto, com logotipo cromado central e lanternas traseiras vermelhas.
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A perda de espaço da Volkswagen ganhou um símbolo particularmente forte na Europa: a fabricante alemã será retirada do Euro Stoxx 50 e dará lugar à Nokia.

A mudança entra em vigor em 21 de setembro e retira a Volkswagen do principal índice de referência das grandes empresas da zona do euro.

Segundo a Bloomberg, a Nokia ocupará a vaga deixada pela montadora, marcando o retorno da companhia finlandesa de telecomunicações ao grupo das 50 empresas selecionadas.

A saída representa mais do que uma simples alteração técnica, porque acontece justamente durante um período de forte pressão sobre as ações e os resultados da Volkswagen.

Depois da mudança, apenas BMW, Mercedes-Benz e Ferrari continuarão representando diretamente o setor automotivo dentro do Euro Stoxx 50.

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A exclusão ocorre após um período de desempenho fraco das ações da Volkswagen, pressionadas por dificuldades na China, transição para EVs e competição crescente.

Tarifas nos Estados Unidos também pesam sobre o grupo, enquanto fabricantes chinesas ganham força tanto no mercado doméstico da Volkswagen quanto dentro da própria Europa.

A substituição pela Nokia se torna ainda mais simbólica porque acontece quando a Volkswagen discute internamente como reduzir sua estrutura industrial e recuperar rentabilidade.

A administração pretende diminuir a capacidade anual de produção de aproximadamente 12 milhões para cerca de 9 milhões de veículos, volume mais próximo da fabricação atual.

Também estão em discussão cortes no número de versões oferecidas e uma ampla reorganização de fábricas, empregos e investimentos ao longo dos próximos anos.

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Quatro unidades alemãs aparecem entre as principais candidatas a encerrar produção, começando por Emden e Zwickau em 2031, segundo informações divulgadas anteriormente.

Hanover poderia deixar de produzir veículos em 2032, enquanto a fábrica da Audi em Neckarsulm aparece nos planos com possível encerramento da produção em 2034.

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Essas quatro fábricas empregam atualmente dezenas de milhares de pessoas, tornando qualquer decisão sobre capacidade industrial particularmente sensível dentro da estrutura de governança do grupo.

A Volkswagen já havia acertado a eliminação de 50.000 postos entre Volkswagen, Audi e Porsche, mas novas reduções também passaram a ser discutidas internamente.

O CEO Oliver Blume teria informado funcionários em agosto que mais 25.000 posições precisariam desaparecer na Alemanha, além de outras 25.000 fora do país.

Caso todas essas medidas avancem, o total potencial de reduções poderia chegar a 100.000 posições dentro da reorganização mais ampla conduzida pelo grupo.

A proposta, porém, encontra resistência dentro do conselho de supervisão, onde representantes dos empregados e o estado da Baixa Saxônia exercem influência significativa.

A Baixa Saxônia controla 20% dos direitos de voto da Volkswagen, fator que ajuda a explicar por que mudanças profundas dependem de negociações internas complexas.

Uma proposta anterior de reestruturação não avançou em julho, e a direção deve fazer uma nova tentativa durante a reunião marcada para 4 de setembro.

Se novamente não conseguir aprovação, a administração poderá convocar uma assembleia extraordinária e levar diretamente aos acionistas as medidas que pretende implementar.

Nesse contexto, a saída do Euro Stoxx 50 não é o maior desafio da Volkswagen, mas funciona como um retrato visível da deterioração recente.

A Nokia assumir esse espaço reforça a percepção de mudança entre setores e empresas de maior peso financeiro dentro do mercado europeu de ações.

A Stellantis já havia enfrentado situação semelhante no ano passado, mostrando que fabricantes tradicionais estão perdendo presença até mesmo nos principais índices acionários europeus.

Para a Volkswagen, porém, o momento torna a substituição especialmente significativa, pois ela coincide com cortes, revisão de capacidade e uma disputa interna sobre seu futuro.

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Escrito por

Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Sua rede social: Facebook

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