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Volkswagen: todos os modelos serão eletrificados em 2030

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Há 13 anos, a Volkswagen estava mergulhada no “Das Auto” e isso significa que o céu era o limite para o fabricante de Wolfsburg. Agora, a montadora germânica promete algo bem diferente para os próximos 13 anos. De lá para cá, as coisas mudaram drasticamente para a marca, mais precisamente a partir de 2015, quando o “11 de setembro” da VW caiu num dia 18, quase dois anos atrás.



O mega escândalo das emissões fraudulentas de óxido de nitrogênio em motores diesel – comparado ao Watergate americano – abalou a credibilidade da Volkswagen e colocou a indústria automotiva germânica sob suspeita, posteriormente. Em realidade, os principais fabricantes de carros diesel foram arrastados pelo impacto sobre o Clean Diesel, que surgira pouco antes como uma alternativa eficaz e limpa aos tradicionais carros com motor a gasolina nos EUA.

Logo de cara, 475 mil TDIs se tornaram vítimas do software ilegal, que manipulava a emissão de NOx quando em teste. Poucos escaparam ao crivo implacável do governo americano, que apontou outros 85 mil de luxo, incluindo a desejada Porsche. Logo, descobriu-se que não eram só meio milhão de carros nos states, mas 11 milhões em todo o mundo, sendo 8 milhões só na Europa Ocidental. Bom, os efeitos são conhecidos e mesmo quem não estava envolvido diretamente com a VW, acabou descoberto na Lava Jato do Dieselgate.

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A conta? Cerca de 20 bilhões de euros reservados pela Volkswagen para limpar a sujeira deixada pelo óxido de azoto. O valor deve subir ainda mais, mas ele serve de referência para uma virada de mesa decorrente do desabamento da casa, causado pelo Dieselgate. Numa verdadeira caça às bruxas, a VW teve que buscar os culpados e mudar completamente sua estratégia para o futuro. O TDI virou vilão e o I.D. surgiu como salvação.

É apoiando-se neste último que a maior montadora do mundo quer pagar pelos seus pecados e definitivamente se tornar limpa diante do mercado. Com pouco mais do valor dos custos do Dieselgate, a Volkswagen quer ampliar a mobilidade eletrônica nos próximos anos e estar em sintonia com a nova realidade do mercado automotivo na próxima década.

Para dar sustentabilidade à radical mudança de filosofia, a empresa quer aplicar 50 bilhões de euros em baterias de lítio, fundamentais para atender a demanda para 2025, ano em que o grupo alemão quer ter 3 milhões de carros elétricos emplacados anualmente. Com o plano “Roadmap E”, a Volks promete 80 modelos verdes naquele ano, sendo 50 elétricos puros e 30 híbridos plug-in, mas o objetivo é ter todos os 300 modelos esperados para 2030 com versões eletrificadas.

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Toda essa gama será sustentada por apenas duas plataformas elétricas. Fábricas, mão de obra e infraestrutura estarão adaptadas para essa nova realidade. Na produção de baterias, a VW não recorrerá à produção própria, contratando fornecedoras sul-coreanas. Além disso, a montadora busca o desenvolvimento da bateria de estado sólido, que possibilitará maior densidade e menor tempo de recarga.

Ainda que todo carro do grupo VW será eletrificado em 2030, a companhia por ora defende seus motores convencionais, especialmente os diesel, dizendo que são os mais limpos da Europa e que atendem perfeitamente ao Euro 6. A empresa promete introduzir o sistema SCR (Redução Catalítica Seletiva) em todos seus motores diesel e filtro de partículas nos propulsores a gasolina. Para 2019, a empresa anuncia uma nova geração de motores e a ampliação do uso de combustíveis sintéticos a partir de energias alternativas, como já em uso na Audi.

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