
A Volkswagen Tukan está mostrando sua cara, ou quase… A nova picape leve da marca alemã quer ser protagonista no mercado de comerciais leves e suceder de fato a Saveiro, atual vice-campeã de vendas no segmento.
A missão por si só já não é fácil, pois a Saveiro vem se destacando em vendas desde tempos imemoriais, quando ainda era “quadrada” e após várias gerações, quer o merecido descanso.
No caso da Tukan, a tarefa de herdar o lugar da Saveiro significa oferecer mais do que a atual picape leve e assim conquistar seus clientes fiéis, bem como novos entrantes no segmento na marca.
Então, olhando bem para o que foi revelado, a Tukan sobe um degrau acima da velha picape, com porte semelhante ao da Chevrolet Montana.
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Aliás, ela parece bastante em forma básica à picape leve da General Motors, mas terá de vender bem mais do que o modelo feito em São Caetano do Sul se quiser bater de frente com o alvo de toda essa distinção para a Saveiro, a Fiat Strada.
A líder de mercado já não conhecia rival antes da atual geração e após, disparou como uma bala, convertendo-se no veículo de quatro rodas mais emplacado no país.
Para vencê-la ou tentar a sorte, a Tukan aposta na mesma solução, a velha suspensão traseira por eixo rígido com feixe de molas, sendo isso algo novo na VW.
Com foco na robustez, a Tukan fará bem mais uso dela na versão de cabine simples, já comentada no mercado, que deve assumir grandes volumes para se colocar como uma alternativa tão confiável quanto a Strada.
Tendo um layout inspirado no Tera – que já falamos que não nasceu “ondulado” para ser filho único – a Tukan terá um pouco mais de personalidade na expressão de sua frente com faróis full LED, enquanto na traseira podemos notar lanternas verticais parcialmente envolventes.
Obviamente elas terão filamentos de LED em arco para fechar a visão do observador na tampa da caçamba, que também deve dispor de contrapeso para suavizar sua abertura e fechamento como na Saveiro.
O nome Tukan moldado na peça reforça também a importância do produto na VW, que certamente já está preparada para um aumento expressivo da produção em São José dos Pinhais.
Além disso, o que se observa é um assoalho do compartimento de carga rebaixado, sugerindo um volume provavelmente pouco superior aos 844 litros da Strada.

A nova suspensão favorece essa ampliação do volume, ainda mais num carro que deve medir acima dos 4,72 m da Montana, podendo chegar perto de 4,80 m.
O entre eixos também deve ficar na mesma casa, ou seja, lá pelos 2,80 m ou pouco mais. Com estepe externo, sob a caçamba, a Tukan terá um volume interno ainda maior na versão “CS”.
Já a capacidade de carga deve exceder os 650 kg da Strada cabine dupla, uma vez que a missão é superar a rival, que é menor, diga-se de passagem.
Por dentro, o painel deve adicionar elementos exclusivos, especialmente nos difusores de ar e linhas do painel, com as portas adicionando formas às entradas que já conhecemos no Tera. Então, podemos esperar pelos apoios de braço pronunciados.
Com cluster digital de 8 polegadas e a VW Play de 10 polegadas, a Tukan estará em dia com a gama VW, com uma cabine finalmente mais generosa que a da Saveiro Extreme, por exemplo. Apoios de cabeça integrais do Tera dariam jovialidade ao produto.
Na composição da oferta, a versão Robust deve continuar focando em trabalho, com custo-benefício apoiado pelo motor 1.0 TSI de até 116 cavalos, eliminando assim o 1.6 MSI. A caixa manual de cinco marchas assume o controle.
Uma versão intermediária com o mesmo propulsor, mas com melhor conteúdo, rodas exclusivas e acabamento acima, utilizará provavelmente o 1.0 TSI com até 128 cavalos e transmissão automática de seis marchas.
Aí, então, surge a Tukan Extreme com motor 1.5 TSIe de 150 cavalos, com sistema MHEV de 48V e um pacote de itens mais generoso, inclusive no acabamento. A partir daí, a VW terá mais liberdade para explorar possíveis outras versões. Claro, aqui considerando apenas a cabine dupla.
Com tudo isso e mais, a Volkswagen Tukan parece ter tudo para suceder com mais volume a Saveiro, repetindo o feito do Polo em relação ao Gol, além da própria dupla Tera e T-Cross, que apresentam números de vendas expressivos. Mas, será ela capaz de vencer o veículo mais vendido do país?
Naturalmente, a Fiat não ficará apenas observando e já prepara a picape leve derivada do Novo Argo, o Grande Panda brasileiro. Ela também migrará para o mesmo porte e não deve poupar eletrificação para impedir o fim de seu reinado entre as picapes.
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