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Volkswagen up!: próxima geração pode mudar radicalmente na Europa

volkswagen-up-2016-1 Volkswagen up!: próxima geração pode mudar radicalmente na Europa

De acordo com o site Auto Express, o chefe da Volkswagen Herbert Diess, teria admitido que a empresa está estudando um novo destino para a subcompacto de entrada na Europa. A questão principal é a rentabilidade, que não estaria atingindo o nível aceitável no cenário do velho continente.



Mesmo com os irmãos Seat Mii e Skoda Citigo, o Volkswagen up! não está correspondendo ao esperado em termos de lucratividade, ainda mais com a pressão ambiental sobre os fabricantes de veículos na Europa. Por conta disso, a próxima geração deve ter mudanças radicais no projeto, o que poderia levar até a uma mudança de segmento, quem sabe.

Diess, ao ser questionado, descartou qualquer intenção de uso da plataforma modular MQB-A0 no próximo up!. O motivo é que a arquitetura é muito grande para as pretensões do subcompacto, por isso o Polo e outros ficaram maiores que suas gerações anteriores. Ele diz ser muito difícil tal adaptação. Para termos uma ideia, o entre eixos básico da MQB menor é 2,56 m ante os 2,42 m da PQ12, que provavelmente seguirá adiante. Não há outra opção conhecida, visto também que a parceria com a Tata Motors fracassou.

O CEO da VW disse que o up! funciona muito bem em outras regiões (estaria se referindo ao Brasil?), mas na Europa, os custos para detenção da emissão de CO2 eleva os custos gerais e o modelo precisa corresponder em termos de lucratividade. O problema é que nesse caso, o subcompacto precisa ter um preço competitivo para manter a aceitação, mas esse valor não mais atende à margem necessária.

Por lá, o up! é vendido conforme sua proposta e isso significa usar motor 1.0 MPI de apenas 60 cv na opção de entrada, mas também tem a liberdade de oferecer um GTI com propulsor 1.0 TSI de 115 cv. Mas, para termos uma ideia de custos, o modelo (e seus irmãos) até hoje não dispõe de uma versão diesel.

Não por falta de tecnologia, mas a causa é o custo proibitivo de introdução de motor mais limpo, fato que já é conhecido no mercado europeu, onde se prevê o fim de motores diesel em compactos para os próximos três ou quatro anos. Redução de CO2 e especialmente de NOx obriga a um custo elevado em comparação com o que o produto precisa custar.

No caso do up!, já circula pela Europa o rumor do projeto T-Track, que seria um pequeno SUV derivado do modelo atual, compartilhando com este a plataforma. Como os utilitários esportivos estão em evidência e algumas marcas já começaram a entrar na faixa dos 4 metros, como a Honda com o WR-V e a Peugeot com um crossover menor que o 2008, que pode ser chamado de 1008, então esse caminho seria interessante para o up!, que ficaria abaixo dos T-Cross/T-Roc. Por aqui, essa mudança também seria interessante.

[Fonte: Auto Express]

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