História Sedãs Volvo

Volvo S60: história, gerações, anos, motores, equipamentos (detalhes)

Volvo S60: história, gerações, anos, motores, equipamentos (detalhes)

O Volvo S60 é um sedã médio de luxo fabricante pelo famoso construtor sueco, conhecido também por seus bons caminhões e ônibus, estando agora em sua terceira geração. Um dos mais bem-sucedidos produtos nórdicos, o modelo em breve desembarca no Brasil em sua variante mais recente.


Ao longo dos anos, o Volvo S60 passou de um sóbrio e conservador sedã premium para algo mais ousado e disruptivo, chegando mesmo a iniciar uma mudança em mercados como o norte-americano, onde foi um dos primeiros carros feitos na China a desembarcar na “América”.

Volvo S60: história, gerações, anos, motores, equipamentos (detalhes)

Também quis cruzar a fronteira o segmento de sedãs ao buscar um pouco mais de aventura na forma do Cross Country, algo incomum em qualquer marca e de faixas de preço diversificadas. Desde o primeiro até o recente, o Volvo S60 migrou de uma ampla oferta de motores e combustíveis para a unificação de propulsor e a eliminação do tão importante diesel.


No Brasil, as duas gerações anteriores são consideradas carros de nicho, em especial a primeira, rara de se ver nas ruas. Ainda assim, o Volvo S60 é um dos carros de luxo mais exclusivos no que diz respeito ao projeto e engenharia.

Com acabamento sempre primoroso e características bem europeias, o modelo sempre atraiu olhares.

O nascimento do Volvo S60

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Até os anos 90, a Volvo havia mantido seu peculiar estilo de formas bem quadradas, que ainda hoje atraem os entusiastas, especialmente das peruas da marca. Isso funcionou bem durante décadas, pois as linhas retas reproduziam a robustez e confiabilidade mecânica de seus carros, embora houvesse a elegância no passado de modelos como o P1800.

Para enfrentar o BMW Série 3 E46 no começo dos anos 2000, assim como o W203 (Classe C) da Mercedes e o Audi A4 de segunda geração, a Volvo teve que buscar um desenho mais fluido e elegante, mas sem deixar de lado o DNA de robustez e segurança que sempre primaram os produtos da marca.

Com uma mudanças de nomenclatura, a Volvo iniciou o século 21 de cara nova, com o Volvo S60 como um dos expoentes dessa virada. Na época sob o guarda-chuva da Ford, que no futuro viria a surpreender o mercado com a venda da sueca para a chinesa Geely, o sedã surgiu como um modelo médio bem atraente.

Design

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Feito sobre a plataforma P2 da Volvo, que em realidade era uma variante modificada da Ford D3, o Volvo S60 tinha a mesma base do S80 da época, que era o topo de linha e isso viria marca a semelhança entre ambos até os dias atuais. Ele chegou a ter versão policial na Suécia e Reino Unido.

Feito apenas como um sedã, o modelo originalmente surgiu com 4,581 m de comprimento, 1,813 m de largura, 1,433 m de altura e 2,713 m de entre eixos. O Volvo S60 chama atenção por seu teto curvado, quase como de um cupê, mas criado sobre uma base larga e robusta.

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Era baixo e largo, tendo faróis duplos com máscara negra e até limpador com lavador, por causa da neve no norte da Europa. A grade era pequena e proeminente, ostentando o friso inclinado e o logotipo bem “masculino” da Volvo.

O para-choque tinha protetor preto na parte superior e faróis de neblina circulares abaixo, além de grade inferior pequena.

Da grade nasciam vincos fortes e bem pronunciados que davam mais largura e passavam segurança visual, sendo uma característica que o Volvo S60 não exploraria nas gerações seguintes. Dessa forma, a cabine parecia mais protegida.

Na traseira, essa proeminência ficava ainda mais acentuada e marcava fortemente o desenho das lanternas.

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A tampa do porta-mala ficava assim mais elevada que estas e obrigava um corte no para-choque para que o vão de abertura fosse maior. O Volvo S60 ainda tinha colunas C bem inclinadas sobre as portas e janelas traseiras.

Como se fossem dois carros em um só, o sedã exibia por dentro um desenho mais sóbrio que o exterior.

Com bom espaço para a época, o Volvo S60 do começo dos anos 2000 vinha com bancos bem envolventes e com toda a proteção que se exigia na ocasião e um pouco mais. Apresentando grande profusão de botões e comandos físicos, como eram nórdicos e alemães até então, o sedã tinha cluster analógico e bem funcional, sem grandes invenções.

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O volante de múltiplas regulagens vinha com comandos de piloto automático e do sistema de som, que era embutido no desenho do painel. Vinha com CD player e display em verde, assim como os vistos no painel de instrumentos.

Havia um sistema de telefonia com tecladas completas no conjunto, assim como ar condicionado automático e vidros elétricos logo abaixo.

Mas o que chamava atenção no Volvo S60 era a alavanca de câmbio, que ficava presa sobre uma base móvel metalizada. Não, não era o câmbio automático da marca, mas o manual! As posições de marcha ficavam no pomo de couro costurado e em baixo revelo na base do túnel, que também cobria porta-copos e outros espaços até o apoio de braço central.

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Era ago bem disruptivo para a época, pois o Volvo S60 com câmbio automático tinha alavanca com capa e seletor na base, tudo sem alarde. O item (no caso o manual) não era uma exclusividade do sedã, pois era oferecido nos V70 e XC90 da mesma época, com o qual o S60 compartilhava plataforma e outros componentes.

Freios ABS, controles de tração e estabilidade, múltiplos airbags, cintos completos e tensionáveis, diversos alertas de segurança, entre outros, eram oferecidos pelo Volvo S60.

O sedã permaneceu oito anos no mercado e apenas teve pequenos retoques, sendo que a mudança mais profunda era um S60 R pouco agressivo, apesar de seu motor enorme.

Cinco cilindros

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O Volvo S60 da primeira geração usou a linha de motores da marca, chamada Modular. Ela é muito complexa e pode mesmo confundir até mesmo quem acha que conhece bem a sueca. Mas, por sorte, o sedã iniciou a carreira apenas com um cinco cilindros em linha, montado em transversal junto com o câmbio.

A série B52 basicamente era composta de um 2.4 aspirado com 140 ou 170 cavalos na linha de entrada, seguido pelo 2.0 Turbo de 163 ou 180 cavalos (o qual o NA já testou, mas noutra geração). Então havia o 2.4 Turbo com 200 cavalos. A partir de 2004, o novo 2.5 Turbo assumiu com 210 cavalos.

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O Volvo S60 T5 apareceu como proposta esportiva logo no início e tinha um 2.3 Turbo com 250 cavalos, que em 2005 foi trocado pelo 2.4 Turbo de 260 cavalos. Mas, a sensação era o S60 R com um cinco em linha 2.5 Turbo de 300 cavalos e 40,8 kgfm no manual, pois o automático de 5 marchas era limitado em 35,7 kgfm.

Mas isso mudou no automático de 6 marchas, que passou a ter a mesma força do manual. Aliás, o Volvo S60 R tinha tração nas quatro rodas com sistema da Haldex e vinha com um sistema de controle dinâmico do chassi, que realçava sua performance. A suspensão adaptativa tinha amortecedores esportivos da Öhlins.

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No diesel, o Volvo S60 teve duas versões do motor 2.4 com potências entre 130 e 185 cavalos, além de uma versão 2.4 com GNV ou GPL, cada uma com 140 cavalos. Essa geração foi feita de 2001 a 2009. Aqui, tivemos versões T4 com motor 2.0 Turbo de 180 cavalos e T5 com o 2.3 de 250 cavalos.

Volvo S60 – segunda geração

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Se o Volvo S60 em sua primeira geração já era um carro interessante, na segunda, ele passou a exercer uma atração muito maior. É que o modelo surgiu com um estilo “arrebatador” que pode ser considerado o melhor até hoje, mesmo com a nova geração.

Bem fluida, a carroceria era esculpida para dar mais leveza ao conjunto e funcionou muito bem, especialmente no XC60, que era o SUV aparentado com o Volvo S60. Aliás, essa geração foi feliz também com a chegada da perua V60.

O novo sedã manteve a produção na Suécia, Bélgica e Malásia, mas a China passou a fazer parte da lista nessa geração, sob a Geely.

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A frente passou a ser em cunha e com faróis amendoados, sempre com uma luz diurna em LED na protuberância da grade, que ganhou contornos mais suaves, além de maior dimensão. O para-choque era bem envolvente e aerodinâmico, sem protetores aparentes.

O teto continuava curvado como num cupê, mas agora suavizado e com traseira mais curta.

As maçanetas deixaram de ser embutidas e ficaram convencionais, enquanto as lanternas traseiras ganhavam um prolongamento sobre a tampa.

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O para-choque se fundia com o desenho do carro, criando um Volvo S60 realmente bem jovial. Escapes duplos ou separados podiam ser observados na parte inferior do protetor. A antena tipo barbatana também contribuía para o visual agradável do modelo.

Por dentro, o segundo Volvo S60 se mostrou mais interessante que o primeiro. O painel tinha materiais mais nobres e agora contava com partida por botão na própria chave, que encaixava num slot no conjunto.

O cluster tinha dois mostradores com displays digitais coloridos dentro de cada um.

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Uma tela de multimídia ficava isolada na parte superior e até parecia ter saído dos anos 80, mas era bem moderna e vinha com o sistema Sensus, com conexão à rede e serviços online. O Volvo S60 sempre contou com o concierge da Volvo Call e tinha botão de SOS em caso de emergência.

Já o console “suspenso” tinha um elemento vazado atrás, além de base metalizada com ar condicionado dual zone com comandos intuitivos e também circulares, bem como um teclado para discagem de telefonia e diversos sistemas auxiliares.

O Volvo S60 vinha com a tecnologia City Safety, que é a detecção de pedestres e ciclistas com frenagem automática, algo hoje obrigatório na Europa.

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Bem requintado e elegante, o Volvo S60 tinha mescla de tons, couros e metais que realmente surpreendia, assim como bancos confortáveis e envolventes, cujos apoios de cabeça eram bem estilizados. Cheio de segurança, vinha com o sistema SIPS que, em caso de tendência ao capotar, por exemplo, “tranca” os ocupantes nos assentos por meio dos cintos.

Com a venda para a Geely, a Volvo passou a experimentar mais coisas. O S60 já era feito na China e lá ganhou a versão longa S60L. Nessa época, sofreu facelift com redesenho dos faróis e ampliação da grade.

Os para-choques também foram refeitos. O cluster passou a ser digital e configurável.

Volvo S60: história, gerações, anos, motores, equipamentos (detalhes)

O Volvo S60 atualizado surpreendeu também os clientes com uma versão aventureira Cross Country na Europa. Foi um dos primeiros sedãs atuais com essa proposta, hoje ainda com poucas ofertas no mundo.

Seis em linha de lado?

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Feito sobre a plataforma P3 da Volvo – aparentada com a Ford – o S60 da segunda geração media 4,628 m de comprimento, 1,825 m de largura, 1,484 m de altura e 2,776 m de entre eixos. Apesar de ser maior, o modelo tinha porta-malas menor: 380 contra 424 litros da primeira geração. Era o New Civic de luxo da época.

O Volvo S60 ganhou então motores “FoMoCo” 1.6 GTDI (EcoBoost) com 150 ou 180 cavalos (já testado pelo NA), além do 2.0 com 203 cavalos. Essa foi a contribuição da Ford. Ainda com quatro cilindros, o atual Drive-E chegou com 245, 306 ou 367 cavalos (Polestar).

Mas, o velho Modular 2.5 Turbo de 254 cavalos se manteve. No diesel, tinha motores 1.6, 2.0 e 2.4, este último de 5 cilindros, indo de 114 a 224 cavalos. Ganhou também versão Twin Engine híbrida no S60L.

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A sensação no começo, porém, foi o Modular 3.0 de seis cilindros em linha e montado em transversal! Entregava 305 cavalos e 44,7 kgfm na versão mais mansa, tendo variantes de 329 ou 351 cavalos (Polestar).

Com elevado consumo, o Volvo S60 T6 chegou ao Brasil, indo de 0 a 100 km/h em 6,5 segundos e com máxima de 250 km/h (foi experimentado pelo NA).

Volvo S60 – terceira geração

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Lançado em 2018, o Volvo S60 de terceira geração trocou as bases P2/3 de origem Ford pela escalável SPA.

Feito à semelhança da perua V60 (recente no mercado nacional) e XC60 (também vendido aqui), o sedã é unicamente feito nos EUA e mede 4,761 m de comprimento, 1,850 m de largura, 1,431 m de altura e 2,872 m de entre eixos.

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É tão recente que ainda nem tem câmbio automático de 8 marchas da Aisin, sendo centrado exclusivamente na versão a gasolina do Drive-E com 254 cavalos e no híbrido plug-in T8 com 320 cavalos.

Seu estilo chama atenção pelos faróis com LEDs em “T” (apelidado de Martelo de Thor) e linhas bem expressivas, tendo lanternas em LED num desenho de “C” duplo.

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Por dentro, a multimídia Sensus vem num “tablet” e o cluster é digital com tela de 12,3 polegadas. O volante de três raios bem comportado e alavanca por botão de cristal no T8 são algumas das características desse novo Volvo S60.

Em tecnologia, vem com o Pilot Assist, que permite controlar direção, freios e aceleração de forma semiautônoma até 130 km/h.

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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Bruno Silva

    A nova geração ficou belíssima, mas meu coração ainda fica com a Série 3. É bom ver a Volvo alçando novos voos e brigando de quase de igual pra igual com o trio alemão.

    • André

      Já ouvi falar que Volvo é semi-premium ou que briga quase de igual com o trio alemão. Eu descordo. Não vejo onde um XC90 ou um XC60 não possa ser 100% premium. Volvo é referencia em segurança, tecnologia, desempenho, economia, conforto, acabamento. Apenas que os carros Volvo tem a pegada da racionalidade sueca, que pode não ser bem interpretada por todos.

      • Bruno Silva

        Compare por exemplo, um Q5 e um XC60 com motorizações parecidas, o Audi tem desempenho muito mais afiado e mais econômico. Os alemães conseguem uma eficiência muito alta, isso é engenharia e uso de materiais muito nobres na construção.

        • André

          Veja o comparativo no carwow entre x1, novissimo q3 e o xc40. De fato, Volvo não é para fazer melhores tempos em Nurburgring, não é a filosofia da empresa, mas sim de oferecer um excelente produto a seus clientes. Veja na Autobild, qual carro tem os piores resultados no teste de longa duração de 100.000km. Audi os piores. Volvo os melhores resultados.

  • Ricardo

    Como sempre digo, Volvo é uma das poucas que bate com as alemãs.

  • 4lex5andro

    O Volvo que mudou a tradição da marca de fazer “carros excelentes mas não bonitos”. O S40 e a V40 (state) foram referência não só em qualidade mas em beleza e sobriedade também.

  • Matheus Girelli

    O único defeito visual da atual geração é esse tablet de resto a volvo está acertando e está colando nas alemãs.

  • CanalhaRS

    Ao contrário da maioria, e do texto, eu não curti muito a segunda geração.
    Achei a traseira curta demais, deixando o carro com uma aparência “meio hatch”. Já o painel era “quadradão” e com desenho estranho.

  • Rodrigo Sbaraini

    Sou proprietário de um S60 T6 AWD 2013 e digo ser o melhor veículo que já tive o prazer de dirigir na vida. Na época fiquei na dúvida de comprar uma Mercedes C200, mas não tem como comparar. MB mais macia ao rodar, e volvo irrepreensível em retomadas e curvas, independente do tempo.

  • JJ

    Em 2007 fui promovido e recebi o S60 T5 que era do VP. Que carrão! Fiquei pouco mais do que um ano com ele e tive que devolver (corte de gastos,rsrs) mas depois de um tempo peguei T5 usado. Uma pena que ele tinha uma desvalorização gigante comparado com os rivais alemães e o seguro também era bem mais salgado que a média do segmento.

  • Hodney Fortuna

    O mais belo de todos de fato é o S60 de segunda geração! Ainda hoje!

  • Natán Barreto

    A primeira geração era sóbria e sem muita firula. Mas a segunda geração veio pra substituir logo o S50 e o S60, e o estilo acabou sendo do primeiro.

    Já a terceira geração ficou sóbria de novo remetendo muito mais à primeira que a segunda.

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