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Voyage quadrado: história, anos, versões, motores (em detalhes)

Voyage quadrado: história, anos, versões, motores (em detalhes)

Voyage quadrado foi a primeira geração do sedã compacto da marca alemã e surgiu no começo da década de 80, tendo sido o segundo três volumes da montadora, já que o primeiro foi o 1600 L, que ficou conhecido como “Zé do Caixão”.


Ele também foi o primeiro derivado do Gol e modelo que colocou a filial brasileira no mais importante mercado da época, os EUA.

Neste artigo vamos falar do Voyage quadrado, o pequeno sedã que teve uma importância enorme para a Volkswagen, ampliando não só a família do Gol, mas oferecendo uma alternativa familiar com baixo custo de manutenção, robustez e preço competitivo. Em sua época, o mercado brasileiro vivia um período obscuro de fechamento às importações.

O termo “quadrado” se aplica ao apelido dado pelos consumidores ao se referir à primeira geração deste sedã, que tinha linhas mais retilíneas, típicas dos anos 80, assim como também para que o modelo fosse identificado ao lado do Gol de mesma geração (G2), cuja segunda ficou conhecida como “Bolinha” ou “Bola”.


Voyage quadrado: história, anos, versões, motores (em detalhes)

Assim, os únicos concorrentes do Voyage quadrado eram os carros vendidos por Fiat, Ford e General Motors. Nesses casos, estamos falando de modelos como Oggi, Corcel II e Chevette, respectivamente. Ele também estreou o motor a água na linha Gol e também trouxe de volta as quatro portas em sedã da VW, pois TL e Passat eram fastbacks. Além disso, a Brasília era um hatchback.

O Voyage quadrado durou de 1981 até 1996, quando deixou de existir. A segunda geração de Gol, Parati e Saveiro (no caso as atualizações G2, G3 e G4) não contou com a presença do sedã compacto, que só retornou na chamada G5 de Gol e Saveiro, que em realidade é a terceira geração dos mesmos e segunda do Voyage.

Voyage quadrado

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O projeto do Voyage quadrado está intimamente ligado ao do Gol, que nasceu do programa interno da VW brasileira, conhecido como BX. Este previa uma família de carros compactos que serviriam na gama de entrada como substitutos futuros dos TL, Variant, Brasília e Fusca. A partir de esboços iniciais, o modelo e os demais seguiriam a arquitetura de motor e câmbio em longitudinal.

A ideia era aproveitar o máximo de componentes possíveis do Passat e assim reduzir os custos de produção. Com dimensões pequenas, o Voyage quadrado deveria se encaixar no perfil do consumidor brasileiro da época, mas buscou inspiração no VW Derby de 1977, que assim como o brasileiro, era a versão sedã do hatch compacto alemão, o Polo.

Apesar de não ter os charmosos faróis circulares simples do Volkswagen Derby, o Voyage quadrado era bem parecido com este e também explorava as duas portas, assim como colunas C mais destacadas. Também tinha um porta-malas pouco proeminente. Para se diferenciar no mercado, tinha um nome francês: Voyage, que significa viagem.

Voyage quadrado: história, anos, versões, motores (em detalhes)

A frente do Voyage quadrado era diferente daquela apresentada pelo então recém-chegado Gol. Ao invés de faróis quadrados pequenos e repetidores de direção no para-choque metálico, o sedã tinha faróis retangulares maiores e piscas posicionados nas extremidades do conjunto, que tinha grade com frisos horizontais de tamanho menor.

O visual se harmonizava com o do Passat da época e tinha com para-choques metálicos, dotados de proteções laterais plásticas. O Voyage quadrado tinha ainda frisos laterais com dupla função: embelezar e proteger as portas de batidas leves. Uma antena simples, maçanetas pretas, cromados nos vidros traseiros e espelho retrovisor com ajuste manual externo dominavam o visual singelo.

O Voyage quadrado tinha ainda calhas no teto, frisos no para-brisa e vidro traseiro, além de elegantes lanternas com linhas horizontais e rebaixo na parte superior. A tampa do porta-malas era pequena, mas bem desenhada. As rodas de aço eram de aro 13 polegadas e tinha apenas uma cobertura plástica no cubo de roda, o famoso “copinho”, que também servia como um bom cinzeiro…

Interior espartano

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Se por fora o Voyage quadrado era bem simples e funcional, por dentro ele era ainda mais espartano. O sedã compacto herdou do Gol o painel horizontalizado, que na verdade estreara na Variant II, que existiu entre 1977 e 1980, mesmo ano em que o hatch surgiu. Então, nesse caso, o cluster do pequeno VW vinha com cinco partes quadradas, cada uma com determinada funcionalidade.

Da esquerda para a direita, o painel de instrumentos do Voyage quadrado podia ter (já que alguns itens existiam de acordo com a versão) relógio analógico, nível de combustível e temperatura da água, velocímetro, luzes-espia e conta-giros. Este conjunto duraria até 1987, junto com o restante do painel frontal.

Este, por sua vez, tinha um formato bem retangular e dotado de espaço para pequenos objetos na parte superior. Ao centro ficavam os dois difusores de ar com seus ajustes de aquecimento/ventilação/posição ao lado. No mesmo nível, o nome Voyage se destacava do lado do passageiro.

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Abaixo deste, havia um pequeno porta-luvas com tampa e chave, além de alto-falantes simples e espaço para o rádio. Havia também um cinzeiro embutido e um acendedor de cigarros. Alguns comandos ficavam abaixo do painel de instrumentos e o volante era bem simples, com centro quadrado (ostentando o brasão de Wolfsburg) e dois raios. Um porta-objetos ficava perto da alavanca de câmbio curta.

Já as portas eram igualmente simples e possuíam quebra-ventos com travas, assim como vidros manuais e travas por pinos. Estas podiam ter revestimento em tecido e porta-objetos. Os bancos em tecido tinham rebatimento nos dianteiros para facilitar o acesso ao traseiro, que era inteiriço. O Voyage quadrado vinha com luz interna, espelho centralizado e para-sóis simples.

4 Portas

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Em março de 1983, o Voyage quadrado ganhou uma novidade, a carroceria com quatro portas. Era a segunda vez que um sedã da VW era adicionado com duas entradas a mais, visto que o primeiro foi o 1600 L “Zé do Caixão” em 1968. Mas, este durou pouco, pois um incêndio na fábrica da Anchieta, em 1970, pôs um fim do modelo.

Agora, o Voyage quadrado enveredava por esse caminho, que era contrário ao desejo da maioria dos consumidores, mas servia como diferencial, ainda mais para “carros de praça” (táxis).

Além de um desenho com quatro portas únicas (não foram compartilhadas com os demais modelos da família Gol), o sedã tinha ainda trava de segurança para crianças, o que impedia a abertura das portas traseiras por dentro. Poucos carros na época tinham esse recurso, que era antigo, mas não difundido.

Voyage quadrado: história, anos, versões, motores (em detalhes)

Porém, o consumidor não queria mesmo sedã compacto de quatro portas. Mesmo o Chevette (que foi líder em 1983) não vendia muito com essa opção. Corcel II e Oggi, depois o Prêmio, também não tinham. Então, a Volkswagen encerrou a produção em 1986, antes da primeira reestilização do produto.

O Voyage quadrado só viria a ter quatro portas novamente em 1991, herdado do Volkswagen Fox, a versão de exportação enviada para os Estados Unidos e Canadá. O diferencial era que as portas dianteiras não tinham mais quebra-vento, item ausente por causa dessa versão feita para os norte-americanos.

Com 4,063 m de comprimento, 1,601 m de largura, 1,364 m de altura e 2,358 m de entre-eixos. O Voyage quadrado pesava originalmente 891 kg e seu porta-malas abrigava 460 litros, mesmo com estepe em pé. O tanque tinha 55 litros no começo. Mesmo com as duas atualizações, o modelo não passou de 4,072 m.

Motores

Voyage quadrado: história, anos, versões, motores (em detalhes)

O Voyage quadrado surgiu em 1981 com um motor a água, o quatro cilindros 1.5 litros. Com 1.471 cm3, o propulsor era o mesmo empregado no Passat e tinha carburador de corpo simples. O motor entregava 65 cavalos a 6.100 rpm e 11,5 kgfm a 3.600 rpm. Com ele, o sedã ia de 0 a 100 km/h em 15,8 segundos e tinha máxima de 148 km/h.

O consumo era de 9 km/l na cidade e 15 km/l na estrada, sempre com gasolina. O câmbio era de quatro marchas, sempre manual. Entretanto, a versão movida por álcool tinha 78 cavalos e o consumo na estrada era bem alto. No entanto, em 1983, o Voyage quadrado recebeu um novo motor, o MD-270, que foi apelidado de “Torque”.

Esse novo propulsor tinha 1.6 litro e seu diferencial era a maior taxa de compressão, bem como pistões redesenhados, comando de válvulas com novo ângulo de abertura e fechamento, ignição eletrônica e carburador duplo. Assim, ele alcançava 81 cavalos e 12,8 kgfm, obtidos na versão com etanol.

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Mas, o consumo elevado na estrada ainda era um problema. Então, ainda em 1983, a Volkswagen criou uma segunda opção de câmbio manual, o chamado 3+E. Trata-se de um câmbio longo de três marchas efetivas e uma quarta apenas para manter a rotação mais baixa na estrada. Podia-se obter maior economia no ciclo rodoviário, mas de desempenho inferior ao quatro marchas comum.

Em 1985, o câmbio de cinco marchas chegou ao Voyage quadrado, tendo relações mais longas que o similar usado no Gol GT. Nessa época, o sedã passou de ter opção de motor 1.8 litro, mas não o antigo e sim o novo, chamado AP, que tinha bielas longas e melhoramentos. Ele também vinha com uma opção 1.6.

Assim, o Voyage quadrado passou a ter no AP-600 com gasolina, 80 cavalos e 12,4 kgfm. No álcool, ele rendia 90 cavalos e 12,9 kgfm. No AP-800, o sedã 86 cavalos e 14,6 kgfm na gasolina, enquanto no álcool rendia 94 cavalos e 15,3 kgfm. O motor, sempre elogiado, foi oferecido nas duas versões no modelo até 1990.

Nesse ano, o Voyage quadrado perdeu o AP-600, substituído pelo AE-1600, que em realidade era o CHT 1.6 da Ford, que entregava 73 cavalos e 12,9 kgfm, quando abastecido com álcool.

O AP-800 continuou em versões mais caras, entregando 90 cavalos na gasolina e 96 cavalos no álcool, enquanto o torque era de 14,7 e 15,2 kgfm, respectivamente. O Voyage Sport trazia de volta o AP-600 em 1993. Este e o 1.8 tinham carburador eletrônico e catalisador.

Atualização

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O Voyage quadrado surgiu nas versões S e LS. Posteriormente, o sedã ganhou a topo de linha GLS, que tinha motor 1.6. Mais tarde, ainda antes da primeira atualização, a versão mais cara virou Super.

Mas, em 1987, o sedã ganhou sua primeira mudança visual, recebendo para-choques integrais e envolventes, assim como novos faróis e grade. Os piscas agora eram envolventes também. As lanternas permaneceram as mesmas, mas apliques preencheram os espaços nos lados da placa.

Entretanto, o interior do Voyage quadrado continuava o mesmo. A nomenclatura mudou também, passando a ser CL, GL e novamente GLS. Em 1988, o sedã ganhou um novo painel, com cluster adotando mostradores analógicos circulares com nível de combustível e temperatura da água reposicionados. Se não tivesse o conta-giros, em seu lugar podia ser oferecido um relógio analógico.

Comandos satélites foram adicionados, num conjunto que já era visto no Passat desde 1984. O console central manteve os difusores na mesma posição, mas os comandos de ventilação passaram a ficar abaixo deles. O espaço do rádio foi rebaixado, mas ainda apenas com 1din. A atualização deixou o Voyage quadrado mais atrativo visualmente.

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Dois anos depois, mais um facelift. Desta vez o Voyage quadrado ganhou um apelido: chinesinho. Ele adotou mudanças no capô, que o deixou alguns centímetros mais baixo, tendo faróis retangulares mais arrendondados junto à grade e piscas maiores. A grade e os para-choques foram atualizados igualmente, mas as lanternas realmente passaram a ser novas, maiores e lisas.

As quatro portas voltaram com ausência de quebra-ventos nas dianteiras. O Voyage quadrado ganhou uma versão chamada Sport para resgatar o antigo motor AP 1.6 e teve cores interessantes. Depois dessa atualização, o sedã não recebeu mais modificações na estética e saiu de cena em 1996, dando lugar o Polo Classic argentino.

Séries especiais

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O Voyage quadrado ganhou a primeira edição especial em 1983, sendo esta a Plus. Ela apresentava grade, para-choques e retrovisores (com controle interno) na cor da carroceria. Os faróis de neblina e as rodas de liga leve aro 13 polegadas eram outros diferenciais. Nessa época, ganhou alteração de motor.

O sedã logo chamou atenção por outra série especial, o Voyage Los Angeles, de 1984. Feita para homenagear os Jogos Olímpicos na maior cidade da Califórnia, que ocorria na época. Equipado com motor 1.6, o modelo tinha um tom de azul bem chamativo, assim como rodas de liga leve, bancos esportivos e volante de quatro raios do Passat TS.

Em 1989, o Voyage quadrado ganhou novamente a série Plus, com faróis de neblina e detalhes diferenciados, mas com motor 1.6 (AP) e a cor preta, que chamava atenção e atraiu muitos compradores.

Fox e Gacel

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Em 1987, o Voyage quadrado interessou ao mercado americano. O modelo de exportação recebeu algumas modificações, especialmente visuais. Rebatizado como Fox, o sedã tinha versões de duas e quatro portas, tendo para-choques maiores e faróis em molduras de baixo relevo. Para atender os padrões de segurança dos EUA, ganhava também luzes de posição.

Outra mudança era no interior, sendo o mesmo que seria empregado no Voyage quadrado em 1988. O Fox tinha ainda catalisador, sensor de oxigênio, cintos de três pontos no banco traseiro, motor AP 1.8 com injeção eletrônica e outras alterações menores. Em 1990, o modelo de exportação adotava faróis “chinesinhos”, pois a legislação americana, quanto à segurança, mudara.

Os para-choques eram envolventes e em termos de segurança, ganhou protetores de joelhos e cinto de segurança automático em diagonal, uma exigência da nova lei de trânsito nos EUA.

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O motor AP 1.8 tinha somente 81 cavalos e 12,8 kgfm, enquanto o câmbio podia ser manual de 5 marchas ou 3+E, porque não havia opção automática, uma falha grave da proposta. Em 1993, saiu do mercado americano e um ano antes, do canadense.

Na Argentina, Gacel era o nome do Voyage quadrado, embora tenha recebido o nome Senda. Era bem parecido com o modelo vendido no Brasil, mas seu principal diferencial era a oferta do motor diesel 1.6 aspirado e chegou a ter exclusividade no AP 1.6 a gasolina durante alguns anos entre as décadas de 80 e 90.

Legado

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O Voyage quadrado foi um carro duradouro. Após 15 anos de mercado, o sedã compacto da Volkswagen saiu de cena com um histórico invejável. Do singelo motor 1.5 carburado ao AP 1.8 de eletrônica na alimentação, que não recebera injeção, o sedã evoluiu lentamente, conforme a época em que viveu.

Tanto no câmbio manual – com duas opções de relações – quanto na mecânica, o Voyage quadrado foi desenvolvido para ser um carro robusto e de baixo custo. Sua suspensão dianteira era McPherson na frente e a traseira tinha eixo de torção, ambos com molas helicoidais e amortecedores telescópicos. O conjunto agradava pela estabilidade, embora não oferece muito em conforto.

Em sua época, os sedãs compactos não eram tão bem vistos assim, mas com o tempo, eles ganharam espaço e o Voyage quadrado se manteve como um dos mais vendidos.

Nova geração

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Mas, após esse período, onde a VW manteve seu quarteto de acesso, o Voyage quadrado saiu de cena, quando Gol e Parati já estavam na segunda geração e com motores “injetados”. Entrou no mercado o Polo Classic argentino, que nada mais era do que o Seat Córdoba da época. Não fez sucesso.

Ainda assim, o Voyage ficou mais de 10 anos fora do mercado, quando retornou na terceira geração do Gol (G5) e com quatro portas apenas. O modelo abandonava também a posição longitudinal de motor e câmbio, agora transversais. O sedã ganhou motores 1.6 EA111 Flex com 8V e potência de até 104 cavalos.

Após receber o EA211 1.6 16V com até 120 cavalos, o Voyage se mantém no mercado junto com o Gol, mas em versão única e com opção de câmbio automático de seis marchas Tiptronic. Antes desse, ganhou um câmbio automatizado de cinco marchas, na versão I-Motion.

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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Domenico Monteleone

    O carro do pai de familia de classe média dos anos 80. O meu teve dois.

    • MauroRF

      Era bem isso mesmo. E quem tinha mais grana comprava Santana ou Monza (e Del Rey em escala menor). E quem era muito bem de vida geralmente comprava Diplomata.

      • Antonio Sergio

        Só tinha isso naquela época! Tem gente que nem consegue imaginar como era.

        • MauroRF

          Pois é, era pouca variedade e só 4 montadoras praticamente.

  • Ricardo

    Voyage GL 1.8 1990 foi meu 1º carro.

    • Alexandre Morais

      Voyage LS foi o meu primeiro carro

  • Alguém sabe se a VWB chegou a produzir algum protótipo do Voyage derivado do Gol bolinha nos anos 90? Ou pelo menos divulgou alguns sketches naquela época? Seria interessante saber como ele poderia ter sido, da mesma maneira que a Parati derivada do Voyage atual.

    • Raphael Pereira

      Ja vi em um canal do youtube(best cars) um programa deles sobre projetos que não nasceram e la tem um sobre o Voyage bolinha, alguns sketches, explica ate o motivo dele não ter vindo, atende pelo nome de Polo Classic. Pra Vw era mais viável trazer ele do que desenvolver o novo Voyage visto que na época os sedans compactos estavam em baixa.
      Um off deste programa é que tem ate de um Ford baseado no Gol bolinha.

      • Verdades sobre o mercado

        Foi um grande erro da VW. A Chevrolet lançou o Corsa Sedan em 1995 e obteve grande sucesso, assim como a Fiat também lançou o Siena em 1997 e também foi sucesso. Até o Clio Sedan e sua traseira pouco harmônica vendeu bem nos anos 2000.

        • MauroRF

          Tem um vídeo ou reportagem que já vi faz tempo falando sobre o que motivou a decisão de não fazer o Voyage e depois trazer o Polo Classic.

  • heliofig

    Na época do lançamento, foi divulgado que haveriam 2 opções de motor: 1.6 a ar, então usado no Gol e o 1.5 a álcool.
    Se ainda existir algum com motor a ar, é uma verdadeira raridade…

    • MauroRF

      Nunca me lembro de ter visto Voyage a ar. Acho que não chegou a ser feito.

      • Antonio Sergio

        Não mesmo.

  • rgrigio

    Eu aprendi a dirigir em um Voyage CL 1986 1.6 à álcool. O carro era do meu avô. Muito gostoso de dirigir se comparado aos carros da mesma época. Não tinha nem direção hidráulica, mas como tinha pneu aro 13 com rodas de liga leve era bem macio de esterçar. Se me lembro bem no documento dele constavam 85cv, e não 90cv como diz na matéria.

    Esse é um carrinho legal para comprar, colocar um A/C e usar até desmanchar (e se for bem cuidado vai durar bastante). Tem razoável espaço interno mas não é grande (menos de 4,10m).

    Se eu encontrar um Super 1.8 posso acabar fazendo a besteira de comprar hehehe

    • Verdades sobre o mercado

      Creio que você esteja equivocado sobre a nomenclatura ou o ano modelo do Voyage de seu avô. Apenas a partir do ano-modelo 1987 é que surgiu a sigla CL para a família Gol/Voyage/PArati. O ano 1986 não sei informar o motor com certeza (acho que ainda era o MD270, por isso a potencia menor em relação ao AP), mas a partir do ano-modelo 1987 os AP-600 à alcool tinham 90cv.

      • rgrigio

        Interessante! Existe alguma diferença externa dos motores AP para o MD? Meu avô vivia falando que era o AP “biela longa”. Já o carro tinha apenas ventilador e desembaçador traseiro de itens de conforto, além das rodas de liga leve aro 13 iguais a esse Voyage plus ali em cima. Havia o relógio analógico, mas não havia conta-giros. Qual modelo poderia ser, já que o ano eu tenho certeza que era 86?

        • MauroRF

          Se era 86 e com rodas de liga e cinco marchas e sem conta-giros, então era o LS no pacote mais completo. Meu pai teve um vermelho assim. Se não me engano, a partir de 85, os motores eram AP. O LS no pacote mais completo tinha ar quente, basculantes traseiros, rodas de liga, vidros verdes e, se não me engano, vinham com rádio e/ou rádio/toca-fitas.

        • Verdades sobre o mercado

          Externamente creio que MD e AP eram iguais (talvez algum pequeno detalhe diferente). Se tinha desembaçador traseiro e rodas de liga-leve é quase certo que era um LS com pacote de opcionais, pois o L era bem simples.

        • Ganso

          A diferença mais visível entre o AP e o MD é a mangueira de água que vai do cabeçote pro radiador. No MD a saída da mangueira está entre o primeiro e segundo cilindro. No Ap entre o terceiro e quarto cilindro e tem uma derivação que vai pra bomba d’água.

    • MauroRF

      Em casa, tivermos a chance de ter um Voyage 86 LS e um Prêmio 1.5 CS. Na preferência do meu pai na época, apesar de o Voyage ser mais forte, o Prêmio era melhor para viajar e levar toda a tranqueira da família na viagem, além de bom espaço interno. Tanto que meu pai ficou 3 anos com ele.

      • rgrigio

        Mauro, havia variações do pacote de equipamentos? Os vidros eram claros (nao verdes em nenhum ponto) e não havia basculantes nos vidros traseiros. Esses eram fixos. Havia um rádio toca-fitas. Em um canto dele acho que estava escrito “Rio de Janeiro”… Posso estar ficando caduco, mas acho que era isso…

        • MauroRF

          Hum, havia sim. Naquela época, ter pacotes de opcionais era a coisa mais comum, e a Fiat e a VW mantêm isso (ultimamente em menor escala) até hoje.

          Então vai ver que o pacote de opcionais do Voyage do seu avô era um abaixo do que o meu pai teve. E você me ajudou a esclarecer uma dúvida sobre o rádio: se o seu avô tinha o RJ, certeza que o do meu pai tinha também, rs. Desse detalhe eu não lembrava.

          Só para você ter ideia, tinha Voyage LS com 4 marchas (estou falando das linhas 85/86). Eram mais incomuns os LS 4 marchas, mas eu cheguei a ver sim. Os modelos S eram todos 4 marchas, se não me engano. E os GLS é que vinham com conta-giros e outras firulas (alguns raros chegaram a sair com AC).

          Na minha opinião, o Voyage mais bonito que fizeram foram os GLS de 88 a 90. Meu tio teve um preto 88 a álcool que tirou zero e ficou muitos anos, era um carro muito bom e forte no seu tempo, além de ter bancos Recaro muito bons e painel e portas com bom acabamento. Nesses GLS, o ar era opcional, e o do meu tio não tinha AC.

  • Gabriel Molina Pinheiro

    Esse motor AP 1.8 de 1988 a 1990 tinha 89 cv a gasolina e não 86 como está na reportagem. Tive um CL 89 1.8 a gasolina, e estava lá no documento a potência de 89 cv.

  • HugoCT

    Sempre achei o Fiat Premio mais bonito, mais confortável, mais ergonômico. Quanto a mecanica, os Volks andavam mais, e tinham mais confiabilidade, apesar de na minha familia, ter carros da Fiat por mais de 15 anos na epoca sem dores de cabeça. Na verdade, é que se você entrar em um Premio hoje e em um Voyage, a superioridade do Fiat é ainda mais perceptivel.

    • MauroRF

      Tivemos um Prêmio CS 1.5 86 em casa. Nunca deu problema, era um dos mais completos, com vidros elétricos, ar quente, basculantes traseiros e relógio digital no teto. Meu pai dizia que o problema daquele carro era o câmbio duro (o que é verdade). Depois ele tirou zero uma Elba 89 CSL, completona na época, com ar, check control, era bem bacana. Essa Elba ficou 3 anos conosco, com nenhum problema também. O interessante é que nos anos 80 e 90, meu pai trabalhava negociando carros , e nós acabamos tendo, em casa, vários dos modelos produzidos nessa época. Quando algum modelo durava em casa é porque o dito cujo ganhou, de alguma forma, a confiança do meu pai. Interessante é que, apesar de o povo falar isso e aquilo de Fiat, todos os Fiats que passaram em casa nunca deram dor de cabeça, rs.

  • Rodrigo Cherigatto

    Lembro quando garoto gostava mais do Fiat Premio,era bem mais moderno e confortavel,o Premio csl 4 portas era top na epoca isso acho que em 1987!

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