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VW: MEB Entry Family busca reduzir custos no leste europeu

VW: MEB Entry Family busca reduzir custos no leste europeu

Os carros elétricos possuem um grande problema atualmente, os preços exorbitantes no mercado internacional. Não é apenas no Brasil que eles parecem custar muito, mesmo em regiões como a Europa ou EUA, os valores estão bem acima do que os consumidores podem pagar.


Baixar os custos de produção é o maior alvo de vários fabricantes de carros elétricos, entre eles a Volkswagen. A montadora alemã já adiantou que os modelos da linha ID, feitos sobre a plataforma modular MEB, não serão baratos por causa dos custos elevados. O ID.3, por exemplo, custará a partir de € 30.000.

No entanto, a empresa parece ter outra saída para oferecer produtos mais baratos nesse segmento. A ideia é produzir carros elétricos mais em conta no leste europeu. A VW busca mão de obra mais barata que na Alemanha, onde as fábricas de Endem e Zwickau produzirão modelos da linha ID e de outras marcas, como os e-tron da Audi.

VW: MEB Entry Family busca reduzir custos no leste europeu


Pensando agora em atingir faixas de preços menores, a Volkswagen anunciou a chamada MEB Entry Family, uma plataforma elétrica de baixo custo para carros menores que o ID.3. Essa nova família de carros eletrificados terá um custo de produção menor e seriam feitos na Alemanha, porém, o alto custo de mão de obra no país, fez a empresa mudar os planos.

Agora a intenção é ir para o leste europeu e as maiores chances estão com Bratislava, Eslováquia, onde a VW faz o trio up!, Citigo e Mii, estes dois últimos de Skoda e Seat, respectivamente. Estes três ganharão versões elétricas mais eficientes a partir desse ano, já sendo vistos rodando por lá.

Entretanto, a Volkswagen quer um carro compacto maior que o e-up! e de dimensões parecidas com o Polo. Isso só será possível com a MEB Entry Family, que ainda não teve detalhes revelados.

[Fonte: Handelsblatt]

VW: MEB Entry Family busca reduzir custos no leste europeu
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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Chap

    A definição de baixo custo na Europa é um pouco diferente da designada aos países subdesenvolvidos. Os europeus não conhecem produtos low cost de verdade, salvo os carros Dacia e outros poucos.
    No caso aí, provavelmente se trata se criar uma MEB tipo “A0”, que teria custos menores se comparado a MEB padrão (“A”) mas que ainda assim seria capaz de oferecer alguma qualidade técnica.

    • Eddd

      Acredito que a definição de produto de baixo custo na Europa e em países em desenvolvimento é exatamente a mesma. O que muda são os produtos e principalmente a forma de consumir. Os Dacia e os Skoda por exemplo vendem muito bem e em relação aos Dacia, os modelos vendidos no Brasil são semelhantes para não dizer até com uma relativa sofisticação a mais do que seus equivalentes oferecidos na Europa.
      Na Europa de maneira geral, além de maior poder aquisitivo, há um mercado mais maduro, onde há espaço para o produto de baixo custo mas não o domínio deste, é apenas mais um nicho de mercado. E mesmo assim isso deve ser visto com muitas ressalvas pois o consumidor da Alemanha é diferente do consumidor da Polônia que é diferente do consumidor da Itália.
      Quanto a este VW elétrico ‘low cost’, esta classificação é bem relativa, pois não é um carro de baixo custo mas um carro elétrico com custo competitivo em comparação a um modelo a combustão interna.

  • Domenico Monteleone

    Já ouvi essa antes, que a MQB reduziria custos, os carros seriam mais equipados, mas até hoje não vi um VW completo com preço competitivo.

    • cepereira2006

      Rá! Pegadinha do Malandro.

    • LL

      “competitivo” em lucro né, não preço final para o consumidor!!!

  • Murilo Soares de O. Filho

    Essa base entry family, me parece ser uma base que já possui, adaptado para carro elétrico.

  • Pedro Henrique

    “temos que produzir mais barato, algo mais em conta, cortar custos pra oferecer oque o consumidor quer”
    pessoas gritam “é isso ai tem que baixar o preço”
    “já sei vamos produzir no leste europeu onde a mão de obra é mais barata”
    pessoas aplaudindo
    “e mais, vamos produzir o eletrico numa plataforma do Up”
    pessoas param de aplaudir e se olham e perguntam “mas o up não era caro de produzir?”
    “Sim, nós precisamos de algo maior que o up, mas vamos produzir ele mesmo assim”
    pessoas dizem “então porque já não usa uma MEB e tira o up?”
    “Não sei do que vocês estão falando, vamos produzir no up mesmo assim…”

    • T1000

      hahahahahaha vw é ridícula

    • th!nk.t4nk

      Mas o novo carro não usará a plataforma do Up. Nem sequer terá seu tamanho (será maior). Vocês estão confundindo com as atualizaçoes do e-Up (que é outro assunto completamente diferente).

      • Pedro Henrique

        o ponto é em insistir em investir em um carro já morto…
        invés de gastar dinheiro fazendo isso sendo que já é um carro a um bom tempo de mercado melhor investir na plataforma nova pra fazer ela acontecer mais rápido…
        mas a VW tem esse jeito de fazer as coisas ao que parece, só dão certo porque nadam em dinheiro e podem se dar ao luxo de gastar dessa maneira e investir até em coisas que não dão certo, fosse uma ford da vida já tava quebrada…

        • th!nk.t4nk

          É que o e-Up ainda tem vendas (pequenas, mas tem) pra essas start-ups de car-sharing. Mas concordo que já deveriam ter se mexido há mais tempo pra fazer um sucessor melhorzinho.

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