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Williams desenvolve plataforma elétrica para terceiros

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A Williams, em sua divisão de tecnologia automotiva, apresentou uma plataforma de propulsão elétrica para empresas do setor automotivo, sendo mais indicada para carros de alta performance, embora a empresa revele que pode ser utilizada também para veículos de produção em massa.



Batizada de FW-EVX, a plataforma elétrica da empresa inglesa, que também atua como equipe da Fórmula 1. Desenvolvida no centro de pesquisa e tecnologia da Williams, em Millbrook, Reino Unido, a a base é do tipo modular, podendo dar origem a vários carros diferentes que podem ser feitos numa mesma linha de montagem, compartilhando diversas peças e componentes.

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Feita em liga de alumínio e materiais compostos, a Williams FW-EVX possui uma estrutura com baterias de lítio integradas ao assoalho, bem como suspensão independente nas quatro rodas, sendo de duplo A na dianteira. O motor elétrico e seu comando eletrônico ficam posicionados na traseira, mas a plataforma utiliza três motores elétricos YASA P400 com 220 cv, totalizando 660 cv.

Um dos motores fica posicionado no eixo dianteiro, provendo tração nas quatro rodas. A base Williams FW-EVX ainda possui a tecnologia de transmissão X-Trac, que possibilita o acionamento individual de cada motor e determinadas circunstâncias, permitindo reduzir o consumo de energia ou atuar de forma mais dinâmica durante a condução.

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Com uma rede elétrica de 800 volts, a Williams FW-EVX emprega baterias de lítio da LG Chem com 80 kWh de densidade, que permitem autonomia de 552 km no padrão NEDC, o que deve dar um pouco mais de 400 km no padrão americano EPA. Todo o chassi integrado pesa apenas 955 kg, mas com o carro montado completamente, pode chegar a 1.750 kg.

Por enquanto, ainda não se sabe de clientes para a Williams FW-EVX, mas existem várias startups com carros elétricos de alta performance em gestação, assim como também existem outras empresas apostando na mesma tecnologia que a equipe inglesa, entre elas Trexa, Weez e Tabby, sem contar Jaguar Land Rover e Volkswagen, esta última com a MEB, embora as duas últimas a princípio sejam de uso exclusivo de seus fabricantes.

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Apesar dos resultados variados em recentes marcas sino-americanas, algumas ameaçadas de fechamento, o mercado de superesportivos e carros de luxo elétricos parece promissor. Recentemente a Detroit Electric anunciou pelo menos três novos modelos com essa concepção, todos para atuar nos mercados dos EUA e China. Com a Williams FW-EVX, a tarefa pode ficar facilitada para muitas empresas novas, que teriam de gastar milhões ou até bilhões no desenvolvimento de uma plataforma modular elétrica.

 

  • Haggard

    Acho que o maior problema agora, para veículos de propulsão elétrica, será arranjar um jeito de reduzir o peso, pois as tecnologias estão avançando cada vez mais, afinal… quase uma tonelada só para o chassi, conjunto de motores, suspensão, rodas e pneus e seus adjacentes, me parecem um tanto pesado.
    Agora… minha maior dúvida em relação a carros elétricos é… as baterias não viciam com o tempo? Não perdem autonomia?

    • Car’s Fan

      Baterias de chumbo ácido sim!!! Elas viciam e tanto é que o processo de recarregamento prevê dessulfatação, equalização além de esfriamento e descano antes e após processo de recarregamento (aproximadamente 08 horas de processo), além de vários cuidados especiais nessa tecnologia que remonta o ano de 1864…

      Íons de lítio, quando começa a viciar, você deixa descarregar por completo e depois você dá uma carga completa!!! Ela estabiliza mais rápido, carrega mais rápido também e não exige maiores manutenções!!!

      • Haggard

        Putz, valeu pela aula! Esclareceu bastante aqui! :D

        • Handlay P.B.

          No futuro os carros podem ter baterias SSB que levam o mesmo tempo para recarregar que um tanque de suco de dinossauro leva para encher.

        • Car’s Fan

          #tamojunto

      • Handlay P.B.

        Mas pelo que sei já tem baterias melhores que as de íons de lítio, como as de sódio.

        • Car’s Fan

          Não saberia te dizer Handlay P.B., mas eu trabalhei por quase 06 x anos no maior fabricante de empilhadeiras da Alemanha (aqui no Brasil mesmo, na unidade de Indaiatuba/SP) e esse fabricante é líder mundial em empilhadeiras elétricas, então estávamos acostumados com conceitos sobre as baterias chumbo-ácidas, gel (as quais quero distância), níquel-cádmio e íons de lítio.

          O maior problemas das de íons de lítio esbarra na reciclagem desse sal, que é complicada. A tecnologia da bateria também não é a mais avançada como a de celulares ou do Boeing 787 (cobalto e manganês), são as mais básicas e menos suscetíveis à explosões. São mais baratas também (se não me engano são as “ferro-fosfato” e não as de cobalto ou manganês), mas esbarram no mesmo problema de reciclagem (algo muito comum em baterias chumbo-ácidas, sobretudo no Brasil onde se consegue reciclar até 98% da bateria).

    • Handlay P.B.

      De acordo com o manual do Chevrolet Bolt, a bateria de íons de lítio dele pode perder até 40% da capacidade de carga com 100.000 milhas rodadas.

    • Renato Duarte

      essas baterias conseguem acumular energia durante 5 à 10 anos,, depois disso elas vão perdendo vida útil. Como tudo na vida tem um tempo de funcionamento elas também tem.

  • Handlay P.B.

    Legal, muito curioso essa plataforma da Williams, essas plataformas modulares para carros elétricos (como a MEB) são bem planas e simples ao contrário dos carros movidos a suco de dinossauro que têm formatos bem complexos. Porém, eu achei a base FW-EVX muito pesada, provavelmente é por causa das baterias.

    Essa base será como a mecânica do Fusca em que a VW (pelo que sei) dava a licença de uso para as marcas pequenas usarem em seus carros amadores, como os buggy da Fyber.

  • Vattt

    Agora é só comprar a carroceria que quiser e colocar em cima!!! A exemplo um Fusca 63! hehehe

  • Luis Burro

    Compensa mais ter um motor central ou um pra cada roda?E pq não montam ele no cubo,abre espaço pra uma bateria maior!

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