
Transformar um SUV familiar em uma pequena sala sobre rodas é a principal aposta da Xiaomi para destacar sua nova linha de crossovers eletrificados na China.
Os Skynomad N70 e N90 iniciaram a pré-venda combinando autonomia estendida, cabines espaçosas e recursos de conforto pouco comuns nessa faixa do mercado chinês.
Desenvolvidos sobre a plataforma própria Kunlun, os dois modelos utilizam um motor 1.5 da Dongan, subsidiária da Changan, destinado a alimentar bateria e propulsores elétricos.
Essa unidade entrega 152 cv, aceita gasolina de 92, 95 ou 98 octanas e registra consumo informado de aproximadamente 16 km/l.
A gama oferece uma bateria LFP de 52 kWh produzida pela Sunwoda e outra ternária NMC de 76 kWh fornecida pela CALB.

Posicionado como opção menor, o N70 pode trazer um motor elétrico traseiro de 286 cv ou um conjunto de dois motores com tração integral.
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A potência da configuração integral aparece como 41 cv na informação original, embora o valor apresentado em paralelo corresponda a aproximadamente 422 cv.
Seu alcance exclusivamente elétrico chega a 505 km pelo ciclo CLTC, auxiliado pelo consumo energético declarado de 15,85 kWh a cada 100 km.
Maior integrante da família, o N90 Max percorre até 464 km sem utilizar gasolina e alcança autonomia combinada de 1.705 km.
Para comparação, o Leapmotor D19 EREV oferece 500 km de alcance elétrico pelo mesmo ciclo, mesmo utilizando uma bateria maior, de 80,3 kWh.

A bateria de 76 kWh passa de 20% para 80% em 18 minutos, enquanto 15 minutos de recarga rápida acrescentam até 285 km.
O desempenho inclui aceleração de zero a 100 km/h em 5,9 segundos, raio de giro de 5,95 m e frenagem em 38,57 m.
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Ambos adotam suspensão dianteira independente de braços duplos, conjunto traseiro multilink e três níveis de ajuste para o peso da direção.
A carroceria do N90 Max utiliza 90,4% de aço de alta resistência e alumínio, além de aço de 2.200 MPa em 16 pontos estratégicos.
Um anel inteiriço moldado a quente percorre as três fileiras, mede 3,3 m por 1,5 m e reduz peso, embora dificulte eventuais reparos.

O sistema de assistência ao motorista emprega o processador Nvidia Thor de 4 nanômetros, capaz de atingir 700 TOPS de capacidade computacional.
O mesmo componente aparece no G-ASD G-Pilot H7 da Geely, enquanto os Skynomad acrescentam sensor LiDAR instalado sobre o teto.
Controle de voz por inteligência artificial, conexões duplas 5G e Wi-Fi e 25 alto-falantes com 4.890 W também fazem parte do pacote.
A arquitetura sonora 7.1.4 acompanha a cabine de sete lugares do N90 Max, organizada na configuração 2+2+3 para privilegiar as duas primeiras fileiras.
Os bancos dianteiros giram 180 graus para encarar a segunda fileira, criando uma área de convivência para quatro pessoas com até 1,37 m.

Uma mesa opcional instalada no console central funciona como apoio para café, reforçando a proposta de transformar o interior em uma sala compacta.
Quatro assentos oferecem posição de gravidade zero e massagem em 16 pontos, incluindo os lugares dianteiros e os dois bancos individuais centrais.
O N70 mede 4,96 m de comprimento, 1,998 m de largura e 1,785 m de altura, com distância entre eixos de 2,95 m.
Já o N90 Max alcança 5,285 m de comprimento, mantém 1,998 m de largura, tem 1,825 m de altura e entre-eixos de 3,08 m.
A versão maior entrou em pré-venda por 299.900 yuans (R$ 226.700), enquanto seu lançamento comercial está programado para setembro.
Menor e equipado com cinco lugares, o N70 custa 259.900 yuans (R$ 196.700), ampliando a cobertura da família em uma faixa inferior.
A Xiaomi enfrentará concorrentes de Li Auto, Aito, Lynk & Co, BYD, Denza, Voyah, Deepal e Zeekr nesse segmento intensamente disputado.
Conforto, preços competitivos e ampla autonomia elétrica sustentam a estratégia, mas a participação dos modelos de autonomia estendida vem diminuindo na China.
