
Quem dirige um Toyota popular como Hilux, Land Cruiser ou RAV4 anda olhando duas vezes para a garagem, e não é por causa do consumo.
A onda de furtos envolvendo alguns dos modelos mais vendidos da Austrália continua sem solução definitiva, e a própria Toyota admite que ainda não tem novidades concretas para apresentar.
Em coletiva de imprensa em Sydney, o recém-chegado vice-presidente de vendas e marketing, John Pappas, que assumiu o posto em janeiro de 2026, resumiu a situação a um simples “sem novos anúncios”.
Ele reforçou apenas que a marca está desenvolvendo acessórios genuínos voltados à segurança, lembrando que já lançou uma trava de volante estilo “clube” e trabalha em um imobilizador próprio.
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Um porta-voz da Toyota Austrália acrescentou que atualizações de “nova tecnologia” já foram implementadas, mas evitou detalhar, dizendo que as especificações permanecem confidenciais.
Enquanto isso, polícia em estados como Victoria e Queensland investiga a ligação de uma quadrilha internacional a uma sequência de roubos de LandCruiser 300, Prado, HiLux e, em escala menor, RAV4.
Em dezembro de 2025, a polícia de Queensland prendeu sete suspeitos acusados de integrar o esquema, que supostamente embarcava os veículos roubados em contêineres para venda no exterior.
Ao longo de cerca de seis semanas, o grupo teria levado mais de 60 Toyotas, com valor estimado acima de R$ 41,7 milhões, resultando em mais de 380 acusações formais.
As autoridades apontam que o acesso à rede CAN bus dos veículos permitia aos criminosos assumir funções vitais do carro, incluindo o desligamento de sistemas de rastreamento da própria Toyota.
Na prática, basta um acesso físico discreto a essa porta eletrônica para que comandos legítimos sejam imitados, como se um módulo autorizado estivesse pedindo para destravar e dar partida.
Diante da preocupação crescente de proprietários e interessados em comprar esses modelos, a Toyota divulgou recentemente um comunicado prometendo continuar a aprimorar a segurança dos veículos.
A marca afirmou ter introduzido em 2025 medidas de proteção adicionais em modelos como a nova HiLux, o LandCruiser 300 e o LandCruiser Prado, em nome de maior tranquilidade aos donos.
Outra vez, porém, os detalhes técnicos ficaram de fora dos holofotes, com a empresa argumentando que divulgar demais poderia entregar um “manual” de ataque a futuros ladrões.
Como resposta mais visível, a marca incluiu uma trava de volante específica para o LandCruiser 300 no catálogo oficial, enquanto o mercado oferece dispositivos na faixa de R$ 156 a R$ 1.043.
Concessionárias e seguradoras relatam aumento nas dúvidas de clientes, alguns cogitando imobilizadores adicionais, outros mudando hábitos, como guardar o carro sempre em garagens fechadas.
Para parte dos proprietários, o que incomoda não é só o risco em si, mas a falta de um cronograma claro para uma correção definitiva via software, hardware ou ambos.
O caso expõe como veículos modernos, altamente conectados, podem ser tão vulneráveis a ataques eletrônicos quanto a arrombamentos físicos, especialmente quando viram alvo de quadrilhas organizadas.
Até que uma solução robusta seja implementada e comunicada de forma transparente, os Toyotas mais desejados do mercado australiano continuarão sendo também alguns dos prêmios favoritos do crime.
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