A BYD já crescia rápido, mas a disparada do petróleo deu o empurrão perfeito para ela tomar mercados e incomodar Ford e Toyota

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Quando o preço da gasolina sobe no mundo inteiro, o “custo por quilômetro” vira conversa de bar e de governo, e a BYD parece pronta para capitalizar cada centavo desse humor.

Executivos da montadora chinesa, que ultrapassou a Tesla como a maior vendedora de EVs do mundo em 2025, disseram na segunda-feira estar “altamente confiantes” em alcançar ou superar 1,5 milhão de vendas no exterior.

Fontes ouvidas pela Reuters também afirmaram que, no futuro, mercados fora da China podem responder por metade do negócio de carros da BYD.

O movimento reforça como a empresa está deixando de ser apenas um gigante doméstico e virando uma concorrente global, apertando montadoras tradicionais em preço e tecnologia.

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“A lot of automakers are really worried for good reasons”, disse Adam Bernard, fundador da AutoPerspectives e ex-executivo da GM, ao afirmar que a BYD vira uma montadora “de linha completa”.

Ao mesmo tempo, o petróleo ganhou tração desde o início da guerra no Irã, e o Brent, referência global, ficou acima de US$ 100 (R$ 500) o barril na última semana.

Segundo o texto, o Brent subiu mais de 40% no último mês, pressionando nos postos e levando governos a incentivar redução de consumo.

Em alguns países, líderes pedem trabalho remoto ou oferecem transporte público temporariamente gratuito, criando um empurrão extra para híbridos plug-in e EVs.

A BYD tenta estar em todos os lugares com um portfólio que vai do hatch Seagull e da van de luxo Xia para oito passageiros até o superesportivo Yangwang U9 Xtreme.

A marca diz que o Yangwang U9 tem velocidade máxima de 308 mph, abaixo apenas do Koenigsegg Jesko Absolut, anunciado com 310 mph.

Esses modelos estão chegando com mais força a concessionárias na América do Sul e Central, Europa e Austrália, e a empresa está prestes a iniciar vendas no Canadá.

Na Austrália, relatos de usuários no X citam espera de até uma semana só para conseguir um test-drive de alguns modelos, sinal de demanda acima da oferta.

Por lá, a faixa média de preço de Toyota, Ford ou Hyundai fica entre AU$ 44.000 e AU$ 62.000 (R$ 147.400 a R$ 207.700), enquanto apareceu oferta do BYD Atto 1 por menos de AU$ 25.000 (R$ 83.800).

Nos EUA, porém, o consumidor segue praticamente fora do jogo, porque EVs chineses encaram tarifas altas e barreiras regulatórias, incluindo restrições a atualizações de software.

Do lado tecnológico, a BYD exibiu a bateria Blade 2.0 e afirmou que ela recarrega de 10% a 70% em 5 minutos e entrega energia para mais de 620 milhas.

O texto diz que essa velocidade seria três vezes mais rápida do que qualquer EV vendido no mercado americano, enquanto Xiaomi, NIO, Li Auto e XPeng avançam com estratégia parecida.

Jim Farley, CEO da Ford, afirmou em junho que EVs chineses eram “far superior” às opções dos EUA, repetindo em novembro que ficou “humbled” após análises de engenharia.

“Unless things change, we will not survive”, disse Koji Sato, CEO da Toyota, em conferência com fornecedores, segundo a Automotive News, em um retrato do clima de sobrevivência.

Mesmo assim, Bernard alerta que nem tudo é perfeito, citando desafios de lucratividade de longo prazo, incentivos governamentais mutáveis e possível rejeição de motoristas americanos.

E há um risco óbvio: preço de gasolina costuma ser volátil, e a migração para EVs pode virar um impulso curto, com comportamento mudando rápido e voltando ao padrão.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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