
A China está deixando cada vez menos espaço para improviso quando o assunto é bateria, e a nova mensagem é que reciclagem vira parte obrigatória do ciclo de vida dos EVs.
O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) e a All-China Federation of Supply and Marketing Cooperatives divulgaram uma nova política para padronizar a reciclagem de baterias de íon-lítio, segundo o IT-Home.
O comunicado, publicado em 3 de abril, define medidas para ampliar a infraestrutura de coleta, fortalecer recicladores líderes e introduzir sistemas de monitoramento digital.
A proposta tem semelhanças estruturais com políticas recentes aplicadas ao setor de baterias de EVs na China, indicando uma padronização progressiva de ponta a ponta.
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Um dos eixos é aproximar a rede de reciclagem dos fabricantes, incentivando produtores de bicicletas elétricas e fabricantes de baterias de lítio a cooperarem com empresas recicladoras.
A ideia é criar redes de coleta em pontos temporários, desenhadas para reduzir perdas, facilitar logística e evitar que baterias “desapareçam” em canais informais.
Esse modelo ligado ao produtor segue a tendência do setor de EVs no país, onde montadoras e fornecedores já são pressionados a participar da gestão de baterias no fim da vida útil.
Outro pilar do texto é a aposta em grandes operadores, com destaque para a orientação de expandir capacidade e alcance da China Recycling Group no processamento de baterias de lítio.
O plano também menciona a adoção de formatos flexíveis e específicos por região, sugerindo que a expansão deve variar conforme demanda local e maturidade de coleta.
Na prática, isso reforça uma concentração que já aparece na indústria chinesa, com recuperação de materiais e processamento cada vez mais reunidos em grandes players.
A camada digital entra como ferramenta de controle e eficiência, com incentivo ao uso de plataformas para registrar origem, quantidade e destino das baterias em cada etapa.
Esse desenho se conecta diretamente a um movimento anunciado poucos dias antes, quando a China lançou, em 1º de abril, uma plataforma nacional de rastreabilidade de baterias.
O sistema exige que participantes da cadeia enviem dados de produção, uso e reciclagem, atribuindo uma identidade digital única a cada bateria para permitir rastreamento integral.
A plataforma se aplica a fabricantes de baterias, produtores de veículos de nova energia, oficinas de manutenção e empresas de reciclagem, formando uma gestão em circuito fechado.
A nova política de reciclagem adiciona a “camada física” desse circuito ao ampliar redes de coleta e padronizar canais de reciclagem em todo o território.
Governos locais foram orientados a adotar diretrizes técnicas unificadas e desenvolver modelos escaláveis, enquanto agências centrais farão monitoramento regular da evolução do sistema.
Esse pacote também conversa com regras mais rígidas previstas para 2026, que exigem que montadoras e fabricantes assumam responsabilidade por baterias aposentadas e criem redes de serviço.
Com o volume de baterias retiradas de circulação crescendo, a estratégia chinesa busca ampliar canais formais e elevar a supervisão, reduzindo brechas no manuseio e na destinação.
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