
Quando até as marcas que sempre “bancaram” os lucros começam a sangrar, a Volkswagen precisa reinventar sua própria fórmula de rentabilidade sem perder mercado.
O grupo premium da Volkswagen AG liderado pela Audi, que inclui Lamborghini, Bentley e as motos Ducati, prevê aumentar a lucratividade em 2026 com novos modelos e ganhos de eficiência.
Segundo comunicado divulgado na terça-feira, a expectativa é de retorno operacional entre 6% e 8%, acima dos 5,1% registrados no ano passado.
A controladora Volkswagen tenta recolocar a Audi nos trilhos ao mesmo tempo em que enfrenta dificuldades também na Porsche, duas marcas historicamente centrais para os retornos do grupo.
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Nos últimos ciclos, os lucros despencaram por uma combinação de recuos caros em EVs, tarifas dos Estados Unidos e queda de vendas na China, um trio que virou rotina no balanço.
Na terça-feira, o diretor financeiro Jürgen Rittersberger disse, em briefing com a imprensa, que a meta de longo prazo é voltar a retornos de dois dígitos até 2030 “passo a passo”.
Em 2025, o retorno operacional da Audi caiu para 3,9%, em parte por causa das tarifas e do custo de uma reversão considerada onerosa na estratégia de eletrificação.
Dentro do grupo de luxo, as tarifas dos EUA somaram R$ 7,2 bilhões em €1,2 bilhão no ano passado, e provisões ligadas à conformidade de regras de CO2 também pesaram.
A fabricante afirmou que segue no caminho para cortar 7.500 empregos em suas unidades na Alemanha até 2029, numa tentativa de reduzir custos fixos e proteger margem.
Para impulsionar vendas, a Audi prepara uma nova leva de produtos, incluindo o compacto elétrico A2 e-tron na Europa para capturar a demanda crescente por EVs.
Nos Estados Unidos, o destaque é o SUV grande Q9, desenhado para o gosto local e para atacar um ponto fraco: a falta de utilitários grandes no portfólio.
O mercado americano, o segundo maior de carros de passeio do mundo, frustrou expectativas justamente por esse buraco de produto, e as vendas recuaram no ano passado.
Na China, as entregas também seguem em queda, com BYD e Xiaomi avançando com tecnologia de EVs e preços menores, embora o ritmo de retração tenha desacelerado para 5% em 2025.
Como reação, a Audi vai apresentar no Salão de Pequim no mês que vem seu segundo modelo de uma sub-marca exclusiva para a China, em cooperação com a parceira SAIC.
O lançamento citado é o SUV AUDI E7X, que chega como parte da tentativa de recuperar relevância local sem perder controle de imagem, tecnologia e rentabilidade.
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