A Ferrari quer cobrar mais sem produzir mais: nova configuração do Purosangue cria uma faixa premium acima de 450.000 euros

Quando uma marca vive de exclusividade, a forma mais eficiente de crescer costuma ser vender “mais Ferrari” por carro, e não simplesmente empilhar produção.

É nesse contexto que a Ferrari estaria desenvolvendo uma versão de performance do seu crossover de quatro portas, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

A proposta, dizem essas fontes, é deixar a dinâmica mais afiada sem abrir mão do V12 aspirado, preservando o apelo emocional que virou assinatura do modelo.

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A produção dessa nova configuração estaria prevista para começar no segundo semestre deste ano, com montagem em Maranello e início podendo ocorrer já no próximo outono.

Uma variante mais esportiva reforçaria o DNA de corrida da marca e, ao mesmo tempo, funcionaria como atualização de meio de ciclo do projeto lançado em setembro de 2022.

O ganho comercial é óbvio: criar um degrau de preço mais alto sem elevar volumes de forma relevante, algo coerente com a política de preservar escassez.

Procurada, a Ferrari respondeu de forma padrão que não comenta modelos futuros, mantendo o silêncio típico em torno de lançamentos ainda não anunciados.

Em 2025, a empresa produziu quase 14.000 carros e segue com teto de volume para sustentar exclusividade e poder de precificação.

A própria Ferrari já afirmou que pretende manter o Purosangue em cerca de 20% da produção anual, o que limita a velocidade de aumento de entregas mesmo com demanda forte.

Em fevereiro, a companhia divulgou novas metas para 2026 que tranquilizaram investidores sobre crescimento e margens, reforçando a confiança no mix de produtos.

A Ferrari também tem histórico de pacotes de performance, como o Assetto Fiorano do SF90 Stradale e do 296 GTB, que costuma combinar ajustes de chassi e redução de peso.

Esse tipo de pacote normalmente adiciona algo em torno de $30.000 ou mais (aproximadamente R$ 158 mil) ao preço, em troca de respostas mais precisas ao volante.

O Purosangue, primeiro quatro-portas e quatro-lugares da marca, ajudou a ampliar a base de clientes além dos esportivos biplace tradicionais.

Com preço inicial em torno de €450.000 [cerca de R$ 2,75 milhões], o modelo elevou o preço médio de venda e melhorou o mix desde a estreia.

O valor também aparece em dólares como $520.000 (equivalente a aproximadamente R$ 2,74 milhões), e os primeiros lotes de produção se esgotaram rapidamente.

A decisão de insistir em combustão sugere que a Ferrari ainda enxerga demanda robusta por alto desempenho a gasolina enquanto avança em híbridos e EVs.

No tabuleiro competitivo, o Purosangue mira rivais esportivo-luxuosos mais baratos como Lamborghini Urus, Aston Martin DBX e Porsche Cayenne, mas com proposta de Ferrari “pura”.

A movimentação se conecta ao plano de 2026 em diante, já que o CEO Benedetto Vigna disse que a marca pretende oferecer, em média, quatro novos modelos por ano de 2026 a 2030.

Na bolsa de Milão, as ações reduziram perdas e eram negociadas 2,2% em queda na tarde de sexta-feira, acumulando baixa de 5,4% no ano.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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