
A corrida pelas baterias do futuro deixou de ser promessa e começou a ganhar cara de produto, com a China empurrando o sódio para o centro dos EVs de passeio.
Pouco mais de um mês depois de a CATL e a Changan Automobile apresentarem o primeiro EV produzido em massa com bateria de íons de sódio, um novo avanço foi anunciado nesta semana.
O Beijing Automotive Group, o BAIC Group, disse ter dado um passo importante ao concluir seu primeiro protótipo de bateria de íons de sódio.
A novidade foi divulgada pela unidade de pesquisa e desenvolvimento, a BAIC R&D, em uma publicação no WeChat, na qual a empresa afirmou ter alcançado um “avanço significativo”.
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A linha Aurora da BAIC agora inclui baterias de íons de lítio, estado sólido e íons de sódio, sinalizando que a montadora quer manter opções abertas para diferentes custos e aplicações.
No protótipo, o pacote de íons de sódio usa células prismáticas e passa de 170 Wh/kg de densidade de energia, um patamar colocado pela empresa entre os melhores do setor.
Um dos pontos mais agressivos é a recarga ultrarrápida em padrão 4C, que permitiria carga completa em cerca de 11 minutos.
Outro destaque é a operação em faixa ampla de temperatura, indo de -40°C a 60°C, algo relevante para mercados com frio extremo e calor intenso.
A BAIC afirmou ainda que a bateria manteve taxa de retenção de energia acima de 92% a -20°C, um dado que mira uma das dores clássicas de desempenho no inverno.
Segundo o site chinês IT Home, a empresa já desenvolveu amostras de baterias de íons de sódio e estabeleceu um método de produção em massa para baterias prismáticas.
Esse avanço ocorre pouco depois de a CATL exibir suas baterias de íons de sódio no Changan Nevo A06, reforçando que a tecnologia saiu do laboratório e entrou no carro.
“Os avanços em íons de sódio trazem mais resiliência, uma faixa maior de temperatura operacional e um crescimento mais sustentável para a eletrificação”, disse Gao Huan, diretor de tecnologia da CATL, em coletiva em fevereiro.
A CATL batizou suas baterias de íons de sódio de “Naxtra” e afirmou que elas chegam a até 175 Wh/kg, colocando o desempenho no mesmo território das baterias LFP.
Nos EVs de passeio, a previsão é usar um pacote de 45 kWh, com autonomia de até 400 km no ciclo CLTC, enquanto a CATL projeta avanço para algo entre 500 e 600 km nos próximos meses e anos.
O argumento econômico é central, porque o sódio tende a ser mais barato e menos sensível a oscilações do que o lítio, motivo pelo qual CATL, BYD e outros grandes fabricantes chineses estão apostando na rota.
No ano passado, os embarques globais de baterias de íons de sódio chegaram a 9 GWh, alta de 150% frente a 2024, e a expectativa é superar 1.000 GWh nos próximos quatro anos.
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