
A febre do off-road ganhou um novo capítulo estranho, porque um SUV que parecia pronto para estrear na era dos EVs voltou a mirar a velha receita da combustão.
A Nissan decidiu abandonar o plano de lançar um SUV elétrico “focado em aventura” e agora prepara o retorno do Xterra com versões a gasolina e híbrida.
Há pouco mais de um ano, a marca havia prometido 10 modelos novos ou atualizados na América do Norte até 2027, como parte de uma grande virada de portfólio.
No roteiro apresentado, depois de novidades envolvendo o LEAF 2026, além de Rogue, Pathfinder e Sentra, surgiria em 2028 um SUV elétrico inédito com perfil mais robusto.
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Mais tarde, esse projeto foi associado ao Xterra de nova geração, que seria produzido em Canton, no Mississippi, com baterias fornecidas localmente pela SK On.
O Xterra original ganhou fama por entregar trilha e preço mais amigável do que rivais como Toyota 4Runner e Ford Bronco, mas saiu de linha nos EUA após o ano-modelo 2015.
A explicação da época foi a mudança do mercado, com SUVs mais eficientes como Honda CR-V e Toyota RAV4 roubando espaço e empurrando o Xterra para fora do foco.
Agora, Ponz Pandikuthira, senior vice president e chief product and planning officer da Nissan Americas, confirmou que o próximo Xterra não terá uma versão 100% elétrica.
Em conversa com a Car and Driver durante o New York Auto Show, ele afirmou que haverá uma opção “ICE pura”, ou seja, motor a combustão sem qualquer assistência elétrica.
Segundo Pandikuthira, a estratégia é lançar primeiro essa configuração e, a partir dela, desenvolver uma alternativa híbrida com motor V6, ainda sem cronograma fechado.
Ele admitiu que o tipo de híbrido segue em aberto, com dúvidas sobre execução, estreia e intervalo entre a versão a combustão e a eletrificada.
A mudança chama atenção porque, em dezembro, Pandikuthira havia dito à MotorTrend que o Xterra “não pode ser apenas a combustão”, citando estudos de EREV, híbrido paralelo ou plug-in.
Na base mecânica, a expectativa é que o novo Xterra siga a linha da Frontier com construção sobre chassi, usando uma evolução do atual motor V6 3.8.
O recuo acontece enquanto a Nissan também ajusta sua presença de EVs nos EUA, com o LEAF permanecendo como o único EV puro da marca no país.
O texto aponta ainda que várias montadoras, incluindo Ford e GM, vêm reduzindo projetos relevantes de EVs nos EUA após mudanças de política na Administração Trump.
Com o LEAF 2026 ainda entre os EVs mais acessíveis do mercado ao lado do novo Chevy Bolt, a janela pode diminuir com alternativas mais baratas de Kia, Rivian e Toyota.
Nos números citados, a Nissan vendeu 668 unidades do LEAF no primeiro trimestre, enquanto a Toyota emplacou mais de 10.000 unidades do bZ no mesmo período.
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