
A linha histórica de entusiastas da Audi acabou dando lugar à decepção. Em seu vídeo intitulado “Speak up for Audi”, o criador conhecido como Auditography relata, em cerca de uma hora, como sua paixão pela marca foi se transformando em frustração.
E o mais impressionante é que muitos concordam com ele: o vídeo acumulou mais de 3.500 comentários, quase todos concordando com o autor.
Ele se apresenta como alguém que viveu Audi desde a infância: desenhava os carros, comprou um A4 recém-formado, trabalhou como fotógrafo da marca e possui uma coleção pessoal de modelos da montadora.
Segundo o autor:
Para mim, a relação com a Audi está gravada em meus ossos e coração. Para mim, não é apenas uma marca. É um estilo de vida.
Nos últimos sete anos, a Audi vem tomando decisões cada vez mais questionáveis e, nos últimos tempos, parece que perdeu totalmente sua identidade.
O cerne da crítica cobre mais de uma dúzia de mudanças recentes de design e posicionamento, ilustradas com material histórico (como os próprios desenhos de infância) e registros pessoais da época em que esteve envolvido com a marca.
Principais reclamações dos fãs:
A retirada dos emblemas frontais nas versões S e RS, junto com escapamentos falsos, foi apontada como um ato de abandono da identidade da marca (“a pior decisão da história da Audi”).
A conversa sobre mudanças nos logos e insígnias dura quase 10 minutos, com comentários de outros entusiastas exibidos na tela, expressando descontentamento coletivo.
O posicionamento de nomes e hierarquia nos modelos também gerou confusão: a Audi mudou e depois voltou atrás, demonstrando desorganização estratégica.
Ainda assim, o autor defende que evolução é válida — mas não pode ocorrer à custa de paixão, detalhes e respeito à herança da marca. Como ele diz:
Às vezes, para seguir em frente, você precisa voltar. Olhar para trás e lembrar o que fez da Audi uma marca admirada.
As reações mostram que o discurso não é isolado. Nas redes, entusiastas, donos e ex-fãs manifestam empatia e medo de um futuro sem a personalidade que os atraiu à marca inicialmente.
E os números?
O recado vem em um momento delicado: as vendas da Audi caíram 12% até junho de 2025 (em comparação com o mesmo período de 2024).
Há também rumores sobre disputas internas envolvendo o CEO Gernot Döllner, o que pode estar alimentando o descontentamento.
Será que esse grito por dentro será ouvido? A torcida dos fãs apaixonados espera que a Audi repense seu caminho e reacenda a chama que a tornou querida.
Mas, ao que tudo indica, o tempo está passando — e pode ser decisivo para reconquistar quem já foi conquista da marca.
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