Após escândalo com o sistema OnStar, GM é proibida de compartilhar dados de motoristas por total de 5 anos

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A confiança do consumidor nos serviços conectados dos carros sofreu um abalo depois que a General Motors foi oficialmente punida por coletar e vender dados de motoristas sem consentimento.

A montadora está agora proibida de compartilhar informações como localização e comportamento ao volante com agências de crédito pelos próximos cinco anos.

A decisão faz parte de um acordo com a Comissão Federal de Comércio (FTC), que acusou a GM de violar gravemente a privacidade de milhões de usuários dos serviços OnStar.

A polêmica começou após uma investigação do New York Times revelar, em 2024, que dados coletados pela GM estavam sendo vendidos para empresas como LexisNexis, que os repassavam a seguradoras.

Em alguns casos, essas informações acabaram resultando em aumento de prêmios para motoristas, sem que eles soubessem que estavam sendo avaliados.

O serviço Smart Driver, da OnStar, foi descontinuado pouco depois da repercussão, e a GM também encerrou relações com empresas terceirizadas de telemetria.

Apesar da gravidade das acusações, o acordo firmado em janeiro de 2025 não inclui pagamento de multa — o que chamou a atenção de críticos e especialistas.

Segundo a FTC, a sanção de cinco anos sem repassar dados a agências de crédito é uma forma de “cercar” futuras práticas abusivas e restaurar parte da confiança do consumidor.

Além disso, o acordo terá validade de 20 anos e impõe novas regras de transparência para a coleta de dados nos carros da marca.

A GM agora será obrigada a obter consentimento explícito dos motoristas antes de coletar, usar ou compartilhar qualquer dado pessoal.

Também deverá criar um sistema onde qualquer cliente poderá acessar seus dados, solicitar exclusão e desativar funções de geolocalização e rastreamento de comportamento ao volante.

Essas medidas precisam ser implementadas em todos os veículos conectados da marca vendidos nos Estados Unidos.

No comunicado oficial, a GM afirmou que continua comprometida com a proteção da privacidade de seus clientes e que “a transparência é fundamental para manter a confiança”.

Ainda assim, a forma como a empresa explorou comercialmente informações sensíveis sem informar claramente os consumidores segue sendo alvo de críticas.

A punição, embora significativa em termos simbólicos, levanta dúvidas sobre a eficácia das regras atuais de proteção de dados no setor automotivo.

No fim, a GM sai sem pagar multa, mas carrega agora o peso de um escândalo que pode influenciar futuras legislações e mudar para sempre a forma como os dados dos motoristas são tratados.

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Escrito por

Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Sua rede social: Facebook

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