
Muitos motoristas nem imaginam que parte do conforto térmico do carro depende de um pequeno componente quase invisível no painel.
Discreto e frequentemente confundido com enfeite ou sensor de luz, esse elemento é, na verdade, vital para o funcionamento eficiente do sistema de climatização.
Trata-se do sensor solar, ou “sunload sensor”, responsável por medir a intensidade da luz solar que invade o interior do veículo.
Ao captar essa informação, ele permite que o ar-condicionado e o aquecedor ajustem automaticamente a força e direção do fluxo de ar.
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Isso é essencial porque a sensação térmica dentro de um carro depende muito mais da incidência de sol do que da temperatura externa em si.

Em dias frios com sol forte, por exemplo, o interior pode esquentar rapidamente, exigindo refrigeração mesmo com o termômetro marcando baixas temperaturas.
Já em dias nublados, a necessidade de resfriamento é menor, mesmo que a temperatura ambiente esteja alta.
O sensor solar atua com base em um fotodiodo que reage à luz: quanto mais intensa a radiação, menor a voltagem do sinal enviado ao sistema de climatização.
Esse sinal varia entre 0 e 5 volts e é interpretado pela central do sistema de ar-condicionado para regular a velocidade do ventilador e o equilíbrio entre ar quente e frio.
As chamadas “portas de mistura” (blend doors) recebem esse comando e decidem por onde o ar passará — seja pelo evaporador do ar-condicionado, seja pelo radiador do aquecedor.
Em um dia de sol escaldante, o sensor envia um sinal fraco, indicando alta intensidade solar, e as portas se abrem para direcionar mais ar gelado ao interior.
À noite ou sob nuvens espessas, o sinal é mais forte, e o sistema reduz a refrigeração automaticamente.
Caso o sensor esteja com defeito ou bloqueado, todo esse processo fica comprometido, e o conforto térmico do carro vai por água abaixo.
É comum que motoristas enfrentem ar-condicionado fraco ou aquecedor ineficaz sem imaginar que o problema esteja justamente nessa pequena peça.
Muitas vezes, o mau funcionamento se deve a objetos colocados sobre o painel, que tapam o sensor e impedem a leitura da luz solar.
Poeira, sujeira e até películas mal aplicadas no para-brisa também podem afetar a precisão do sensor.
Uma forma simples de testar é cobrir e depois descobrir o sensor com o carro parado sob o sol e observar se há mudança no comportamento do ar-condicionado.
Além disso, scanners OBD-II podem detectar falhas no sensor, geralmente sob códigos que começam com a letra B, embora esses erros não acendam a luz de verificação do motor.
É importante não confundir o sensor solar com o sensor crepuscular, que ativa os faróis automáticos e possui visual semelhante no painel.
Agora que você sabe o papel crucial dessa “bolinha” no topo do painel, vale a pena mantê-la sempre limpa e desobstruída.
E se o ar-condicionado continuar decepcionando mesmo em dias quentes, talvez o problema não seja o gás — e sim o sensor solar que ficou esquecido.
[Fonte: Jalopnik]
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