
A Fiat Titano 2026 chegou ao mercado com mudanças importantes em relação ao modelo de lançamento, que era montado no Uruguai. Agora, feita completamente na Argentina, a picape média da marca italiana traz novidades que a ajudam muito.
Na versão Ranch, a Titano 2026 oferece seu pacote mais completo, com motor diesel substituído, deixando o de origem Peugeot com a chegada do Multijet 2.2 com 200 cavalos.
Custando R$ 285.990, a Titano Ranch 2026 tem ainda pintura branca custando R$ 2.490, elevando seu valor para R$ 288.480. Tendo mudanças técnicas, associadas à nacionalização regional, a picape da Fiat agora quer seu lugar ao sol.
Conseguirá?
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Tradicionalmente comportada
Ostentando o mesmo estilo do modelo anterior, a Titano 2026 tem um aspecto comportado e até certo ponto discreto, empregando faróis de LED, alguns detalhes cromados e estribos laterais.
Empregando rodas de liga leve aro 18 polegadas com acabamento diamantado e pneus 265/60 R18, reforçam a proposta da versão Ranch, que tem ainda capota marítima e santantônio personalizado.
Se por fora parece até atraente, por dentro, a Fiat Titano 2026 fica devendo… O acabamento simples, cheio de plásticos pretos e um aspecto de veículo puramente de trabalho, desanima.
O ambiente de design da Peugeot, tem detalhes em cinza, que lembram a van Expert, por exemplo. Aliás, as teclas de estilo piano também são outra herança da francesa.

No frontal da cabine, o painel da Titano tem instrumentação análoga-digital e tela de 7 polegadas multifuncional que funciona bem, enquanto a multimídia atende, mas é lenta em resposta.
Ela parece de origem chinesa e às vezes trava ou demora demais, tendo monitoramento em 360 graus com modelo 3D, bem como conexão sem fio para Android Auto e CarPlay.
O ar-condicionado é dual zone e seus comandos na multimídia também estão sujeitos ao atraso eventual do dispositivo de entretenimento, que tem ainda um GPS nativo, pouco confiável.

Já o volante é simples, mas atende, enquanto o ajuste de profundidade é comemorado. Com freio de estacionamento eletrônico e seletor automático de tração, a Titano 2026 tem uma alavanca de marchas eletrônica e vistosa.
Não há carregador indutivo de smartphone, embora haja um espaço onde pode ser ocupado por tal funcionalidade.
Porta-copos adicionais em cima do painel no lado do passageiro, bem como retrátil para o motorista, contribuem para a comodidade.
A versão Ranch tem bancos em couro e ajuste elétrico para o motorista e passageiro, enquanto o retrovisor interno é somente dia e noite. Atrás, o espaço é mediano para uma picape desse porte e há apoio de braço central, bem como existem saídas de ar.

Já a caçamba de 1.109 litros tem acesso com uma tampa pesada e sem nenhum amortecimento, além de capota marítima e nenhum degrau extra para facilitar o embarque com a tampa aberta, só o da placa com ela fechada.
Consumo bom
Como bem sabemos, o motor Multijet III 2.2 litros que equipa a Fiat Titano 2026 veio para somar, trazendo como principal característica, além do óbvio, um bom consumo, especialmente na cidade.
O propulsor de 2.184 cm³ é um turbo diesel bem acertado, com 200 cavalos a 3.750 rpm e 45,9 kgfm a 1.500 rpm, trabalhando ainda com uma caixa automática de oito marchas e com tração 4×4 dotada de reduzida.

O motor de origem Fiat é mais forte que o da Peugeot e garante boas respostas ao acelerador, mesmo no modo Normal, já que ainda existe o modo Sport.
Respondendo bem nas saídas, garante boas arrancadas e ultrapassagens bem seguras, além de oferecer uma boa carga de força em baixa rotação, chegando mesmo perto de 1.000 rpm em seu trabalho.
Para ter uma ideia, pode subir uma serra como a da Rodovia dos Imigrantes em oitava marcha, sustentando tudo a 1.500 rpm. De ronco agradável para quem gosta de diesel, o Multijet 2.2 caiu muito bem sobre a Fiat Titano 2026.
Sem tomar conhecimento dos 2.150 kg de peso da Titano, o motor 2.2 não exige rotações altas para entregar o que pode, mas se a ideia for explorar seus limites, a picape da Fiat oferece o modo Sport para mantê-lo cheio e as trocas manuais na alavanca, com alguma liberdade.

No 4×4, possui engate suave do 4×4, mas se exige parada para o 4×4 reduzido, bem como há bloqueio do diferencial traseiro e controle eletrônico de descida para situações bem ruins no fora de estrada.
Na cidade, a Titano 2026 fez ótimos 11,2 km/l, enquanto na estrada foi mais comedida, com 12,6 km/l a 80 km/h, 12,0 km/l a 100 km/h e 11,6 km/l a 120 km/h. O consumo na rodovia não agradou tanto quanto na cidade.
Rodando a 1.800 rpm em oitava marcha a 110 km/h, a Titano 2026 tem consumo na estrada que pode ser melhor que esses números graças à rotação de funcionamento e à marcha engatada.
Chegamos a fazer 13,6 km/l variando de 80 a 110 km/h, com um giro na casa dos 1.500 rpm, sustentando isso com mudanças manuais. Isso nos lembra os casos de Toro e Rampage com esse motor. Assim, ele pode ser mais econômico a 110 km/h do que a 90 km/h, por exemplo.

No mais, a direção é mais leve que o desejável, enquanto os freios atendem bem. Já a suspensão dianteira é mais suave, garantindo conforto sem saltitar, enquanto a traseira com feixe de molas tem comportamento adequado.
Filtra bem os buracos, ainda que pulando-os, graças aos pneus grandes e ao conjunto feito para suportar pancadas maiores que os carros comuns. Está bem adequada às condições de ruas e estradas do país, assim como também ao fora de estrada.
Tem também boa estabilidade para picape de sua proposta, adicionando ainda um pacote ADAS mediano, com controle de cruzeiro adaptativo que reduz a velocidade em curvas e assistente de faixa que somente alerta. Alerta de ponto cego e as câmeras em 360 ajudam muito.
A Fiat Titano 2026 recebeu mudanças que a deixaram melhor, agora com um motor mais forte e econômico.

Falta nos detalhes
Estando numa faixa de preço bem abaixo das versões topo de linha do segmento, a Fiat Titano 2026 na versão Ranch poderia oferecer mais por sua proposta de ser a mais cara da gama do produto.
Não há teto solar elétrico e nem um pacote ADAS mais eficiente, porém, o pior mesmo é o visual interno com um aspecto de veículo de trabalho, sem um acabamento como da Toro Ranch, por exemplo.
No mercado, isso afeta muito a Titano, com a Mitsubishi Triton HPE por R$ 292.990, sendo esta mais potente. Já em relação à Nissan Frontier Attack, que sai por R$ 277.590, a da Fiat é mais potente e completa.

Ela se dá bem ainda sobre a Ford Ranger XLS, mais fraca e desprovida de itens, enquanto a Toyota Hilux e a VW Amarok subiram no salto. Esta última por ter somente motor V6.
Por fim, há a JAC Hunter por R$ 259.990, só que menos potente e sem ADAS. Há também a chinesa GWM Poer por R$ 240.000, Foton Tunland V7 por R$ 289.990 e a Chevrolet S10 no salto também…
Vale? A proposta de picape média é aceitável, com boa capacidade de carga de 1.020 kg, suspensão alta e robusta, cabine com espaço aceitável e caçamba grande.
Mas, o acabamento interno depõe contra.
Fica difícil fazer a conta racional fechar nesse caso e os números de vendas parecem corroborar com isso. Para quem não liga, está aí a picape média com bom motor.
Fiat Titano Ranch 2026 – Galeria de fotos
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