
O Geely EX2 chegou ao mercado brasileiro com uma proposta agressiva, com preços competitivos num produto com bom potencial por aqui. Sendo 100% elétrico, o hatch compacto vem para brigar numa faixa bem disputada.
Com linhas modernas, o EX2 chega sobre uma plataforma sofisticada, mas seu público é aquele da faixa de entrada, com duas versões que partem de R$ 120 mil, mas nesse caso da avaliação, é a top Max: R$ 135.100, promocionais.
Tendo tração traseira e 116 cavalos, o Geely EX2 é um carro que parte do preço de um Dolphin Mini, mas é um rival do Dolphin e ainda por um preço menor na versão completa. Pela lógica, parece mesmo valer a pena.
Será? Vamos ver.
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Modernamente simples
O EX2 tem um visual moderno e reflete exatamente a nova moda do mercado chinês, os carros que lembram gadgets, com linhas arredondadas, grupo ótico de LED e pintura em dois tons.
Na frente, os faróis são amendoados e dotados de linhas de LED decorativas.
Atrás, as lanternas também seguem a mesma proposta, igualmente em LED, com pintura verde num tom pistache e preto no teto e colunas. O EX2 segue um estilo clean, com maçanetas embutidas e poucos vincos.

Tendo colunas C estilizadas e uma linha de teto “suspensa”, o EX2 não tem teto de vidro, mas preto, assim como a vigia traseira não dispõe de limpador.
O que chama atenção no hatch da Geely são as rodas de liga leve aro 16 de quatro raios, mas seus pneus 205/60 R16 bem altos não passam despercebidos.
Dentro, o ambiente do EX2 apresenta um cockpit duplo com painel e portas dianteiras, dotados de elementos gráficos iluminados em LED (com até duas cores mescladas) na forma de prédios.
Nas portas traseiras, esses elementos não são iluminados. É algo que chama atenção realmente, mas não é o que realmente agrada no ambiente, espaçoso e versátil.

Com console elevado e elemento vazado, o EX2 tem slot para smartphone, porta-copos bem posicionados e porta-objetos comum. O porta-luvas também chama atenção por ser uma gaveta acarpetada…
Já o volante de dois raios tem bom design e é minimalista, mas não tem ajuste em altura. O cluster digital é pequeno e apresenta somente o suficiente, embora tenha um gráfico do ACC que lembra a Tesla.
Já a multimídia tem uma tela vistosa, mas também um sistema simplificado, embora pouco intuitivo. Os comandos precisam ser caçados e mudam de posição no menu “iniciar” conforme o uso frequente.

Há mudanças de modos de condução, regeneração, consumo de energia, monitoramento em 360 graus (ótimo em manobras) e outras funcionalidades, como os modos de repouso e acampamento com sons agradáveis…
Sim, os chineses gostam de passar mais tempo dentro de seus carros.
O ar-condicionado é de uma única zona e é do tipo “8 ou 80”, ou seja, gela ou aquece demais, como em alguns carros elétricos. Não ter Android Auto a bordo é um pecado que a Geely deve se redimir em breve, espera-se.

O EX2, embora ainda não seja, é um veículo altamente conectado e provavelmente em breve terá serviços e atualizações remotas mais amplas no Brasil. Ele também liga sem botão de partida e o banco do motorista tem ajuste em altura.
Já o acabamento é mediano, com detalhes das portas não sendo tão bons quanto de seu maior concorrente, assim como as hastes do volante denotam baixo custo. Há plásticos demais no painel e guarnições, enquanto os bancos são de couro, com o traseiro bipartido.
Existe sim muita simplicidade em certos aspectos, mas o melhor do EX2 no habitáculo é mesmo o espaço e a versatilidade, especialmente no uso de espaços, como os 28 litros sob o banco traseiro.

O porta-malas de 375 litros é bom e pode ser ampliado com inteligência, enquanto o “fronta-malas” de 70 litros ajuda a ampliar a disponibilidade de espaço. Não há estepe, porque o motor elétrico fica na traseira.
Como antigamente
Se o propulsor fica atrás, então, aquela configuração que já foi tão popular por aqui está de volta.
Como antigamente, o EX2 tem a boa tração traseira que os entusiastas amam. Graças à eletrificação, hoje é possível existir algo como a plataforma GEA da Geely.

Sendo a mesma do Volvo EX30, ela emprega um propulsor de 116 cavalos e 15,3 kgfm, que tem números de um motor 1.6 aspirado, mas que anda bem mais que isso. Com a força enviada por meio de semieixos num conjunto multilink, o EX2 é agradável ao dirigir.
Como ele é empurrado pelo motor, a sensação nas acelerações é melhor que a de elétricos de tração dianteira, que puxam o veículo. Entregando força desde o início, o EX2 garante o desempenho esperado de um carro elétrico com agilidade.
Indo de 0 a 100 km/h em 10,2 segundos e com máxima de 130 km/h, o hatch da Geely atende bem, especialmente na cidade, enquanto na estrada tem um desempenho aceitável, mesmo cheio.

Pesando 1.300 kg, o EX2 reage rapidamente, especialmente nos modos de condução Comfort e Sport, entregando boa resposta ao acelerador. O consumo é baixo, ajudado pelos pneus altos de baixo atrito.
Com uma bateria de 39,4 kWh, o EX2 garante 431 km no ciclo NEDC e 289 km no Inmetro.
O interessante desta célula é a boa capacidade de regeneração, recuperando de 40 a 50 km em longas descidas de serra, por exemplo.

O consumo foi de 9,1 km/kWh na cidade, 7,8 km/kWh a 80 km/h, 5,1 km/kWh a 100 km/h e 3,8 km/kWh a 120 km/h.
É preciso ajustar o modo de recuperação e condução para se obter mais eficiência do conjunto. Limitada a 70 kW em estações de recarga rápida, o EX2 se torna bem prático longe de uma tomada doméstica.
Na dirigibilidade, o EX2 tem uma boa dinâmica de condução, com plataforma bem rígida e direção responsiva, com freios adequados e um bom equilíbrio no ajuste da suspensão.

Mesmo com pneus altos, a suspensão tem uma calibragem não tão macia, mas o conjunto filtra bem as irregularidades e se adapta bem às condições ruins de nossas ruas.
Nas curvas, o EX2 também tem um bom equilíbrio, não saindo de frente por conta do peso maior atrás e no assoalho, garantindo um centro de gravidade baixo.
É ágil nas mudanças de direção e em curvas fechadas.
O controle de cruzeiro adaptativo é bom também, mas o pacote ADAS não inclui um assistente de centralização de faixa, deixando o alerta somente a desejar algo melhor. Tem farol alto automático e monitoramento em 360 graus.

Agressividade comercial
Custando R$ 135.100 em preço promocional, o Geely EX2 Max é a versão topo de linha do hatch chinês, que traz um layout amigável, porte interessante e desempenho agradável.
Em seu pacote no Brasil, o EX2 Max vem com vários itens, como um pacote ADAS quase completo, além de acabamento em couro nos bancos e alguns elementos que ajudam.
Todavia, ele direciona seu foco no espaço interno e também nos espaços para bagagem, com direito a dois porta-malas.

Peca em conectividade ao não ser mais acessível para navegação por GPS, não dispõe nem de algo nativo.
No mais, não lhe faz falta um teto panorâmico e a distribuição de ar interna agrada também quem vai atrás. Com atualização do ADAS e da conectividade, ficará um carro melhor.
Já no mercado, seus atributos lhe dão vantagem sobre rivais como JAC E-JS1 e BYD Dolphin, que partem de R$ 120 mil.

Em sua faixa de preço, são R$ 15 mil a menos que o rival BYD Dolphin e isso é importante num veículo que é mais potente e melhor resolvido em bagageiro.
Vale? A Geely dá seis anos de garantia, com mais oito da bateria.
O consumo é bom e visual também, ainda que falte alguma atenção nos detalhes do interior, mas na somatória de tudo, é realmente a opção a se considerar abaixo de R$ 150 mil.
Geely EX2 – Galeria de fotos
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