“Babás motorizadas”: Pais usam robotáxis para levar filhos à escola — mesmo contra as regras

waymo jovens
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Os robotáxis vêm ganhando uma nova função inesperada: servir como “motoristas particulares” para crianças e adolescentes.

Pais de regiões atendidas por veículos autônomos estão aproveitando a conveniência para delegar o transporte dos filhos, mesmo quando isso contraria os termos de uso das empresas e até as leis estaduais.

Em cidades como San Francisco, onde a Waymo — empresa de robotáxis ligada à Alphabet, dona do Google — já opera, a prática tem se tornado cada vez mais comum entre famílias.

Relatos publicados pelo San Francisco Chronicle mostram que pais estão solicitando viagens para seus filhos sozinhos, desafiando as diretrizes da própria empresa, que exige a presença de um adulto ou idade mínima de 18 anos.

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A iniciativa, embora irregular, é vista por muitos como uma solução prática para a correria do dia a dia familiar.

taxi waymo
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“Percebemos que isso tornaria nossas vidas mais fáceis”, disse um dos pais ouvidos pelo jornal californiano, resumindo o sentimento de vários usuários do serviço.

Na região metropolitana de Phoenix, onde a Waymo também atua, a empresa permite legalmente que adolescentes de 14 a 17 anos tenham contas próprias e usem o serviço — desde que com consentimento dos pais.

Foi o caso da moradora de Scottsdale, Kim Ollerhead, que contou ao Business Insider que seus filhos gêmeos já experimentaram uma viagem em robotáxi.

Segundo ela, quando estiverem um pouco mais velhos, provavelmente autorizará que usem o serviço sozinhos com frequência.

Fora do Arizona, no entanto, essa flexibilidade não existe: a legislação geralmente impõe a maioridade como critério obrigatório para embarcar em carros autônomos desacompanhado.

Mesmo assim, a prática vem se espalhando em áreas como a Bay Area, onde a presença da tecnologia está mais consolidada.

A ausência de um motorista humano, segundo os pais, representa não só praticidade, mas também um ambiente mais calmo e seguro para os filhos.

As empresas de robotáxis, porém, ainda enfrentam desafios regulatórios e de aceitação pública — especialmente em casos como esse, que envolvem menores de idade.

Embora os veículos sejam projetados com uma série de sistemas de segurança e monitoramento, o transporte de crianças sem supervisão direta levanta preocupações quanto à responsabilidade legal e à resposta em emergências.

A discussão ganha força à medida que os robotáxis se tornam mais presentes nas ruas e a população começa a explorar novas formas de utilizá-los no cotidiano.

A prática ilegal de embarcar menores sozinhos ainda pode gerar penalidades, mas por ora, para muitas famílias americanas, vale o risco diante da promessa de mais tempo livre e menos deslocamentos cansativos.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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