Balde de água fria nos EVs: Porsche desiste de deixar SUV acima da Cayenne somente elétrico e prepara versões V6, V8 e híbridas

porsche (6)
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A transição elétrica do segmento de luxo parecia inevitável, mas a Porsche acaba de mostrar que, na prática, a conta entre desejo, tecnologia e demanda ainda não fechou.

O K1, novo SUV de topo posicionado acima do Cayenne , estava sendo concebido como um modelo exclusivamente elétrico, mas agora migrará para uma base voltada a motores a combustão e híbridos.

Segundo informações da imprensa europeia, o projeto abandonou a arquitetura elétrica SSP do Grupo Volkswagen e passará a usar a plataforma Premium Platform Combustion, a mesma do futuro Audi Q9.

Planejado para ser lançado em 2028, o K1 deve aparecer em forma de conceito estático antes disso e será o rival direto de BMW X7 e Mercedes-Benz GLS.

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A cabine deverá oferecer opções de quatro, cinco ou sete lugares, com forte foco em luxo, conforto e tecnologia para agradar especialmente clientes dos Estados Unidos e da China.

A nova base PPC é capaz de acomodar motores V6 e V8 a gasolina, além de híbridos plug-in de última geração, o que muda completamente a proposta original do modelo.

Projeções apontam para o uso de um V6 3.0 e de um V8 4.0 biturbo, com faixas de potência semelhantes às do Cayenne, variando de cerca de 353 cv a algo em torno de 739 cv.

Nos bastidores, a leitura é que a Porsche reagiu à demanda mais fraca do que o esperado por EVs de luxo, ao fiasco nas vendas recentes do Taycan e ao apetite limitado por SUVs gigantes totalmente elétricos.

Os sucessivos atrasos no desenvolvimento da plataforma SSP, principalmente na parte de software, também pesaram, tornando mais racional aproveitar uma arquitetura pronta e já validada.

Ao compartilhar a base com o Audi Q9 e concentrar a produção na fábrica de Bratislava, na Eslováquia, o grupo dilui custos e libera recursos para outros projetos elétricos futuros.

Os primeiros K1 a combustão e híbridos devem chegar cerca de um ano depois do Q9, com forte ênfase nos mercados americano e chinês, onde SUVs grandes ainda são sinônimo de status.

Apesar da guinada, fontes indicam que a Porsche não desistiu totalmente de um K1 puramente elétrico e pretende retomá-lo quando a tecnologia e o mercado estiverem melhor alinhados.

O reposicionamento do SUV acontece em paralelo a uma revisão mais ampla da estratégia de EVs da marca, que pode até adiar ou enterrar de vez os planejados Cayman e Boxster elétricos.

Na prática, o K1 se torna o símbolo de uma abordagem mais cautelosa, em que a marca prefere preservar margens e clientela com V6 e V8 híbridos, em vez de forçar um EV bilionário.

Mesmo sem ambições de recordes em Nürburgring como Taycan Turbo GT ou 911 GT3 RS, as versões mais fortes do K1 devem entregar desempenho de sobra combinado a conforto extremo.

Com o 911 mantendo motor a combustão e o Cayenne caminhando para uma eletrificação progressiva, o K1 surge como um elo entre o velho mundo dos V8 e o futuro elétrico ainda em disputa.

O recado da Porsche é claro para o restante da indústria premium, ao transformar um projeto que seria vitrine elétrica em mais um capítulo da longa história dos motores a gasolina reforçados por eletrificação.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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