
No universo dos hipercarros, as alianças entre marcas são tão mutáveis quanto as promessas que as sustentam.
Agora, uma nova movimentação pode mudar radicalmente o controle da Bugatti Rimac, com a possível saída da Porsche do negócio.
Informações recentes apontam que um fundo de capital de risco, cofundado por um herdeiro da bilionária família egípcia Sawiris, está em negociações para comprar a participação da Porsche na joint venture Bugatti Rimac.
Desde 2021, quando Bugatti e Rimac se uniram, a divisão societária passou por diversas transformações.
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Atualmente, o Grupo Rimac controla 55% da Bugatti Rimac, enquanto os outros 45% permanecem nas mãos da Porsche.
Essa fatia agora pode mudar de dono, caso o fundo HOF Capital, junto à gestora BlueFive Capital, consiga fechar um acordo avaliado em mais de €1 bilhão, o equivalente a R$ 5,3 bilhões.
Além da compra, há a possibilidade de que esses investidores injetem novos recursos no Grupo Rimac, reforçando seus planos de crescimento global.
Mate Rimac, fundador da empresa que leva seu nome, já havia demonstrado interesse em assumir mais controle e autonomia dentro da estrutura da Bugatti Rimac.
No passado, ele chegou a articular a compra da parte da Porsche com apoio de investidores estratégicos.
Ainda não se sabe se ele está envolvido diretamente nesta nova proposta, mas as conversas com a Porsche foram confirmadas pela própria Rimac.
A empresa croata admitiu que discute o futuro da joint venture com a montadora alemã, embora nenhum acordo definitivo tenha sido firmado até agora.
Porsche, HOF Capital e BlueFive preferiram não comentar oficialmente sobre o andamento das tratativas.
Nos bastidores, há sinais de que Mate Rimac deseja mais liberdade para tomar decisões sem depender de grandes conglomerados.
Ele já criticou a complexidade das estruturas acionárias que envolvem múltiplas famílias, interesses divergentes e processos lentos.
“Quero tomar decisões de longo prazo, fazer investimentos ousados, sem ter que explicar tudo para 50 pessoas”, afirmou o empresário em uma entrevista recente.
Ele também destacou a dificuldade de negociar com corporações compostas por diversos núcleos familiares e visões conflitantes.
Se a operação for concluída, será um passo importante para consolidar a Rimac como liderança independente na engenharia de EVs de altíssimo desempenho.
Com o apoio de capital internacional e livre das amarras da Porsche, Mate Rimac poderá moldar o futuro da Bugatti de forma ainda mais radical.
Essa movimentação marca mais um capítulo na disputa por protagonismo dentro da elite da mobilidade elétrica de luxo.
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