
A BMW iniciou 2026 com uma das maiores reduções de preços já vistas na história da marca na China, atingindo mais de 30 modelos com cortes agressivos que chegam a ultrapassar R$ 236 mil.
A medida entrou em vigor no dia 1º de janeiro e tem como objetivo reposicionar a marca diante do crescimento vertiginoso das montadoras chinesas, especialmente no segmento de elétricos.
Entre os casos mais emblemáticos está o sedã elétrico i7 M70L, que caiu de 1,899 milhão de yuans para 1,598 milhão — uma redução de 301 mil yuans, o equivalente a R$ 236.000.
Já o SUV elétrico iX1 eDrive25L registrou o maior percentual de queda: 24%, saindo de 299.900 yuans (R$ 236.000) para 228.000 yuans (R$ 179.000), uma diferença de quase R$ 57 mil.
Veja também
A nova estratégia da marca atinge desde modelos de entrada até sedãs executivos de altíssimo padrão.
A linha Série 7, por exemplo, ficou entre R$ 63 mil e R$ 75 mil mais barata, com o 735Li passando de 919.000 yuans (R$ 705.000) para 808.000 yuans (R$ 620.000).
Modelos como o X6, X7, i5 e i4 também tiveram reduções expressivas, com quedas entre 8% e 19%.
Entre os elétricos, destaque ainda para o i7 eDrive50L Prestige, que caiu de 1.169.000 para 988.000 yuans — uma economia de R$ 149 mil.
Nos modelos mais acessíveis, os cortes colocam carros da BMW na mesma faixa de preço de SUVs compactos nacionais.
O Série 2 225L M Sport, por exemplo, agora parte de 208.000 yuans (cerca de R$ 165.000), tornando-se o BMW mais barato disponível na China.
Antes da mudança, apenas três modelos custavam menos de 300.000 yuans (R$ 236.000); agora já são dez.
A montadora alemã afirmou que a medida não representa uma “guerra de preços”, mas sim uma “atualização sistemática de valor”, dentro da estratégia “Na China, Pela China”, voltada a tornar a marca mais acessível e competitiva no maior mercado automotivo do mundo.
A BMW destacou que o foco é melhorar a relação custo-benefício para o consumidor chinês e ampliar o alcance da marca em meio à disputa acirrada com gigantes locais como BYD, Nio, Li Auto e Xiaomi.
A prática de vender abaixo do preço sugerido já vinha sendo adotada de forma discreta por montadoras premium na China, mas agora a mudança oficial nos preços de tabela deve empurrar ainda mais os valores finais para baixo.
Essa reconfiguração no posicionamento da BMW pode ter reflexos globais, especialmente se marcas rivais como Audi e Mercedes-Benz seguirem a mesma linha para manter espaço no mercado asiático.
Com margens mais apertadas e uma pressão cada vez maior por parte das marcas locais, o setor premium pode estar entrando em uma nova fase — onde luxo e preço acessível podem, finalmente, coexistir.
📨 Receba um email com as principais Notícias Automotivas do diaReceber emails
📲 Receba as notícias do Notícias Automotivas em tempo real!Canal do WhatsAppCanal do Telegram
Siga nosso site no Google Notícias










