BMW desafia os elétricos e confirma: V8 e seis-em-linha vão sobreviver ao Euro 7, mas com um preço que fãs não vão gostar

bmw m3 touring 24h 4
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Enquanto muita gente já decreta o fim dos motores a combustão de alta performance, a BMW está tentando provar que ainda existe vida para os clássicos, mesmo sob regras mais duras.

As novas exigências do Euro 7 estão mudando o terreno da indústria e ameaçando justamente os motores mais celebrados, como os V8 e os seis-em-linha que viraram assinatura da marca.

Ainda assim, um novo relato indica que a BMW não pretende encerrar esses projetos tão cedo, mesmo que o preço seja uma queda de potência para caber nas metas de emissões.

Frank van Meel, chefe da BMW M, afirmou que a empresa está atualizando ativamente tanto o V8 quanto o seis-cilindros em linha para atender ao Euro 7 e manter os motores em produção no futuro previsível.

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Falando à imprensa australiana, van Meel reforçou que a BMW não tem intenção de abandonar a performance a combustão e que esse tipo de entrega continua no coração dos planos de longo prazo da divisão M.

“Dissemos que não queremos abrir mão do motor a combustão, então estamos atualmente levando nosso seis-cilindros em linha e o V8 aos padrões Euro 7, e isso vai acontecer este ano”, disse ele à Drive.

Hoje, a gama de esportivos e esportivados da BMW depende muito de dois conjuntos, começando pelo V8 biturbo 4,4 litros baseado no N63.

Esse V8 aparece em modelos como M5, X5 M, X6 M, X7 M60i e M8, sustentando parte importante da imagem de força e exclusividade da marca.

Do outro lado, o seis-em-linha 3,0 litros turbo das famílias B58 e S58 segue como peça-chave em carros como o M240i e o M3 CS.

Só que manter esses motores vivos com Euro 7 não é simples, e o próprio M5 mais recente já dá uma amostra de como a BMW pode ter de ceder.

No novo M5, o V8 caiu de 576 hp para 536 hp, e essa mudança veio junto da transição para um sistema híbrido plug-in pensado para atender limites mais rígidos.

Mesmo com a redução no motor a combustão, ajustes de software na unidade elétrica ajudaram a preservar a potência combinada em 717 hp, sinalizando um caminho de compensação pela eletrificação.

A mesma lógica de “detune” pode acabar atingindo o seis-em-linha, que hoje chega a até 543 hp em versões como M3 CS e M4 CS.

Van Meel diz que a estratégia é seguir a demanda do cliente, em vez de empurrar uma única solução para todo mundo, e isso deve moldar os próximos lançamentos.

Por esse raciocínio, futuros modelos como a próxima geração do M3 provavelmente devem aparecer tanto com trem de força elétrico quanto com versões a gasolina.

“Enquanto houver demanda dos mercados, o que hoje existe bastante, vamos continuar construindo carros a gasolina”, afirmou ele.

Ele acrescentou que, se a demanda mudar porque o público “se apaixonou” pelos elétricos, ou se acontecer o contrário, a BMW vai acompanhar essa direção.

Para van Meel, a abordagem dividida é a melhor porque responde ao que os clientes pedem, e a marca não se vê obrigada a escolher agora apenas um caminho.

“O lado bom é que temos as duas direções, então não precisamos decidir agora, dá para seguir assim com um portfólio amplo e a oferta certa para todo mundo”, completou.

No fim, a grande mensagem é que a BMW parece mais disposta a ouvir o mercado do que a impor um roteiro fechado, ainda que isso signifique menos cv à disposição.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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