
A indústria automotiva encontrou uma nova maneira de manter os lucros altos, mesmo depois que o cliente sai da concessionária com o carro na garagem.
Com a redução drástica nos custos de manutenção dos EVs, fabricantes como BMW e Tesla têm buscado alternativas para continuar faturando — e a principal aposta tem sido cobrar por recursos via assinatura ou compra avulsa.
A polêmica estourou quando a BMW tentou vender o aquecimento dos bancos como um serviço pago, algo que gerou indignação global e forçou a empresa a recuar.
Apesar da repercussão negativa, a marca alemã ainda acredita no modelo “função como serviço” e mantém sua plataforma ConnectedDrive como canal oficial para upgrades pós-venda.
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Segundo a empresa, o sistema oferece “mais conforto e flexibilidade” ao permitir que o cliente compre funções adicionais mesmo depois de ter adquirido o veículo.
Na prática, isso significa que itens que já estão presentes fisicamente no carro podem ficar bloqueados até o pagamento por parte do dono.
A estratégia se baseia em um argumento simples: se o recurso exige conectividade ou algum tipo de dado, a cobrança recorrente é justificada.
E a BMW garante que seus consumidores já estão acostumados a pagar por esse tipo de acesso.
O modelo tem ganhado força, sobretudo após o sucesso da Tesla, que iniciou a prática com upgrades como aceleração extra, jogos no painel e o sistema de direção semiautônoma.
A princípio, muitos desses recursos estavam disponíveis por compra única, mas agora vêm sendo migrados para pacotes de assinatura mensal, como o FSD (Full Self-Driving).
Outras marcas também embarcaram na onda.
A GM, por exemplo, cobra há décadas pelos serviços da plataforma OnStar, que oferece desde navegação até assistência emergencial — e tudo sob mensalidade.
Serviços digitais para carros já tentaram seguir modelos parecidos no passado, mas agora, com os veículos cada vez mais conectados, o terreno parece mais fértil para emplacar esse tipo de cobrança.
Especialistas alertam que esse modelo pode transformar o carro em uma espécie de smartphone sobre rodas: com recursos que o dono só acessa se pagar mensalmente.
O medo é que até funções básicas, como ar-condicionado automático, espelhamento de celular ou faróis adaptativos, passem a ser “alugadas” dentro de um carro que já foi totalmente pago.
Para as montadoras, é uma revolução na lucratividade.
Para o consumidor, um possível pesadelo que transforma o volante em mais uma tela de cobrança.
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