
Enquanto muita gente ainda discute autonomia, a próxima frente de batalha dos EVs na China parece claramente estar na tomada, e a BYD já começou a mostrar suas cartas.
A marca foi flagrada fazendo testes internos de uma rede de recarga “Flash Charge” em Shenzhen, perto de sua sede, usando infraestrutura de megawatt e acesso controlado a funcionários e convidados.
As imagens mostram um site piloto que lembra um posto de combustível convencional, com pátio organizado, estruturas em “T” sobre as vagas e cabos líquido-refrigerados para suportar correntes altíssimas.
Placas técnicas vazadas anteriormente indicam gabinetes de nova geração com pico de até 1.500 kW (cerca de 2.040 cv), 1.500 A de corrente e arquitetura elétrica de 1.000 V.
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Durante a sessão mais recente, os carregadores aparentavam aceitar apenas veículos com o emblema “Flash Charge” na traseira, como futuros Tang 9, Song Ultra, Seal 07, Denza Z9 GT e FCB Tai.

Segundo relatos locais, o uso estava restrito a modelos capazes de receber mais de 1.000 kW de potência de entrada, com o sistema interrompendo automaticamente a recarga ao atingir 97% de estado de carga.
Isso indica que a BYD está mirando recargas extremamente rápidas em uma faixa específica de veículos mais avançados, em vez de liberar imediatamente essa capacidade para toda a linha de entrada.
Em paralelo ao hardware, o ecossistema digital também começou a aparecer, com o aplicativo Flash Charging já funcionando em Android, de acordo com capturas de tela que circulam em fóruns chineses.
A interface permite buscar estações próximas e habilita um modo plug-and-charge, em que a recarga começa automaticamente em cerca de 10 segundos após conectar o cabo, sem necessidade de ler QR code.
Integração com o sistema de crédito Sesame Credit também foi vista em vazamentos anteriores, sugerindo amarração com perfis de usuário, pagamentos e possíveis benefícios atrelados à reputação digital.
No site de demonstração, o preço mostrado era de 1.3 yuan per kWh (aprox. R$ 0,93 por kWh), sendo 1,0 yuan pela energia e 0,3 yuan como taxa de serviço.
Na prática, isso equivale a aproximadamente 0.18 USD per kWh (R$ 0,93 por kWh), um valor competitivo frente a muitos padrões atuais de recarga rápida e ainda mais diante de combustíveis fósseis.
Proprietários de veículos compatíveis com a tecnologia de flash charge devem ter direito a 1.000 kWh de eletricidade gratuita por ano, embora a política oficial ainda não tenha sido detalhada publicamente.
Relatos da mídia chinesa apontam que os Superchargers V4 da Tesla no país suportam até 500 kW (cerca de 680 cv) para carros de passeio, bem abaixo do teto visado pela BYD.
A maioria dos carregadores públicos DC na China continua concentrada na faixa de 250 a 600 kW (aproximadamente 340 a 816 cv), o que torna os 1.360 a 1.500 kW da solução da BYD um salto considerável.
Informações anteriores indicam que a montadora cogita operar mais de 4.000 estações próprias de flash charging, chegando a acima de 15.000 locais quando incluídas redes parceiras como a XiaoJu Charging.
Por enquanto, a fase ainda é de testes internos e demonstrações pontuais, sem um cronograma oficial de implantação nacional ou metas anuais de cobertura divulgadas pela empresa.
Dados mais detalhados sobre curvas de potência sustentada, autonomia recuperada em cinco minutos e prazos de expansão em larga escala devem aparecer apenas em um próximo evento de lançamento dedicado.
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