CEO da Ferrari admite medo de fanáticos e promete: ninguém será obrigado a comprar elétrico para ter o próximo “Testarossa”

ferrari logo (2)
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Durante anos, quem sonhava com as Ferraris mais raras precisava primeiro passar por um “vestibular” caro, comprando modelos menos disputados para ganhar moral com a marca e os concessionários.

Agora, com a chegada do primeiro EV de Maranello, o Ferrari Luce, o CEO Benedetto Vigna garante que esse jogo de empurrar o cliente para um carro apenas por interesse comercial terá um limite claro.

Segundo o executivo, o novo EV não será uma porta obrigatória para quem mira futuras séries ultraexclusivas, como o sucessor espiritual do 849 Testarossa que já começa a ser insinuado.

Vigna deixou explícito que seria um erro forçar alguém a comprar um elétrico só para ter chance de receber convite para o próximo grande Ferrari de tiragem limitada.

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A fala reconhece, ainda que indiretamente, que existe uma fatia importante da clientela que simplesmente não gosta da ideia de um Ferrari sem ronco de motor a combustão.

ferrari luce teaser 1
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Ao mesmo tempo, a marca demonstra confiança total de que haverá fila de milionários dispostos a pagar pelo Luce, qualquer que seja o preço final definido no lançamento.

Ainda em 2024, a agência Reuters cravou que o primeiro Ferrari EV custaria mais de US$ 500.000, algo acima de R$ 2,6 milhões na conversão aproximada atual.

O número oficial, porém, só deve ser revelado depois da apresentação completa, e até lá o mercado de EVs continua mudando rápido, com custos e margens cada vez mais voláteis.

O batismo Luce, “luz” em italiano, não é por acaso, já que o modelo foi pensado para simbolizar uma nova era tecnológica sem que a Ferrari abra mão da imagem de esportivo puro.

Para marcar essa virada, a estreia mundial está marcada para um evento especial em Roma, em 25 de maio de 2026, data carregada de simbolismo para a marca.

Foi exatamente em 25 de maio de 1947 que a Ferrari conquistou sua primeira vitória em corrida, no Grande Prêmio de Roma, e o EV estrear na mesma cidade é um aceno direto à própria história.

No discurso oficial, a Ferrari insiste que seus EVs terão “alma” e que a eletrificação convivirá com motores V8 e V12, reforçando a promessa de “liberdade de escolha” para os compradores.

O Luce é apenas um dos cinco novos modelos planejados para serem revelados na segunda metade de 2026, dentro do ambicioso pacote de trinta produtos até 2030.

Parte dessa enxurrada deve ser formada por variações de modelos já conhecidos, como conversíveis ao estilo Roma Spider para acompanhar cupês lançados recentemente.

Nos bastidores, apostas fortes apontam também para um novo integrante da série Icona, um possível SP4 que daria sequência a Monza SP1, Monza SP2 e Daytona SP3.

A marca também está praticamente na hora de mostrar outro modelo extremo voltado a pista, mantendo viva a tradição dos Ferrari mais radicais feitos para track days e colecionadores.

Até agora, o carro mais polêmico deste século tinha sido o Purosangue, o FUV que muitos chamam de crossover, mas que se tornou um sucesso de vendas e de conquista de novos clientes.

Na prática, o Purosangue virou uma excelente porta de entrada para construir relacionamento com a marca e ganhar pontos na hora de pleitear Ferraris de produção mais limitada.

O Luce deve repetir parte desse papel, aproximando novos endinheirados da Ferrari, mas sem ser usado como arma de pressão direta sobre quem quer apenas os modelos mais icônicos.

Resta saber se o primeiro EV de Maranello venderá tanto quanto o FUV ou se o rótulo de elétrico será forte o suficiente para frear a fome dos colecionadores mais tradicionais.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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