
Mesmo em meio a uma onda de retrocessos no setor automotivo, a General Motors segue firme na visão de que os veículos elétricos são o futuro inevitável da mobilidade.
Mary Barra, CEO da montadora, reafirmou que os EVs ainda representam o “end game” da GM — o destino final da indústria, mesmo com os atuais desafios de mercado, mudanças políticas e cortes de incentivos.
Durante evento da Associação da Imprensa Automotiva, realizado antes do Salão de Detroit, Barra admitiu que a retirada do crédito fiscal de US$ 7.500 para veículos elétricos e o afrouxamento das metas ambientais obrigaram a GM a ajustar sua rota.
Esses fatores levaram a cortes bilionários em investimentos em eletrificação, ao mesmo tempo em que a empresa passou a apostar mais nos modelos com motor a combustão no curto prazo.
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Ainda assim, ela reforçou que a transição para os EVs continua sendo o objetivo estratégico da companhia.
Segundo Barra, o caminho será mais demorado sem subsídios governamentais, mas o avanço da infraestrutura de recarga e a queda nos preços das baterias devem acelerar o processo naturalmente com o tempo.
A GM, inclusive, estuda ampliar sua linha de híbridos plug-in como etapa intermediária, mas sem perder o foco nos modelos totalmente elétricos, que considera superiores em desempenho, experiência e eficiência.
Enquanto rivais como a Ford já abandonaram parte de seus projetos e amargam prejuízos bilionários no segmento, a GM tenta equilibrar sua estratégia entre cautela e convicção.
A montadora anunciou recentemente uma provisão de US$ 6 bilhões para rever alguns investimentos em EVs, além de uma perda anterior de US$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre.
Apesar dos ajustes, Barra criticou o movimento brusco de algumas montadoras que estão “pulando fora muito rápido”, lembrando que ainda há muitas variáveis desconhecidas até 2029, 2030 ou 2032.
Ela destacou a importância de manter flexibilidade, já que futuras administrações nos EUA podem voltar a exigir padrões mais rigorosos ou retomar incentivos para tecnologias limpas.
Com a proposta do governo Trump de reduzir a meta de consumo médio para 34,5 mpg (cerca de 14,7 km/l) até 2031, a regulação ambiental se tornou menos exigente — mas a GM aposta que isso não mudará o destino da eletrificação.
Para a empresa, o avanço rumo aos elétricos não será linear, mas é irreversível.
Mary Barra acredita que, mesmo com idas e vindas políticas e resistência do mercado, os veículos elétricos acabarão dominando as ruas — e a GM quer estar na linha de frente quando isso acontecer.
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