CEO da GM se revolta com decisão do Canadá de importar carros elétricos chineses baratos

gm ceo mary barra
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O debate sobre a presença de veículos elétricos chineses na América do Norte ganhou novos contornos após uma crítica pública da CEO da General Motors.

Mary Barra reagiu com surpresa e preocupação à decisão do governo canadense de facilitar a entrada de EVs produzidos na China .

O acordo, anunciado neste mês, prevê a importação de dezenas de milhares de veículos elétricos de baixo custo, o que pode alterar o equilíbrio da indústria automotiva na região.

Durante uma reunião com funcionários da GM na última terça-feira, Barra classificou a medida como perigosa e difícil de justificar.

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Ela declarou não entender a motivação por trás da decisão e alertou que esse caminho representa “uma ladeira muito escorregadia”.

Para a executiva, a medida ameaça diretamente a base industrial da América do Norte, especialmente em um momento de transição tecnológica no setor automotivo.

Barra também levantou preocupações relacionadas à segurança nacional e à preservação de empregos em território norte-americano.

Na visão da GM, o apoio a fabricantes chinesas enfraquece a indústria local e compromete os esforços conjuntos dos EUA, Canadá e México para fortalecer a produção regional.

Apesar das críticas, o movimento do Canadá tem lógica do ponto de vista político e econômico.

Com o custo de vida em alta, governos enfrentam pressão para oferecer alternativas mais acessíveis à população.

Nesse contexto, veículos elétricos chineses — mais baratos e cada vez mais competitivos — aparecem como uma solução atraente para eleitores que cobram respostas concretas.

Ainda assim, a decisão coloca o Canadá em rota de colisão com grandes montadoras e sindicatos que defendem a proteção da indústria local.

Para empresas como a GM, que investem bilhões na eletrificação de suas fábricas e produtos, a concorrência direta com EVs chineses pode se tornar insustentável.

Além disso, há receios de que esse tipo de acordo abra precedentes e leve outros países da região a seguir o mesmo caminho.

Embora o Canadá tenha sua própria política comercial, a medida gera tensões dentro do pacto econômico da América do Norte.

A fala de Barra escancara o desconforto das montadoras diante da crescente influência da China no mercado global de EVs.

A disputa por competitividade e influência geopolítica, que já acontece em várias frentes, agora chega com força também ao setor automotivo.

A reação da GM sugere que o tema deve se tornar um novo ponto de conflito entre governos e gigantes da indústria nos próximos meses.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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