
Foi Sergio Marchionne que decidiu dividir Dodge e Ram em duas marcas distintas — uma medida que até hoje gera discussões.
A ideia original era clara: a Dodge ficaria com muscle cars, SUVs e minivans, enquanto a Ram se tornaria a divisão exclusiva de picapes.
Mas, na prática, o nome “Dodge Ram” continua firme no vocabulário popular, resistindo ao tempo e à estratégia corporativa.
Recentemente, esse tema voltou à tona em uma entrevista com Tim Kuniskis, atual CEO da Ram e ex-comandante da Dodge, durante o Salão de Detroit.
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Sem rodeios, Kuniskis admitiu que ele próprio ainda fala “Dodge Ram” com frequência — e não vê nenhum problema nisso.
Durante o papo, lembrou de uma reunião com Dana White, presidente do UFC, que também usou o termo “Dodge Ram” e questionou, indiretamente, se isso era inadequado.

A resposta foi direta: “Eu faço isso o tempo todo. Todo mundo faz. O mundo inteiro ama Dodge Ram. É a mesma coisa.”
Normalmente, esse tipo de confusão daria dor de cabeça em qualquer departamento de marketing.
Mas, para Kuniskis, essa familiaridade mostra o quanto o nome está enraizado no imaginário coletivo.
Segundo ele, isso reflete uma identidade de marca tão forte que a distinção entre as duas virou quase irrelevante para o consumidor comum.
Questionado diretamente sobre uma possível reunificação das marcas, Kuniskis foi pragmático: tecnicamente, isso é possível — afinal, ambas pertencem à Stellantis.
No entanto, ele acredita que isso não causaria nenhum alvoroço. “Se fizessem, ninguém ia ligar”, afirmou.
Para ele, os clientes se importam mais em saber que a marca vendeu 10 mil unidades de motores HEMI do que com o retorno do nome “Dodge Ram”.
“Porque todo mundo já pensa que é a mesma coisa. Seria irrelevante.”
Apesar disso, o executivo não descartou totalmente a ideia.
Disse que estaria curioso para saber o que o público realmente pensa sobre isso e deixou aberta a porta para uma possível mudança, caso a demanda seja forte o suficiente.
Por enquanto, Dodge e Ram seguem como marcas separadas, mas dividindo rede de concessionárias e estrutura de pós-venda — praticamente um “casal separado, mas morando junto”.
O contraste entre as duas, no entanto, é cada vez mais evidente.
Em 2025, a Ram vendeu impressionantes 431.670 unidades nos Estados Unidos, enquanto a Dodge registrou apenas 101.927.
Os números escancaram não só a força contínua da Ram, mas também os desafios que a Dodge enfrenta, com um portfólio cada vez mais enxuto.
Se o nome “Dodge Ram” realmente vai voltar algum dia, ainda é um mistério.
Mas, pelo jeito, para boa parte do público, ele nunca foi embora.
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