
A Windrose mal começou a se consolidar como potência global no segmento de caminhões elétricos pesados e seu CEO já quer dar o próximo passo — um tanto inesperado.
Wen Han, que comanda a expansão da empresa em quatro continentes, foi ao LinkedIn para apresentar um conceito que mistura mobilidade, energia e inteligência artificial em um único pacote.
Batizado informalmente de “Windrose = IA = energia em uma caixa”, o projeto propõe o uso de dois contêineres-padrão transportados por um caminhão Windrose R700.
Um contêiner seria recheado de baterias de alta capacidade (um sistema BESS, ou Battery Energy Storage System); o outro, de racks de servidores e sistemas de resfriamento.
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A ideia, embora ousada, não é completamente inédita.
Soluções similares em contêineres já foram apresentadas por empresas como a Volvo, que mostrou na feira Bauma um sistema BESS móvel para fornecer energia a canteiros de obras fora da rede elétrica.

O diferencial aqui seria a integração entre a nuvem computacional e o armazenamento de energia em um sistema itinerante — algo como um data center móvel alimentado por baterias.
A execução do anúncio, no entanto, gerou mais dúvidas do que entusiasmo.
Wen Han usou imagens geradas por IA através do Google Gemini, o que ficou evidente pela marca d’água com estrela translúcida nos renders.
As ilustrações mostram o caminhão em uma configuração 4×2 que a Windrose sequer oferece oficialmente — seus modelos R700 são todos 6×2.
Em outro render, o trailer com as baterias aparece sendo descarregado no meio de uma rodovia movimentada, levantando suspeitas sobre o cuidado com a comunicação visual.
Ainda assim, o conceito chamou atenção por seu potencial.
Num cenário em que a demanda por armazenamento de dados e energia cresce em ritmo acelerado, a ideia de uma infraestrutura digital e energética móvel pode encontrar nichos promissores.
Imagine servidores móveis abastecendo centros remotos de processamento, bases militares, zonas de desastre ou eventos temporários — com energia limpa, sem depender da rede elétrica convencional.
Mas faltam detalhes técnicos, cronograma e, principalmente, uma explicação clara de como essa “caixa de energia com IA” funcionaria de fato.
Por enquanto, o projeto parece mais uma provocação conceitual do que uma iniciativa pronta para o mercado.
Seja como for, Wen Han mostrou que não pretende parar nos caminhões — mesmo que ainda não tenha explicado direito para onde, exatamente, está indo.
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