
Numa transmissão ao vivo que durou entre quatro e cinco horas, o fundador e CEO da Xiaomi, Lei Jun, decidiu encarar de frente uma avalanche de críticas que tomaram conta das redes sociais envolvendo o SUV elétrico YU7.
A live, realizada em 3 de janeiro de 2026, contou com engenheiros da empresa desmontando o veículo diante das câmeras, numa tentativa clara de restabelecer a credibilidade da Xiaomi Auto e oferecer transparência sobre o processo de desenvolvimento do modelo.
Com uma abordagem direta, Lei rebateu boatos que viralizaram nos últimos meses, como o suposto “freio instantâneo a 200 km/h”, vídeos de rodas se soltando após colisões, e até uma acusação absurda de que agricultores estariam proibidos de vender produtos da marca.
O executivo afirmou que a iniciativa não tinha fins promocionais e que o objetivo era mostrar o comprometimento da empresa com segurança e qualidade.
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Sobre a polêmica do freio milagroso, Lei esclareceu que o vídeo foi editado de forma a distorcer um teste interno realizado com outro modelo, o SU7 Ultra, num ambiente controlado.
A respeito da autonomia, ele explicou que o comentário sobre 1.300 km se referia a uma viagem com apenas uma parada para recarga intermediária, mas foi erroneamente divulgado como se fosse a autonomia total com uma única carga.
Outro ponto sensível foi o vídeo em que rodas do YU7 se soltam após impacto.
Lei justificou que se trata de um mecanismo de segurança intencional, desenvolvido para dissipar a força da colisão e evitar o esmagamento da cabine, e não de falha estrutural.

Durante a desmontagem do SUV, os engenheiros exibiram o uso de aço de ultra-alta resistência de 2200 MPa, criado em parceria com a equipe do pesquisador Wang Guodong, um dos materiais mais fortes empregados atualmente na indústria automotiva.
A empresa também aproveitou a ocasião para responder às críticas sobre o uso de letras pequenas em materiais promocionais, como no pôster do 17 Pro.
Lei reconheceu que essa prática é comum no setor, mas prometeu rever a comunicação visual para evitar interpretações de propaganda enganosa.
Outro rumor desmontado foi a chamada “incidente da faixa verde”, apontado como montagem manipulada para prejudicar a imagem da Xiaomi.

A sessão começou com os comentários desativados para evitar ataques coordenados, mas foi reaberta durante a transmissão para que o público pudesse interagir e tirar dúvidas em tempo real.
O SUV YU7 é o segundo modelo elétrico da montadora, após o lançamento do SU7, e tem ganhado repercussão tanto pelas características técnicas quanto pela exposição nas redes.
Lei Jun também aproveitou o momento para divulgar os números de entrega da Xiaomi Auto em 2025: 410 mil unidades, com uma meta ambiciosa de 550 mil veículos para 2026.
Ao final, o executivo reiterou que a empresa está aberta a críticas justas, comparações coerentes com modelos da mesma categoria e avaliações baseadas em fatos, não em ataques manipulados.
A live marcou um movimento inédito na indústria chinesa de veículos elétricos, com um CEO assumindo a linha de frente para enfrentar, peça por peça, cada ponto de tensão com o público.
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