Chefão da BYD revela que rivais copiaram suas tecnologias e reacende polêmica sobre inovação na China

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Enquanto parte da indústria automotiva chinesa ainda discute quem está realmente liderando a revolução elétrica, uma declaração recente de um executivo da BYD voltou a esquentar o debate sobre originalidade, pesquisa e… cópia.

Li Yunfei, gerente geral de marca e relações públicas do Grupo BYD , revelou que durante anos, a empresa precisou lidar com a imitação direta de suas soluções técnicas por concorrentes locais.

Segundo ele, algumas marcas inicialmente desacreditavam as escolhas tecnológicas da BYD, mas depois adotavam estratégias semelhantes, numa tentativa clara de replicar seus resultados.

Esse cenário gerou reflexões internas na empresa sobre o valor da inovação em um ambiente onde tudo pode ser copiado rapidamente.

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A conclusão, segundo Li, foi clara: é preciso seguir inovando, pois só a criação constante de tecnologias genuínas garante vantagem competitiva — ainda que temporária.

Um dos exemplos citados por ele foi o sistema de recarga ultrarrápida com potência de 1 megawatt, revelado pela empresa no primeiro semestre de 2025.

Li argumenta que, nesse setor, os parâmetros técnicos estão sempre evoluindo, e a liderança é cíclica: quem inova hoje será igualado por outros dentro de dois ou três anos.

Ele destacou ainda que várias tecnologias adotadas precocemente pela BYD não foram decididas com base em tendências de mercado, mas sim fruto de pesquisa aprofundada.

Entre elas estão as baterias de fosfato de ferro-lítio, os sistemas híbridos plug-in DM e os motores síncronos de ímã permanente — todos definidos muito antes de se tornarem populares.

Li chamou atenção para o papel ativo do fundador Wang Chuanfu no desenvolvimento técnico da empresa.

Segundo ele, Wang participa pessoalmente de reuniões estratégicas e de engenharia, frequentemente do início da manhã até a noite.

Nesses encontros, o fundador recorre a explicações baseadas em princípios científicos, abordando desde reações eletroquímicas até questões envolvendo a capacidade das redes elétricas.

Para Wang, a análise por primeiros princípios é essencial na hora de planejar, por exemplo, a viabilidade de redes de recarga rápida em larga escala.

Essa filosofia tem se refletido nos registros de patentes da empresa, como as quatro novas tecnologias de motores com fluxo magnético variável reveladas em dezembro de 2025.

Essas inovações visam ajustar dinamicamente o fluxo magnético, aumentando a eficiência do motor conforme a condição de uso.

Li destacou que, embora a BYD saiba que suas inovações continuarão sendo copiadas, isso faz parte do jogo competitivo.

Na visão da empresa, a imitação acaba beneficiando o setor como um todo, acelerando a evolução tecnológica da indústria de EVs.

As declarações surgem em meio a uma nova fase de disputas técnicas dentro do mercado chinês, onde marcas buscam se diferenciar não apenas no design, mas também na engenharia.

Curiosamente, no passado, a própria BYD foi criticada por lançar modelos com aparência muito próxima de carros de marcas como Toyota.

Hoje, no entanto, a fabricante chinesa aposta no protagonismo tecnológico e em novos lançamentos previstos para os próximos anos, com forte foco em EVs e híbridos plug-in.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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